Quais são as perturbações da personalidade?

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Transtornos de personalidade são padrões de pensamento, comportamento e relacionamento inflexíveis e desadaptativos, causando sofrimento significativo. São classificados em três grupos: Grupo A (Excêntrico): Paranoide, Esquizoide, Esquizotípico. Grupo B (Dramático/Emotivo): Antissocial, Borderline, Histriônico, Narcisista. Grupo C (Ansioso/Medroso): Evitativo, Dependente, Obsessivo-Compulsivo. Diagnóstico requer avaliação profissional.
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Quais transtornos de personalidade existem e quais seus principais sintomas?

Olha, transtornos de personalidade… é um tema que mexe comigo, sabe? Uma amiga minha, a Clara, luta com o borderline há anos. É sofrido, a intensidade das emoções dela, os relacionamentos turbulentos… vi de perto o quanto é difícil. Ela teve terapia por anos, e mesmo assim… é uma montanha-russa. Custou caro, uns 800 reais por sessão, em 2021, se não me engano… muito dinheiro.

Os tipos? Já li bastante, mas não sou especialista, claro. Tem os "esquisitos", como o paranoide, que vive desconfiando de todo mundo. Conheci alguém assim, um senhor na padaria perto da minha casa, em Ipanema. Era meio assustador, a maneira como ele olhava...

Depois, tem os "dramáticos". O antissocial, me dá arrepios só de pensar. Aquele tipo que não liga para as consequências dos atos, egoísta. Histriônico e narcisista, a gente vê aos montes por aí, né? Fazem um show, tudo pra chamar atenção.

E os "ansiosos"? Ah, esses eu entendo melhor. O transtorno evitativo, a insegurança, o medo da rejeição… me identifico com alguns sintomas, às vezes. E o dependente? Meu tio era, e a vida dele era um sofrimento. Obsessivo-compulsivo… conheço gente que lava as mãos cinquenta vezes por dia. É complicado. Tudo isso é bem complexo, requer ajuda profissional especializada.

O que significa perturbação de personalidade?

Perturbação de personalidade, pra mim, é quando a gente enxerga o mundo e a si mesmo de um jeito torto e, pior, age conforme essa visão, se ferrando sempre.

Te conto, vivi isso de perto com a minha irmã, a Ana.

  • Contexto: Morávamos juntas em Curitiba, uns 5 anos atrás.
  • O que acontecia: Ela sempre achava que as pessoas estavam contra ela, tramando pelas costas. Começava a brigar no trabalho sem motivo, desconfiava de todo mundo, inclusive de mim.

Resultado?

  • Consequências: Perdeu uns 3 empregos por causa dessas tretas, se isolou dos amigos. Era horrível ver ela sofrendo, e a gente sofrendo junto.
  • Sentimentos: Me sentia impotente, angustiada. Tentava conversar, mostrar que ela estava exagerando, mas era como falar com uma parede.

O médico explicou que era um padrão de pensamento e comportamento disfuncional, persistente, que trazia prejuízo pra vida dela. Não foi fácil, mas com terapia e medicação, a Ana melhorou muito. Hoje, ela consegue ter relacionamentos saudáveis e um emprego estável. Foi um alívio!

O que são alterações de comportamento?

A tarde caía em tons de laranja e cinza sobre o Rio, aquela luz que te agarra a alma e te faz pensar em coisas sem nome. Alterações de comportamento, pensei, enquanto observava os barcos deslizarem preguiçosamente pela água. É como o rio mesmo, mudando seu curso, ora manso, ora violento, a depender das chuvas ou das rochas que encontra pelo caminho. Aquele rio me lembrou da minha avó, com seus repentinos silêncios após a partida do meu avô.

Um silêncio que ecoava nos corredores vazios da casa, um silêncio pesado como chumbo, diferente do silêncio leve e esperto dos dias em que ela contava histórias de seu passado no interior de Minas, com cheiro de café e jasmim. Uma alteração, profunda e permanente, que marcou toda a família. A casa, antes cheia de risos e de cheiro de bolo de fubá, ficou impregnada por essa nova realidade, um aroma de melancolia e saudade. Um vazio que só o tempo, vagaroso e implacável, conseguiu, aos poucos, preencher.

  • Mudanças de humor, mais irritabilidade ou tristeza profunda.
  • Alterações no sono: insônia, sonolência excessiva.
  • Dificuldades de concentração, esquecimentos frequentes.
  • Isolamento social, evitação de atividades antes prazerosas.
  • Mudanças nos hábitos alimentares: comer demais ou de menos.
  • Aumento ou diminuição da atividade física.
  • Abuso de substâncias (álcool, drogas).

Mas existem também as mudanças passageiras, como aquela vez que fiquei semanas sem dormir direito por causa daquela apresentação de trabalho na faculdade. A pressão me sufocava, meu corpo inteiro tremia, as ideias se embolavam como novelos de lã desfiados. Uma mudança temporária, fruto do estresse, que felizmente passou. A lembrança, porém, ficou, como uma cicatriz quase invisível na pele. Um sinal de que, sim, a vida nos molda, nos modifica, e que a gente precisa se atentar aos sinais que o corpo e a mente nos enviam.

A noite chegou, fria e úmida, como uma lágrima no céu. E eu, pensando ainda naquele rio, naquele fluxo constante de mudança… Como é importante observar essas nuances, esses fluxos sutis, para poder navegar com sabedoria pelas águas turbulentas ou pelas calmas do nosso existir.