O que falar para ajudar uma pessoa?

49 visualizações
Para ajudar alguém, demonstre serenidade com sua postura e expressão. Mostre interesse genuíno no que a pessoa diz, usando o nome dela e adaptando sua linguagem para ser mais natural e receptiva.
Comentário 0 curtidas

O que dizer para apoiar e confortar alguém em dificuldade?

Acho que quando alguém está mesmo a passar por um mau bocado, a coisa mais difícil é saber o que fazer ou falar. A gente quer ajudar mas fica com receio de piorar, sabe. Lembro-me bem, a minha amiga Maria, no ano passado, em março de 2023, quando ela perdeu o emprego lá em Lisboa, na zona de Alvalade, ela estava mesmo desorientada. Não era o que eu dizia, era mais a forma como eu estava ali, ao lado dela.

Sempre que a gente se encontrava, eu tentava manter uma calma que, por dentro, às vezes não tinha, mas o rosto e a voz, eles tinham que passar uma certa paz. Lembro de estar no café do costume, perto da faculdade, e a postura, só de sentar e olhar nos olhos sem desespero, já fazia diferença. Tipo, eu não podia surtar com ela ali no dia 12 de março, enquanto ela desabafava sobre o trabalho. Era eu o ponto firme.

E o interesse, real mesmo, não dá pra fingir. A gente ouve a história dela, os pormenores todos, e faz um esforço genuíno para entender a dor. Quando a Maria me contava o que se passava com os colegas, como a chefe dela agia, eu tentava absorver cada palavra. Repetir algo que ela tinha dito, com outras palavras minhas, mostrava que eu estava mesmo ali, a cada momento.

Usar o nome dela, Maria, enquanto eu falava, tipo "Maria, eu entendo que isso é frustrante", traz uma proximidade. Torna a conversa mais dela, mais íntima. Não é só um conselho genérico, é um diálogo que a inclui, pessoalmente. Ajuda a pessoa a sentir que não é apenas mais um número a quem se dá atenção.

A linguagem também, né. Se a pessoa tá a falar comigo de um jeito descontraído, com calão, eu não vou começar a usar termos técnicos ou frases muito formais. É preciso ter a mesma vibração. A Maria falava muito aberta, e eu não podia vir com um tom professoral. Era a linguagem do dia-a-dia, simples, direta, como a gente sempre conversou. Aquela autenticidade faz a diferença, não tem preço.

Para apoiar e confortar alguém em dificuldade: Mantenha postura e expressão serenas. Demonstre interesse genuíno pelo que a pessoa diz. Chame-a pelo nome. Adapte sua linguagem ao contexto.

No final das contas, o que importa mesmo é essa sensação de presença, de que alguém se importa sem querer resolver o problema por ti, mas sim estar contigo enquanto tu o enfrentas. É um caminho, e a gente só caminha junto. Foi o que tentei fazer pela Maria, e acho que, de alguma forma, ajudou-a a ver o caminho à frente.