Quem foi o pai da língua portuguesa?

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Não existe um único "pai" da língua portuguesa. Evoluiu do galego-português, falado entre os séculos XII e XIV. A unificação e consolidação ocorreram posteriormente, com Camões e a publicação da primeira gramática por Fernão de Oliveira em 1536, que marcou a padronização da língua.
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Quem foi o criador da língua portuguesa?

Olha, ninguém criou o português, né? Ele foi evoluindo, tipo um rio que muda o curso com o tempo. Sabe, aquele galego-português, falado por aí nos séculos XII, XIII e XIV… era meio diferente do que temos hoje, claro.

Lembro de uma aula de história, naquela escola em Almada, onde a professora falava disso com tanta paixão! Parecia magia, ver a língua se transformando. Camões, ah, Camões! Ele ajudou bastante a uniformizar, a dar um jeito na coisa, tipo um grande editor de texto, sabe? Ainda bem, porque imagino o caos sem isso.

A gramática do Fernão de Oliveira, em 1536, isso foi um marco! Meu avô, que adorava história, me contou um monte sobre isso. Para ele, foi um momento chave, uma formalização do que já existia, consolidando. Como se uma banda finalmente gravasse o primeiro álbum, sabe? Definindo o som, criando identidade. Interessante, né?

Quem aprovou o acordo ortográfico?

A aprovação do Acordo Ortográfico de 1990 seguiu um processo bicameral. A Assembleia da República aprovou-o para ratificação através da Resolução n.º 26/91, em 23 de Agosto. Isso significa que o Parlamento português deu o seu aval, mas ainda faltava um passo crucial. Afinal, um tratado internacional exige a sanção do chefe de Estado.

O Presidente da República, então Mário Soares, ratificou o acordo através do Decreto n.º 43/91, também em 23 de Agosto. Observe a coincidência das datas: tudo aconteceu num só dia! Quase um golpe de Estado da ortografia, não é? Brincadeiras à parte, essa rapidez demonstra a importância atribuída à unificação ortográfica entre os países de língua portuguesa. O detalhe das datas, inclusive, mostra que a burocracia, naquele caso, operou com uma celeridade incomum. Imagine a quantidade de papelada e reuniões prévias a essa decisão!

Lembro-me da discussão pública em torno do Acordo na época. Meu pai, professor de Português, participou ativamente de debates, tanto a favor quanto contra as mudanças. Ele sempre argumentou que a língua é um organismo vivo, que evolui, e que a uniformização – ainda que necessária para facilitar a comunicação – poderia representar um risco à diversidade linguística. Afinal, o que é a língua senão uma expressão de diversas realidades?

  • Assembleia da República: Aprovação para ratificação (Resolução n.º 26/91).
  • Presidente da República: Ratificação final (Decreto n.º 43/91).
  • Data: 23 de Agosto de 1991 (coincidência notável!).

Esse processo de aprovação, tão rápido e eficiente, contrasta com a lentidão com que, muitas vezes, a burocracia atua. Faz pensar no poder de uma ideia que, quando amadurece, consegue superar os obstáculos institucionais.

Qual é a origem da ortografia?

A origem da palavra "ortografia" reside na junção de duas raízes gregas:

  • "Orto" (ὀρθός): Remete à ideia de correto, reto, exato. Pense em "ortodoxo", que significa "opinião correta".

  • "Grafia" (γραφία): Refere-se ao ato de escrever, à representação gráfica da linguagem.

Portanto, ortografia, em sua essência, significa a "ação de escrever corretamente". É a arte de alinhar a escrita com as normas estabelecidas, um balé de letras em busca da forma ideal.

É fascinante como a linguagem carrega consigo a história do pensamento humano. A busca pela "escrita correta" reflete nossa necessidade inata de ordem e clareza. A linguagem, afinal, é o espelho da alma, e a ortografia, o polimento desse espelho.