O que afeta a nossa autoestima?

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A constante exposição a padrões irreais nas mídias sociais e na publicidade impacta diretamente a autoestima. Imagens idealizadas de corpos e vidas perfeitas geram comparações prejudiciais, minando a autoconfiança e a percepção de valor pessoal.
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Que fatores do dia a dia mais influenciam sua autoestima e autoconfiança?

Para mim, a minha autoestima e autoconfiança sentem-se muito abaladas pelas coisas que vejo todos os dias, principalmente online. É uma pressão meio invisível, que vai entrando na gente sem pedir licença e que parece que nunca para. Isso é que é mais chato, a constância.

Lembro-me daquele verão de 2022, estava a viajar por Portugal, em Aveiro. Vi uns stories de gente a fazer poses de yoga na praia, com corpos super definidos e sorrisos perfeitos. Eu ali, a comer um ovos moles tranquilamente e a sentir-me meio fora do sítio, sabe, como se a minha realidade não fosse boa o suficiente. Aquilo é estranho.

Aquilo parece que cria uma régua inatingível, um padrão impossível de seguir. Tipo, se não estás a parecer assim, se não tens aquela viagem, aquela roupa caríssima, não estás à altura do que esperam. E a publicidade faz a mesma coisa, só que de forma mais profissional e, de certa forma, mais subtil na sua agressividade. É um bombardeamento silencioso.

Pensei numa vez, em Lisboa, vi um cartaz enorme na Rua Augusta, em janeiro de 2023, de um relógio de luxo. A pessoa que o usava tinha um ar tão sofisticado, tão 'tudo no lugar', que me fez questionar minhas próprias escolhas de vida, minhas roupas simples, até a minha falta de pressa. Parece bobo, mas essas coisas acumulam-se e vão minando a gente por dentro, devagarinho.

O bombardeamento constante dessas imagens de vida perfeita e de corpos 'ideais' faz com que a gente comece a comparar-se sem querer. E a comparação, na minha visão, é o maior ladrão da alegria e da autoconfiança que existe. É quase como se nos forçassem a viver num concurso de beleza e sucesso constante, onde ninguém ganha de verdade.

É por causa disto que sinto que as redes sociais, em particular, e a publicidade de forma geral, são os maiores vilões para o meu bem-estar. Elas criam um ciclo vicioso de insatisfação, onde a gente está sempre a correr atrás de um ideal que não existe de verdade, que é só uma montagem, uma edição cuidada para parecer real. Isso cansa muito.

Para mim, os fatores que mais pesam na autoestima são a pressão social de padrões irreais, a comparação constante nas redes e o bombardeamento da publicidade.

O que diminui a autoestima?

A autoestima, meu camarada, é tipo uma plantinha que você tem que regar todo dia, senão ela murcha mais rápido que promessa de político em ano eleitoral. O que ataca essa preciosidade e deixa a gente na lona, se sentindo um boneco de posto murcho? Basicamente, umas bombas-relógio que a vida adora plantar no nosso caminho. As causas mais comuns, pra você anotar aí e ficar esperto, são:

  • Experiências ruins na infância ou adolescência, tipo se sentir o patinho feio da turma.
  • Bullying (aquelas cutucadas que parecem facada, sem dó).
  • Comparação constante com a vida alheia, principalmente a do Instagram alheio.
  • Rejeição e abandono, que doem mais que pisar em LEGO descalço no meio da noite.
  • Falta de apoio dos adultos responsáveis, como pais ou cuidadores, quando a gente mais precisa.

Ah, o bullying! Isso não é só um puxão de cabelo. É a turminha do fundão te lembrando que você é o boneco de Olinda do grupo. Lembro uma vez, no colégio, meu nariz era tão grande que me chamavam de "Tucano". Pensa na criança, chorava mais que em velório de personagem de novela. Me senti o Chaves sem sanduíche de presunto, desvalorizado total!

A comparação, então, é a mãe de todas as desgraças modernas. Você tá lá, de boa, com seu miojo no prato, e de repente vê o feed do fulano comendo lagosta em Mykonos, com um jatinho particular na foto. Aí sua autoestima despenca mais que preço de bitcoin em dia de crise, e você se sente um pedinte em banquete. É o terror!

Rejeição é tipo quando a crush não responde sua mensagem por três dias e você já tá pensando em virar monge tibetano. Abandono? Pior! É sentir que te deixaram na beira da estrada enquanto a vida passa acelerada. Sabe, na adolescência, quando minha banda de garagem tentou tocar no churrasco do vizinho e mandaram a gente embora? Me senti um lixo. Foi uma dor que nem dipirona forte curava.

E a falta de apoio dos pais ou de quem te criou? É como tentar aprender a andar de bicicleta sem rodinha e sem ninguém pra segurar. A queda é feia, e a gente fica com as cicatrizes invisíveis. Minha mãe, coitada, achava que "endurecer" era a melhor escola. Resultado? Hoje sou um mar de ironia e de vez em quando choro vendo filme da Disney, só pra compensar.

Mas não para por aí, viu? Tem mais coisa que come a alma feito cupim em madeira velha, deixando a autoestima em cacos:

  • A ditadura do "tem que ser perfeito": Uma vez, tentei fazer um bolo e parecia um tijolo queimado. Me senti o pior padeiro do universo, tipo um chef de Masterchef que esqueceu o sal. A gente se chicoteia por qualquer deslize, né? É um inferno!
  • O espelho das redes sociais: Aquelas fotos perfeitas dos outros, que parecem ter sido feitas por deuses gregos, te fazem questionar se você é um ET que veio de outro planeta. Meu perfil no Instagram parece mais um álbum da CIA, cheio de ângulos suspeitos e pouca vida real.
  • A vozinha chata na sua cabeça: Aquela que fica falando "você não é bom o suficiente", "você vai falhar", "sua roupa tá amassada". É tipo um comentarista de futebol, só que em vez de narrar o jogo, narra suas piores inseguranças, sem dar um segundo de paz, um verdadeiro carrasco mental.