Porque estou sempre mal disposta?

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Sentir-se mal disposta constantemente, com enjoo ou náusea, pode indicar condições como gravidez, refluxo gastroesofágico, ansiedade ou efeitos de certos medicamentos. É crucial buscar orientação médica para identificar a causa e iniciar o tratamento correto, visando seu bem-estar.
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Mal estar e cansaço constantes: o que pode ser e como tratar?

Olha, essa sensação de estar sempre arrastada, com o corpo pesado e a mente a mil mas ao mesmo tempo sem conseguir focar, eu conheço bem. Houve uma altura, ali por 2019, antes da pandemia, que eu simplesmente não conseguia mais. Acordava já cansada, como se não tivesse dormido nada, e o dia todo era um esforço gigante pra fazer as coisas mais simples. Tipo, ir ao supermercado, que antes era rápido, virava uma maratona. O médico no centro de saúde de Benfica, Dr. Almeida, na primeira consulta, olhou pra mim e disse que eu parecia um fantasma.

E depois tinha aquele enjoo chato, a sensação de que a barriga não estava no sítio, a qualquer momento ia dar pra trás. Não era dor, era tipo uma agitação esquisita, sempre ali, a espreitar. Lembro duma vez, no café Pão de Açúcar, perto do meu trabalho, em Campo de Ourique, pedi um sumo e nem consegui beber metade. Achava que era da comida, mudei a dieta, mas não adiantava. Às vezes parecia que a ansiedade apertava e a náusea vinha junto, tipo um pacote completo de desconforto.

A gente fica a pensar em mil coisas, não é? Gravidez foi logo o primeiro pensamento, claro, fiz testes, negativos. Depois o Dr. Almeida começou a falar de refluxo, por causa de uns azia que eu tinha de vez em quando, e chegou a receitar umas pastilhas para o estômago. Eu comecei a notar que quando ficava muito preocupada com alguma coisa, tipo aquele projeto enorme que tive no trabalho em Lisboa, na Rua Braamcamp, que me tirava o sono, o enjoo piorava bastante. Percebi que o stress fazia o meu estômago dar voltas.

Não havia uma fórmula mágica, mas para mim, tentar acalmar a cabeça ajudou muito. Comecei a caminhar mais no Parque Eduardo VII, mesmo que estivesse arrastada, e tentar dormir as minhas oito horas. Aquelas pastilhas para o refluxo até que aliviavam, mas o fundamental foi mesmo aprender a gerir a pressão. Foi um processo, entende? Não foi do dia para a noite que me senti melhor. Ainda hoje, se me descuido com o stress, sinto o corpo a dar sinais, o estômago a querer apertar. É uma coisa da gente, né.