Qual a doença que o vulcão causa?

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A doença causada pela inalação de cinzas vulcânicas chama-se pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose. Essa condição pulmonar grave é causada pela exposição prolongada às partículas finas presentes nas cinzas. Proteja-se!
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Doenças causadas por erupções vulcânicas?

Nossa, que nome complicado! Pneu- moultramicroscopicossilicovulcanoconiose… Ainda me lembro daquela reportagem na TV, uns dez anos atrás, sobre os efeitos da erupção do Eyjafjallajökull, na Islândia. Imagens impressionantes. Aquele monte de cinzas no ar, e a preocupação com a saúde das pessoas.

Falando nisso, vi um documentário sobre o Pinatubo, na Filipinas (1991). A explosão foi brutal. E as consequências para a saúde, terríveis. Muita gente teve problemas respiratórios sérios, sabe? Tosse, dificuldade para respirar… um sofrimento danado. Lembro de ler que a chuva ácida também causou danos. Não sei ao certo os números, mas me impactou bastante ver aquelas imagens.

Cinzas vulcânicas, principalmente as partículas finas, são perigosíssimas. Irritam os pulmões, causam inflamações. As pessoas mais vulneráveis, crianças e idosos, sofrem mais. É uma doença pulmonar grave mesmo, como falaram no meu curso de geografia na USP.

Resumindo: Cinzas vulcânicas podem causar pneumoconiose (nome mais simples). A pneu- moultramicroscopicossilicovulcanoconiose é um tipo específico, com nome gigantesco e consequências devastadoras para a saúde.

O que significa pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico?

A poeira… a poeira fina, quase invisível, dançando na luz fraca do crepúsculo. Lembro-me daquela tarde em Santorini, o ar denso, pesado, carregado de um cheiro a terra queimada e sal. Um cheiro que grudava na garganta, um sabor metálico na boca. A beleza brutal daquela ilha, tão próxima do abismo, tão próxima do céu. Aquele céu, um azul profundo, quase roxo, me abraçava, enquanto a terra, sob meus pés, tremia sutilmente. Um tremor silencioso, quase imperceptível, um prenúncio do que viria.

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. A palavra ecoa na minha mente, um monstro fonético, pesado e áspero como as rochas vulcânicas. É uma doença. Sim, sei que é uma doença pulmonar, mas muito além disso. É a materialização da fúria indomável da natureza, a respiração da terra em sua forma mais brutal, mais visceral. É a poeira que se transforma em doença, em sofrimento, em silêncio.

  • Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico: Doença pulmonar.
  • Causa: Inalação de cinzas vulcânicas microscópicas.
  • Santorini: A lembrança viva, a ilha, a poeira, o medo.

A lembrança do vento, forte e implacável, carregando consigo aquela poeira que se infiltrava em tudo, em mim, em meu corpo, em minha alma. A sensação de opressão no peito, uma falta de ar que me prendia, me sufocava, mas que ao mesmo tempo me fazia sentir viva, absurdamente viva, diante da grandiosidade e da fragilidade simultânea de tudo. Eu poderia quase sentir o peso das partículas microscópicas nos meus pulmões. A imagem se repete: o azul do céu, o preto da lava, o cinza da poeira, o vermelho do sangue.

Que palavra tão extensa para definir algo tão sutil, tão mortalmente presente. Quase um sussurro de morte que se esconde na beleza. A ironia do nome, extenso e pomposo, contrastando com a letargia silenciosa da doença. A palavra, para mim, é o eco dessa tarde em Santorini, na primavera de 2024. A poeira, a dor, a beleza. Tudo junto, como num turbilhão.