Qual é a diferença entre doença mental e transtorno mental?

91 visualizações
Em psiquiatria e psicologia, prefere-se "transtorno mental" a "doença mental". Isso porque nem todas as condições mentais se encaixam perfeitamente na definição tradicional de doença. "Transtorno" abrange uma gama maior de condições, incluindo aquelas com causas complexas e sintomas variados.
Comentário 0 curtidas

Doença mental x transtorno mental: qual a diferença?

Sabe, sempre achei essa diferença meio nebulosa. Na faculdade, em 2018, na UFRJ, a professora batia muito na tecla de que "doença mental" era um termo mais… grosseiro, digamos assim. Soava pejorativo, sabe? Como se fosse algo exclusivamente orgânico, com um agente causador fácil de identificar, tipo uma bactéria. Mas a mente é tão complexa!

Transtorno mental, pra mim, soou sempre mais preciso. Captura melhor a ideia da disfunção, da complexa interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Lembro de uma paciente, em 2021, no meu estágio em um CAPS em Niterói, que sofria com transtorno bipolar. A gente não conseguia atribuir sua condição a uma única causa. Era tudo tão entrelaçado.

Acho que a questão é a imprecisão de "doença". "Transtorno" sugere um desequilíbrio, algo que pode ser trabalhado, melhorado com terapia, medicamentos… Enquanto "doença" implica quase fatalidade, algo incurável. E isso é péssimo pro paciente. Acho que a escolha da palavra tem um impacto enorme na perspectiva do tratamento.

Quais são os sintomas da perturbação mental?

Era 2023, verão infernal em São Paulo. Aquele calor grudento me deixava ainda mais irritada. Começou com a insônia, dormia mal, umas duas horas por noite, no máximo. A cabeça, um turbilhão. Pensamentos incoerentes, tipo um filme passando em câmera acelerada e sem sentido. Começaram os delírios, coisas estranhas que eu só conseguia explicar para mim mesma, uma paranoia crescente, sentia que as pessoas me observavam. Um dia, no ônibus, juro que vi a mulher sentada ao lado sorrindo com uma maldade absurda. Meu Deus, que medo!

Aí veio a apatia, uma vontade zero de fazer qualquer coisa. Meu trabalho como designer gráfico, que eu adorava, virou um fardo. Deixei de me arrumar, de sair com os amigos, até meu gato, o Tom, parecia me achar estranha. Não sentia mais nada, nem alegria, nem tristeza, só um vazio enorme. As relações com a minha família ficaram difíceis, minha mãe tentava me ajudar, mas eu a afastava com grosseria, por pura incapacidade de lidar com as pessoas. Me sentia um monstro.

A desorganização tomou conta de tudo: meu quarto, um caos; meu trabalho, atrasado; a minha vida, um completo desastre. Uma coisa horrível é sentir a sua própria mente te desmoronando. Lembro de um episódio específico, no dia 28 de julho, estava tentando fazer um projeto importante e, simplesmente, não conseguia me concentrar. Comecei a chorar, um choro silencioso, de frustração. O pânico? Impossível descrever. Cheguei a pensar que estava perdendo a cabeça.

Eu procurei ajuda, felizmente. No começo, me senti um fracasso por estar naquele estado. Agora, com tratamento, está melhorando. Mas os sintomas? Delírios, alucinações (ainda tenho alguns flashes), apatia, desorganização, problemas de relacionamento e no trabalho. É pesado, mas estou lutando. Espero que nunca mais volte a esse estado.

Como detectar doença mental?

Sábado, 2 de setembro de 2023. Chovia em São Paulo, um daqueles aguaceiros que te molham até os ossos em segundos. Estava voltando pra casa depois de um show horrível, a banda era péssima e a cerveja cara. Me sentia um lixo. Na verdade, já vinha me sentindo assim há semanas. Um vazio, sabe? Como se estivesse num filme mudo, assistindo a minha própria vida passar.

Aquele dia foi o ápice de tudo. Dormir? Impossível. A ansiedade era uma cobra me estrangulando. Passava o dia inteiro tenso, irritadiço, explodia com qualquer coisa. Lembro da minha irmã, a Ana, comentando que eu estava "esquisito". Acho que ela até tentou conversar, mas eu me fechei. Comecei a evitar todo mundo. Encontros com amigos? Cancelados. Jantares em família? Desculpas esfarrapadas. Me sentia um peso, uma responsabilidade que ninguém queria carregar.

A memória foi outro problema. Esquecia compromissos, nomes, até onde tinha deixado as chaves. Era desesperador, como se minha própria mente estivesse me abandonando. Meu humor era um carrossel desgovernado. Um minuto eu estava rindo, no outro chorando sem motivo. Aquele cansaço profundo, mesmo dormindo 12 horas, era outra coisa. Era uma combinação de tudo isso que me deixou claro: algo estava errado.

Não foi fácil admitir, mas procurei ajuda. Marquei uma consulta com uma psiquiatra e, depois de uma bateria de exames e conversas longas, o diagnóstico veio: depressão e ansiedade. Acho que o mais difícil foi aceitar.

Listando alguns sinais que eu apresentava:

  • Insônia: Dormia mal, ou demais.
  • Ansiedade: Constante, sufocante.
  • Mudanças de humor bruscas: Passava de alegria à tristeza em segundos.
  • Isolamento social: Evitava contato com amigos e família.
  • Esquecimento: Problemas de memória, esquecendo datas e compromissos.

Não estou mais naquela situação, mas ainda luto contra esses fantasmas. Mas agora, com acompanhamento profissional, medicação e terapia, me sinto mais capaz de lidar com isso.

O que são perturbações emocionais?

Perturbações emocionais: Falhas no sistema.

  • Pensamento: Lógica distorcida.
  • Emoção: Sentir demais, ou nada.
  • Comportamento: Ações fora do trilho.

Desequilíbrio interno, manifesto externamente.