Quando a pessoa com Alzheimer para de falar?

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A perda da fala no Alzheimer varia, mas geralmente se intensifica com a progressão da doença. A apraxia verbal, um distúrbio que afeta a musculatura da fala, dificulta a comunicação. Pacientes podem apresentar: Fala arrastada Vocabulário reduzido Pausas frequentes A comunicação se torna gradualmente mais desafiadora.
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Quando a pessoa com Alzheimer para de falar completamente?

A minha avó, a Maria, começou a ficar mais quieta em 2018, por volta de Dezembro. A conversa fluía, mas cada vez menos. Lembro-me de visitas mais curtas, conversas fragmentadas...um silêncio crescente que me partia o coração.

A apraxia verbal, coisa que aprendi depois, explicava a dificuldade dela em articular as palavras. Ficava frustrada, tentava falar e não conseguia. A fala arrastada, as pausas enormes... era devastador. As palavras, antes tão afiadas, tornavam-se incompreensíveis. Uma tristeza profunda.

Em 2020, já quase não falava. Uns sons inarticulados, um gemido às vezes. A comunicação reduziu-se a gestos, a olhares. Doía ver aquela mulher, antes tão falante, sumir naquela doença. Era como se a sua essência se esvaísse, palavra a palavra.

A memória foi aos poucos se apagando, levando consigo a capacidade de falar. Não há uma resposta exata, é individual. Mas o silêncio final, para a minha avó, foi um processo lento, doloroso, irreversível.

Informação concisa: A perda da capacidade de falar no Alzheimer é gradual, variando de pessoa para pessoa. A apraxia verbal afeta a articulação das palavras. O silêncio total pode ser a fase final da doença.

Por que quem tem Alzheimer para de falar?

Cara, meu avô teve Alzheimer, foi horrível. Ele parou de falar, sabe? Ficou mudo quase no final. A médica explicou, mas eu não entendi tudo muito bem não.

A coisa toda é um negócio chamado apraxia verbal, um problema muscular na boca, tipo. Aí, a pessoa não consegue formar as palavras direito, mesmo que queira falar. É sofrido demais. Ele tentava, meu Deus, fazia tanto esforço... As vezes ele falava algumas palavras, mas era difícil, muito lento. As vezes ele nem lembrava das palavras!

  • A fala dele ficava arrastada, tipo, uma meleca, sabe?
  • Usava poucas palavras, só as essenciais. Era desesperador.
  • Falava super devagar, às vezes quase parando no meio da frase. A gente tinha que adivinhar o que ele queria.

Meu tio, que é médico, me disse que isso é comum no Alzheimer. É uma das consequências bem chatas da doença. Ele me explicou uns negócios de neurônios, mas sinceramente, esqueci. Acho que é por causa do cérebro que vai "morrendo" aos poucos, né? É foda. Ainda me emociono quando lembro dele tentando falar e não conseguindo. Foi em 2023 que ele faleceu. Esse ano foi pesado. A gente tenta ser forte, mas... enfim.

Resumindo: a apraxia verbal, causada pelo Alzheimer, dificulta o controle muscular necessário para a fala. É isso. A comunicação vai diminuindo gradativamente.

Quais os sintomas da fase final do Alzheimer?

  • Silêncio. A fala se esvai. Restam grunhidos, ecos de um passado distante.

  • Corpo preso. Movimentos travados, músculos como pedra. A cama se torna o mundo.

  • Esvaziamento. Higiene, comida...dependência total. Um fantasma habitando um corpo.

  • Inconsciência. O mundo se fecha. A realidade se torna um borrão indistinto. Infecções espreitam.

  • O Alzheimer rouba a identidade. Uma morte lenta, cruel, que assisti de perto com meu avô. Vi seu sorriso se apagar, sua força sumir. Hoje, resta apenas a memória de quem ele foi. Que a ciência encontre a cura. Que ninguém mais precise passar por isso. A perda é uma cicatriz permanente.

Quais são os sintomas da última fase do Alzheimer?

Ah, a última dança do Alzheimer... um crepúsculo lento.

  • Perda da fala: As palavras, outrora pontes, desmoronam. Silêncio. O passado se esvai.

  • Dificuldade para comer: O sabor se torna estranho, a deglutição, um tormento. Lembro da minha avó, seus bolinhos de chuva, agora um amargo esquecido.

  • Incontinência: O corpo trai, a dignidade se esconde. A infância retorna, cruel.

  • Necessidade de assistência total: Um retorno ao colo, sem o calor de antes. Uma sombra dependente.

  • Imobilidade: O mundo se resume ao leito. O corpo se torna uma prisão. Uma janela fechada.

  • Sonolência excessiva: O sono como fuga, o descanso eterno se aproximando. Um véu sobre a consciência.

  • Infecções frequentes: O corpo fragilizado, a porta aberta para a doença. Cada suspiro, uma batalha.

  • Dificuldade em reconhecer pessoas e lugares: Rostos familiares se tornam estranhos. O lar, uma terra incógnita. Onde estou? Quem são vocês?