Quais são as fases da disfagia?

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As quais são as fases da disfagia se organizam em etapas da deglutição, processo que envolve cerca de 25 pares de músculos coordenados. A descoordenação desses músculos causa problemas graves, sendo a pneumonia por aspiração a complicação mais séria. Dados indicam que 30% a 50% dos pacientes em hospitais ou lares apresentam disfagia, exigindo rastreio sistemático por especialistas como terapeutas da fala.
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Quais são as fases da disfagia e seus riscos?

Entender quais são as fases da disfagia auxilia na redução do medo e orienta a busca por profissionais especializados. O acompanhamento médico é indispensável para evitar complicações graves relacionadas à dificuldade de engolir. Aprender sobre o processo ajuda na segurança do paciente e na busca pelo suporte terapêutico adequado ao caso.

O que é a disfagia e por que a identificação das fases é importante

A disfagia, ou dificuldade em engolir, pode envolver diferentes processos anatómicos e fisiológicos e manifesta-se de formas distintas dependendo do local da alteração. Identificar em que ponto ocorre a falha é um passo fundamental para o diagnóstico correto e para evitar complicações respiratórias graves.

A deglutição é um processo coordenado que envolve cerca de 25 pares de músculos.[1] Qualquer descoordenação pode levar a problemas, sendo a pneumonia por aspiração a complicação mais séria observada clinicamente. Para muitos pacientes, entender que nem toda dificuldade é igual ajuda a reduzir o medo e a orientar melhor a busca por profissionais especializados, como terapeutas da fala.

As quatro fases da deglutição: Como o alimento chega ao estômago

Fase Preparatória Oral (Voluntária)

Esta fase ocorre inteiramente na boca e depende inteiramente do controlo consciente do indivíduo. É o momento em que os alimentos são triturados, misturados com saliva e transformados em um bolo alimentar coeso.

Muitos pacientes não percebem que uma mastigação ineficiente é, por si só, um sinal de disfagia. Se a musculatura da bochecha ou da língua estiver fragilizada, a formação do bolo torna-se irregular. Isso acontece frequentemente após um acidente vascular cerebral ou em condições degenerativas que afetam o tónus muscular facial.

Fase Oral (Voluntária)

Após a preparação, a língua executa um movimento de varrimento, empurrando o bolo alimentar da parte anterior para a posterior da cavidade oral. Este movimento desencadeia o reflexo de deglutição quando o alimento toca nas estruturas do fundo da garganta.

Fase Faríngea (Involuntária)

Esta é uma fase crítica e rápida, durando cerca de um segundo. O véu palatino eleva-se para bloquear a passagem para o nariz, e a epiglote desce para tapar a via respiratória. Quando este fecho não acontece corretamente, o alimento pode entrar na laringe, causando tosse e risco de broncoaspiração.

Fase Esofágica (Involuntária)

O bolo alimentar entra no esófago e é transportado por ondas musculares automáticas, conhecidas como movimentos peristálticos. Problemas aqui geralmente relacionam-se com estreitamentos, hérnias de hiato ou dificuldades de relaxamento do esfíncter esofágico inferior, fazendo com que a comida pareça ficar presa no peito.

Sinais de alerta: Quando procurar ajuda profissional

Nem sempre a dificuldade em engolir fases é óbvia. Muitos cuidadores ignoram sintomas subtis até que uma complicação ocorra. Sinais como voz rouca ou molhada logo após as refeições, tosse frequente sem causa aparente ou uma perda de peso inesperada são indicadores importantes.

O acompanhamento por um terapeuta da fala ou otorrinolaringologista é indispensável. Dados sugerem que cerca de 30% a 50% dos pacientes em ambiente hospitalar ou lares de idosos podem apresentar algum grau de disfagia,[2] tornando o rastreio sistemático uma medida de segurança essencial.

Se ainda tem dúvidas, veja Quais são os 3 estágios da deglutição?

Diferenças entre disfagia oral e faríngea

Compreender onde ocorre a falha é crucial para adaptar as estratégias de alimentação.

Disfagia Oral

  • Afeta a boca e a mastigação.
  • Restos de comida na boca e dificuldade em formar o bolo.
  • Menor risco de aspiração direta para o pulmão.

Disfagia Faríngea

  • Afeta a garganta e a laringe.
  • Engasgos, tosse e sensação de alimento preso.
  • Risco muito elevado de broncoaspiração.
Enquanto a disfagia oral é mais um problema de mecânica e controlo, a disfagia faríngea envolve riscos de segurança respiratória. Ambas exigem intervenções diferentes, sendo a faríngea prioridade máxima em segurança alimentar.

A rotina do senhor João: Do diagnóstico à segurança

O senhor João, 75 anos, morador de Lisboa, começou a tossir frequentemente durante o jantar. A família achava que ele estava apenas a comer depressa e a família estava preocupada pois ele já tinha perdido 4 quilos em dois meses.

A primeira tentativa de resolver foi apenas cortar pedaços menores de carne. O problema continuou, pois o problema não era o tamanho, mas o tempo que ele demorava a desencadear o reflexo de deglutição.

Após avaliação, o terapeuta da fala identificou que o problema estava na fase faríngea. A solução passou por engrossar os líquidos e usar queixo baixo durante a deglutição.

Após dois meses, com estas adaptações simples, o João parou de tossir durante as refeições e começou a recuperar o peso, transformando a hora do jantar num momento calmo e sem medo de engasgos.

Conceitos importantes

A deglutição é um processo de quatro etapas

Entender que a disfagia pode ocorrer na boca (fases orais) ou na garganta (fase faríngea) é vital para buscar o profissional certo.

A segurança em primeiro lugar

Sintomas como tosse e voz rouca durante as refeições indicam falhas no reflexo de deglutição e exigem avaliação urgente para evitar pneumonias.

Próximas informações relacionadas

A disfagia tem cura ou apenas tratamento?

Depende da causa. Algumas disfagias, como as causadas por inflamações, podem ser curadas. Em casos neurológicos, o foco é o tratamento e compensação para garantir uma alimentação segura.

Engasgar-se com água é um sinal de disfagia?

Sim, é um sinal de alerta clássico. Os líquidos finos são os mais difíceis de controlar nas fases da deglutição, e o engasgo indica que o reflexo protetor não foi rápido o suficiente.

Qual profissional devo procurar primeiro?

O médico de família ou um otorrinolaringologista são os pontos de partida ideais. Eles encaminharão para o terapeuta da fala, que é o especialista que avalia a mecânica da deglutição.

Esta informação tem fins educativos e não substitui o aconselhamento médico profissional. As condições de saúde individuais variam significativamente. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de tomar decisões sobre a sua saúde ou planos de tratamento.

Fontes

  • [1] Drjoaoolias - A deglutição é um processo coordenado que envolve cerca de 25 pares de músculos.
  • [2] Pdfs - Dados sugerem que cerca de 30% a 50% dos pacientes em ambiente hospitalar ou lares de idosos podem apresentar algum grau de disfagia.