Para que serve o mapa cor-de-rosa?

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O Mapa Cor-de-Rosa representava a ambição portuguesa de um império contínuo em África, ligando Angola a Moçambique. O Ultimato Britânico de 1890 pôs fim a essa pretensão, gerando forte comoção em Portugal e contestação à Monarquia.
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Para que servia, afinal, aquele mapa cor-de-rosa? Lembro-me de ver pela primeira vez uma imagem dele, num livro de história do liceu, e fiquei fascinada. Um mapa cor-de-rosa… tão bonito, tão… arrogante. Era a representação de um sonho, né? Um império português contínuo em África, ligando Angola a Moçambique, uma linha rosa a unir dois pontos do mapa como se fosse um fio mágico. Imaginem só, uma coisa assim! Que ideia audaciosa, que visão megalómana, quase infantil na sua ousadia. Será que quem o desenhou realmente acreditava que seria possível?

A verdade, é que nunca foi, claro. O Ultimato Britânico em 1890, meu Deus… Li sobre isso numa biografia do rei D. Carlos, acho, ou foi num documentário? Não me recordo bem, mas lembro-me da sensação de impotência que me invadiu. Aquela pressão toda, a Inglaterra, aquela força colossal, simplesmente a cortar as asas a Portugal… um país que já não era tão poderoso como fora, e que alimentava um sonho tão grandioso. Faz-me pensar, sabe? Em como são perigosas as ambições sem realismo, ou as ambições que deixam de lado a consideração pelas forças em jogo. É como tentar construir um castelo de areia numa tempestade.

Lembro-me de uma vez, na praia com os meus primos, tentar construir um castelo gigante, um que chegasse às nuvens, tipo… aquele castelo cor-de-rosa no mapa, sabe? Claro que a maré acabou por levar tudo, e nós ficámos a rir, a tentar salvar alguns pedaços daquilo antes que se desfizesse todo. Um bocado como aconteceu com esse sonho imperial, não é? O mapa cor-de-rosa, uma peça da nossa história, uma lembrança de um sonho quase infantil mas também bastante audacioso, uma aspiração que acabou por ser destruída pela força bruta da realidade. Mas, mesmo assim, fico a pensar... que bela história pra contar, né? Cheia de drama e orgulho ferido.