Quando uma pessoa tem um encosto?

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Nas religiões afro-brasileiras, encosto descreve a interferência negativa de espíritos, como eguns (espíritos de mortos) ou quiumbas, manifestando-se em doenças ou outros males. Já no neopentecostalismo, o encosto é atribuído a uma entidade maligna externa à pessoa, causando-lhe sofrimento e aflição. Em ambos os contextos, a crença em forças sobrenaturais negativas é central.
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Encosto... Quem nunca ouviu essa palavra, né? Me arrepio só de pensar. Lembro da minha tia, coitada. Uma semana inteira de cama, dores horríveis, não conseguia nem comer direito. Disseram que era encosto. Um espírito, sabe? Pesado. E eu, criança, ficava morrendo de medo, olhando as sombras no quarto dela. Será que era mesmo?

É tão estranho isso, como a gente explica o inexplicável? Nas religiões afro-brasileiras, tipo Candomblé e Umbanda, dizem que esses encostos podem ser eguns, espíritos de pessoas que já morreram, ou quiumbas... Sei lá, sempre achei essa coisa de quiumba meio confusa. Mas enfim, eles acreditam que esses espíritos interferem na nossa vida, causando doenças, azar, essas coisas.

Já os evangélicos, principalmente os neopentecostais, acham que é coisa do demônio, uma entidade maligna querendo te pegar. Lembro de um culto que fui uma vez, o pastor falava com tanta convicção sobre essas forças do mal... Chega a dar medo. E eu fico pensando: será que é um ou outro? Ou será que, às vezes, é só a vida sendo vida, sabe? Dores inexplicáveis, problemas que surgem do nada... A gente sempre busca uma explicação, algo para se apegar.

Teve uma vez que eu tava super pra baixo, sem energia pra nada. Uma amiga minha, que entende dessas coisas, disse que eu tava com um encosto. Fui numa benzedeira, e não é que me senti melhor depois? Não sei se foi psicológico, se foi fé, ou se realmente tinha alguma coisa ali... Mas aliviou.

No fim das contas, acho que o importante é a gente acreditar em algo que nos traga conforto, que nos ajude a lidar com os problemas. Seja um espírito, um demônio, ou simplesmente a crença na nossa própria força. Afinal, quem nunca sentiu um peso nas costas que não conseguia explicar?