Quantas flexões é considerada forte?

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A Mayo Clinic indica que, entre 20 e 30 anos, a força em flexões varia com o sexo e o condicionamento físico. Mulheres bem condicionadas devem realizar pelo menos 20 repetições, enquanto homens devem ultrapassar 28. Essas quantidades servem como referência para um bom nível de força.
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Quantas flexões indicam força de verdade? Desvendando o mito dos números mágicos.

A pergunta "quantas flexões é considerada forte?" ecoa em academias e rodas de conversa sobre fitness. Frequentemente, nos deparamos com tabelas e números que prometem definir o nível de força baseado em repetições, como a referência da Mayo Clinic para a faixa etária de 20 a 30 anos, onde mulheres bem condicionadas realizariam pelo menos 20 e homens acima de 28. Mas será que esses números contam toda a história? A resposta é: não. A força em flexões, assim como em qualquer outro exercício, é relativa e depende de uma série de fatores que vão além da simples contagem de repetições.

Embora esses valores sirvam como um guia geral e possam ser úteis para acompanhar o progresso individual, reduzir a força a um número específico ignora a complexidade do corpo humano e sua individualidade. Fatores como biotipo, composição corporal, histórico de treinamento, genética e até mesmo a amplitude do movimento influenciam diretamente na capacidade de realizar flexões.

Indo além da contagem:

  • Biotipo: Alguém com braços mais longos terá uma alavanca desfavorável, precisando de mais força para completar uma flexão em comparação a alguém com braços mais curtos, mesmo que ambos possuam o mesmo nível de força muscular.

  • Composição corporal: Um indivíduo com maior percentual de gordura terá que movimentar mais peso, tornando as flexões mais desafiadoras. Compará-lo a alguém com menor percentual de gordura e mesma massa muscular seria injusto.

  • Amplitude de movimento: Executar flexões com amplitude completa, descendo o peito até próximo do chão e subindo completamente, exige mais força e recrutamento muscular do que flexões parciais. Portanto, 20 flexões com amplitude completa demonstram mais força do que 30 flexões incompletas.

  • Progresso individual: O foco deve ser sempre na superação pessoal. Se um indivíduo que antes só conseguia fazer 5 flexões, passa a realizar 15, isso demonstra um ganho significativo de força, independentemente de estar abaixo ou acima de uma tabela genérica.

Então, como avaliar a força em flexões de forma mais precisa?

Em vez de buscar um número mágico, é mais eficaz avaliar a força em flexões através de testes progressivos, variando a dificuldade do exercício:

  • Flexões com declínio: Apoiando as mãos em uma superfície elevada, facilita o movimento.

  • Flexões tradicionais: A forma mais comum, com as mãos e pés apoiados no chão.

  • Flexões inclinadas: Apoiando as mãos em uma superfície mais baixa, como um banco, aumenta a dificuldade.

  • Flexões com palmas juntas (diamante): Aumentam o foco no tríceps.

  • Flexões pliométricas (com palmada): Exigem força explosiva.

Observar a performance nessas variações oferece um panorama mais completo da força individual. A progressão nesses níveis de dificuldade é um indicador mais confiável de ganho de força do que simplesmente atingir um número específico de repetições em um único tipo de flexão.

Em conclusão, enquanto as tabelas de referência podem servir como um guia inicial, a verdadeira medida da força em flexões está na capacidade de progredir, desafiar os limites do corpo e buscar a superação individual. Concentre-se em melhorar a sua performance, executar as flexões com a técnica correta e respeitar os limites do seu corpo. A força real reside na jornada, não em um número isolado.