Porque é que ciberdúvidas?

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A expressão porque é que resulta da junção incorreta do advérbio interrogativo porque com a partícula de realce é que, numa oração interrogativa indireta. O uso correto dependeria do contexto, optando-se por por que em perguntas indiretas ou reformulando a frase para evitar a construção problemática. A forma porque é que é considerada coloquial e gramaticalmente incorreta em contextos formais.
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Ai, gente, essa história do "porque é que" me deixa louca! Sabem? Às vezes, fico pensando, será que eu sou a única que fala assim? Tipo, "Porque é que ele fez aquilo?", sai tão natural... Mas aí vem alguém, todo certinho, e fala: "Deveria ser 'por que', né?". E eu fico, tipo, "Ah, tá, desculpa, minha língua falha!".

A verdade é que eu aprendi a falar assim, sabe? Na minha infância, todo mundo falava, minha avó, minha mãe... Era normal, parte do nosso dialeto familiar. Lembro-me de uma vez, na escola, a professora me corrigiu numa prova, justamente por causa dessa expressão. Fiquei chateada, claro, me senti boba. Era como se ela estivesse a dizer que eu estava errada em ser eu mesma.

A gramática diz que é errado, sei disso. É a junção errada do "porque" com o "é que", numa pergunta indireta. Dizem que "por que" é para perguntas indiretas, e que a gente deveria reformular a frase. Mas e daí? Será que a gramática entende o ritmo da conversa? A naturalidade? Quantos brasileiros não falam assim? Eu mesma ouço essa construção em quase todas as conversas do meu dia-a-dia, e, francamente, não me parece tão errado assim em contextos informais!

Na verdade, acho que até vi algum estudo... acho que eram uns 80%, se não me engano, que usam "porque é que" no dia-a-dia, mesmo sabendo que é "tecnicamente" errado. Mas, no fim das contas, comunicação é comunicação, né? Se a pessoa te entende, qual o problema? Claro que num relatório, numa dissertação, a gente tem que usar a forma correta. Mas numa conversa entre amigos, num bate-papo, essa diferença... quem liga? Eu, sinceramente, não me preocupo tanto. A menos que alguém me corrija novamente, claro! Aí eu sinto que falhei como aluna exemplar... rsrs.