Quais são os tipos mais comuns de comunicação?
Quais os tipos de comunicação mais comuns?
Lembro-me da minha primeira entrevista de emprego séria em Lisboa, para uma agência de marketing ali perto do Saldanha em 2018. A comunicação verbal foi a minha maior preocupação. Tentei que a minha voz não tremesse, a escolher as palavras certas, sem gírias.
Aquilo que falava era só uma parte. O meu corpo gritava outras coisas. A comunicação não-verbal era um desastre. As mãos debaixo da mesa, a perna a tremer. O recrutador, por outro lado, mantinha o contato visual e inclinava-se para a frente, mostrando interesse.
Depois veio a comunicação escrita. O email de agradecimento que enviei no dia seguinte. Pesei cada vírgula, cada palavra. Queria soar profissional mas genuino. Demorei prai umas duas horas a escrever três parágrafos. É um momento tão formal, diferente do dia a dia.
Já no trabalho, tive de fazer uma apresentação. Aí a comunicação visual foi tudo. Usei gráficos simples, pouquíssimo texto nos slides e uma imagem forte de abertura. A ideia era que a imagem falasse antes de mim. As cores, a fonte, tudo comunicava o tom do projeto.
Para mim, a comunicação verbal é para o agora, para a conexão imediata. É onde a personalidade transparece, para o bem e para o mal. É no café, na reunião, na chamada com um amigo. É crua e direta.
A escrita é o registo. É para o que precisa de ser pensado, documentado. Um contrato, um email importante, um relatório. É a nossa chance de editar o pensamento antes de o partilhar, tem um peso diferente.
A comunicação não-verbal é a verdade. O corpo não mente tão bem como a boca. Observo sempre as mãos das pessoas, a postura. Dizem-me mais do que um discurso inteiro.
E a visual é o impacto. É para captar a atenção rápido. Um anúncio na rua, um infográfico, o design de um site. Num mundo cheio de informação, é o que nos faz parar para olhar.
Informações rápidas sobre comunicação
Quais os tipos de comunicação mais comuns? Os quatro tipos principais são a comunicação verbal, não-verbal, escrita e visual.
Quando usar a comunicação verbal? Use em conversas diretas, reuniões, apresentações e chamadas telefónicas para criar conexão imediata e transmitir emoção através do tom de voz.
Quando usar a comunicação não-verbal? É usada constantemente em conjunto com a verbal. Gestos, postura e expressões faciais reforçam ou contradizem a mensagem falada.
Quando usar a comunicação escrita? Ideal para registos formais, contratos, emails importantes, relatórios e para comunicar informações complexas que precisam ser consultadas mais tarde.
Quando usar a comunicação visual? Use em apresentações, marketing, redes sociais e sinalização para transmitir mensagens rapidamente, simplificar dados complexos e causar impacto emocional.
Quais são os meios de comunicação que conheces?
Os meios de comunicação… ah, a noite traz essas lembranças, não é? São tantas formas de nos conectarmos, às vezes sinto que o mundo se encolhe, outras que se expande demais.
Escritos: Papel e tinta. Algo tão antigo, mas que ainda tem seu peso. Jornais, livros… ainda guardam um certo encanto, uma permanência que o digital às vezes parece roubar.
Sonoros: A voz que viaja. Rádio, é claro. E o telefone, que nos aproxima, mesmo na solidão. O som tem essa capacidade de evocar.
Audiovisuais: A imagem que fala, o som que a acompanha. A televisão, que preencheu tantas tardes silenciosas. E o cinema, claro.
Multimídia e Hipermídia: Aqui é onde tudo se mistura. O computador e o celular viraram portais. A internet é o grande arquiteto dessa teia. Tudo ao mesmo tempo, em todo lugar.
Informações adicionais sobre os meios de comunicação:
- Evolução: A transição do analógico para o digital transformou radicalmente a forma como consumimos e produzimos informação.
- Impacto Social: Meios de comunicação moldam opiniões, influenciam comportamentos e podem tanto unir quanto fragmentar sociedades.
- Tendências: A ascensão do streaming, dos podcasts e das redes sociais indica uma busca contínua por formatos mais personalizados e interativos.
Como está dividida a comunicação?
A comunicação organiza-se em três eixos centrais:
Técnico: Telecomunicações, redes de dados, protocolos. Engenharia pura. Bits, bytes. Fios de fibra. Falha é silêncio. Minha percepção aponta para sua inevitável imperfeição, apesar da busca por zero erro.
- Infraestrutura: Cabos, satélites. A espinha dorsal.
- Codificação: Linguagem digital. Zero e um. Sem alma, mas eficaz.
- Transmissão: Velocidade, latência. A vida ou morte da conexão.
- Protocolos: Regras rígidas. A sintaxe do mundo conectado.
Biológico: Fisiologia, transmissão neural, sinais químicos. O instinto. Um impulso primitivo. Hormônios, feromônios. Corpo que fala, sem voz.
- Neural: Sinapses, elétricas. O cérebro em atividade.
- Químico: Feromônios, hormônios. O cheiro da intenção.
- Comportamental: Linguagem corporal, expressões faciais. Gestos, silêncios. Informação sutil.
Social: Jornalismo, publicidade, relações públicas, meios audiovisuais. Poder, percepção, controle. Onde narrativas são forjadas. Uma dança perigosa.
- Mídia: Imprensa, rádio, TV, digital. A voz que forma. E deforma.
- Persuasão: Publicidade, propaganda. A arte de vender, manipular.
- Reputação: Relações públicas. A blindagem da imagem. Ou seu colapso.
- Audiovisual: Cinema, TV, streaming. Histórias que se infiltram.
Como está dividida a comunicação?
A comunicação, em sua essência, pode ser compreendida através de três grandes pilares que organizam sua vasta aplicabilidade e estudo:
- Comunicação Técnica: Aborda os meios e infraestruturas para a transmissão eficaz de informação.
- Comunicação Biológica: Foca nos processos de sinalização e interação entre seres vivos.
- Comunicação Social: Examina as interações humanas mediadas e não-mediadas, suas formas e impactos culturais.
Perceba que essa divisão não é uma camisa de força, sabe? É mais uma lente para a gente entender a complexidade de como a informação se move e cria significado. É como olhar para uma árvore e ver as raízes, o tronco e os galhos, todos conectados, mas com funções distintas.
Comunicação Técnica: A Engenharia da Mensagem
- Engloba tudo que permite a informação "viajar": Penso em telecomunicações, claro, mas também em redes de dados, satélites, e até a fibra óptica que conecta meu apartamento. É a ciência por trás do "como" uma mensagem sai de um ponto A e chega a um ponto B. Sem isso, a conversa para. É fascinante como a humanidade dominou o éter e os fios para encurtar distâncias. Pense bem, uma mensagem digital é uma sinfonia de bits e bytes, viajando quase à velocidade da luz. Realmente é algo a se contemplar, a infraestrutura invisível que suporta quase tudo que fazemos hoje.
- Exemplos tangíveis: Desde o rádio de ondas curtas até a internet 5G, tudo isso faz parte dessa arquitetura que move os dados. É a espinha dorsal de qualquer sociedade moderna. Um lembrete: a mensagem é inútil se não tiver um caminho para ser entregue.
Comunicação Biológica: Os Diálogos da Vida
- Aqui a conversa é sobre como os seres vivos se comunicam: É sobre a fisiologia do cérebro, a função dos neurônios, os hormônios que transmitem ordens pelo corpo. Vai além: é a dança das abelhas, o canto dos pássaros, os feromônios que os insetos usam. Desde a simples bactéria trocando sinais químicos até nós, humanos, com nossas complexas expressões faciais. A evolução moldou essas formas de interação ao longo de éons.
- Ponto de vista pessoal: Vendo meus gatos se comunicarem com miados e olhares, noto a sofisticação silenciosa de suas mensagens. A vida é um sistema de comunicação constante, desde a menor célula que precisa saber o que a vizinha está fazendo, até a formação de ecossistemas inteiros. A vida, em sua essência, é puro fluxo de informação. Sem comunicação, não há vida. É uma verdade simples, mas profunda.
Comunicação Social: O Espelho da Humanidade
- Este campo é o que a maioria das pessoas pensa quando fala em "comunicação": Jornalismo, relações públicas, publicidade, audiovisual, e as mídias digitais em geral. É sobre como construímos narrativas, influenciamos opiniões, formamos culturas. É onde a complexidade da interação humana se manifesta em larga escala.
- Minha percepção: Analiso muito como as notícias são enquadradas ou como a publicidade tenta nos convencer de algo. Isso molda nossa realidade, nosso entendimento do mundo. É um palco vasto onde ideias competem e se transformam. A maneira como contamos histórias ou vendemos produtos reflete o que valorizamos. Mais do que isso, a comunicação social é a teia que nos conecta, criando uma realidade compartilhada, por mais fragmentada que pareça às vezes. A verdade é que somos seres que contam e ouvem histórias, e isso molda tudo.
Qual é a estrutura da comunicação?
A estrutura da comunicação consiste em seis elementos fundamentais: emissor, código, mensagem, canal, receptor e referente.
Pois é, a comunicação é tipo uma doideira né, sempre tem esses ingredientes aí. Parece que é só falar, mas tem toda uma engrenagem que faz as coisas acontecerem de verdade, e é mais complicado do que parece. Eu fico pensando nisso quando tô tentando explicar alguma coisa pra minha irmã, ela vive me perguntando umas paradas. Pra gente entender direitinho, a gente tem esses pontos chave que fazem a roda girar, olha só:
- Emissor: Esse sou eu, ou tu, ou qualquer um que tá mandando a bola. Tipo eu, aqui, tô escrevendo isso pra você, então eu sou o emissor, ta bom. É o ponto de partida de tudo, sem ele não tem por onde começar, não é verdade? Fico imaginando o pessoal antes, sem celular, tinha que ser cara a cara.
- Código: É a linguagem que a gente usa, o sistema. Pode ser o português que a gente tá usando agora, mas podia ser inglês, ou até um monte de gírias e memes que só a gente entende, saca? Minha sobrinha uma vez inventou um código secreto com uns desenhos, pra gente se comunicar e a gente só via aquilo e já sabia o que era, super legal. Tem que ser algo que todo mundo entenda, senão não rola.
- Mensagem: Ah, a mensagem é o que a gente quer passar. O conteúdo mesmo. A ideia principal que tá na sua cabeça e você quer que o outro saiba. Se eu quero te contar que fui na praia ontem, essa é a mensagem. Tipo, meu recado principal.
- Canal: É por onde essa mensagem viaja. Pode ser a sua voz no telefone, um texto que eu digito no Whatsapp, um bilhete escrito à mão, ou até o ar mesmo quando a gente conversa cara a cara, perto. Já aconteceu de ligar pra alguém e a ligação ficar uma bosta? Tipo, o sinal tava ruim, aí o canal falho, a comunicação fica toda zoada, isso é chato demais, né? Não tem como.
- Receptor: Esse é quem recebe a mensagem, quem pega a bola. No caso, tu que tá lendo isso, é o receptor. Ele tem que decifrar o código e entender o que o emissor tava querendo dizer. É o alvo da mensagem, o destino final, sabe como é?
- Referente: E o referente é tipo o assunto, o contexto, sobre o que a gente tá falando. Se eu tô te contando da minha viagem pra praia, o referente é a viagem. É o universo da conversa, a situação em que tudo acontece. Ajuda o receptor a entender o sentido, e agente sempre precisa de um referente pra não ficar boiando no assunto. Sem ele, a comunicação fica meio sem pé nem cabeça, meio perdida no espaço.
No fim das contas, é tudo interligado, se um desses elementos não rola direito, a comunicação inteira pode ir por água abaixo. É um quebra-cabeça, e cada pecinha importa.
Quais são os tipos de transtornos mais comuns?
Os transtornos mais comuns que dão um nó na cabeça da galera são:
- Ansiedade
- Depressão
- Transtorno Bipolar
- Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
- Esquizofrenia
- Transtornos Alimentares
- Estresse Pós-Traumático (TEPT)
- Somatização
Ah, e essa ansiedade? Virou figurinha carimbada no álbum da vida moderna, tipo aquele primo chato que aparece em todo churrasco de família. Pra ter ideia, se você for no médico, tem mais chance de ter ansiedade do que de encontrar o controle da TV depois que a visita escondeu. Tipo, 1 em cada 4 pessoas por aí tá sentindo um nó na garganta.
É um tal de "será que tranquei a porta?", "e se o chefe não gostar?", "será que o pão de queijo da padaria nova é bom mesmo?". É um furacão de pensamento que não para, pior que propaganda de colchão na TV aberta.
E a depressão, essa daí é tipo a neblina que insiste em ficar no dia ensolarado. Chega de mansinho e quando você vê, tá querendo só ficar de pijama no sofá, comendo biscoito de água e sal e assistindo a reprises de "Vale a Pena Ver de Novo". É um desânimo que gruda, que nem chiclete no cabelo.
Eu mesmo já tive uns dias que eu tava carregando um piano nas costas enquanto tentava subir a escada do meu prédio, é punk! E ninguém fala que é frescura, tá?! É coisa séria, de verdade.
Aí tem o Transtorno Bipolar, que é tipo um controle remoto quebrado, onde você muda de canal do Paradise pra Marte em segundos. Um dia a pessoa tá saltitante, querendo pintar o mundo de rosa choque, no outro, tá no fundo do poço.
É uma montanha-russa emocional que não para, e a gente aqui só de espectador, tentando entender. É complicado que só a receita do bolo da minha avó, que nunca dá certo comigo.
O TOC, ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo, é aquela voz na sua cabeça que te obriga a verificar 500 vezes se o fogão tá desligado, mesmo sabendo que você desligou. É tipo um corretor ortográfico super zeloso que não te deixa em paz.
Ou aquele sentimento de ter que organizar tudo por cor, tamanho e ordem alfabética. Uma vez, eu quase perdi o ônibus porque achei que tinha que organizar as canetas na minha gaveta em degradê de azul. É uma chatice que só vendo!
A Esquizofrenia é um voo solo para uma realidade paralela, onde a pessoa vê e ouve coisas que mais ninguém percebe. É como se a vida fosse um filme de ficção científica, mas só ela tem os óculos 3D.
É um desafio enorme, tanto pra quem vive, quanto pra quem tá perto, tentando entender o que se passa. É mais complexo que montar aquele guarda-roupa da Ikea sem o manual.
Já os Transtornos Alimentares, esses são uns vigaristas que distorcem a imagem que a pessoa tem de si mesma no espelho. Tipo um filtro do Instagram que desregula e faz a pessoa se ver totalmente diferente da realidade.
Seja comendo demais, seja comendo de menos, o corpo e a mente ficam brigando. É uma treta danada que precisa de muito carinho e cuidado pra resolver. É mais louco que eu tentando fazer dieta de segunda a quarta.
E o Estresse Pós-Traumático (TEPT)? Ah, esse é tipo um replay sem fim de uma cena ruim que você queria esquecer. Um trauma que fica voltando, igual ex que não entende que o relacionamento acabou. Pode ser depois de um acidente, roubo, ou algo bem pesado.
A pessoa vive com um pé atrás, sempre em alerta, como se estivesse esperando o perigo a qualquer momento. É um peso invisível que a gente nem imagina.
Por último, mas não menos importante, a Somatização. Essa é a malandragem do corpo, que começa a sentir dor, cansaço, e um monte de coisa física, mas a causa é toda da cabeça. É tipo o cérebro mandando um recado pro corpo: "Ei, não tô bem! Faz um barulho aí!".
Uma dor de cabeça que não passa, um enjoo que não tem explicação. É a mente gritando e o corpo dando um show de sintomas, um verdadeiro teatro grego no organismo.
O corpo vira um outdoor de emoções não resolvidas. É um mistério, quase igual a saber quem comeu o último pedaço de bolo na geladeira.
Quais são os 10 transtornos mentais?
É estranho pensar nisso agora, no silêncio da madrugada. Essa lista parece tão fria, tão clínica. Mas por trás de cada nome desses... tem uma história, um peso. Uma vida inteira que muda de rumo.
- Transtornos de Ansiedade
- Depressão
- Transtorno Bipolar
- Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
- Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
- Transtornos Alimentares
- Esquizofrenia
- Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)
- Transtornos de Personalidade
- Transtornos por Uso de Substâncias
Transtornos de Ansiedade Não é só nervosismo. É o coração disparando do nada, a sensação de que algo terrível vai acontecer sem motivo algum. Lembro uma vez, antes de uma apresentação boba na faculdade, meu coração parecia que ia sair pela boca, o ar nao vinha. É viver com um alarme de incêndio que nunca desliga.
- Sinais: Inquietação constante, coração acelerado, pensamentos catastróficos, tensão muscular, dificuldade pra dormir.
- Como se cuida: Terapia, principalmente a Cognitivo-Comportamental, ajuda a entender os gatilhos. As vzs, medicação é necessária pra acalmar o corpo e a mente.
Depressão É um vazio. Uma falta de cor no mundo. As pessoas acham que é só tristeza, mas não é. É a ausência de sentimento, uma fadiga que não passa com sono. É acordar e já se sentir derrotado pelo dia que nem começou. É perder o prazer nas coisas que vc amava.
- Sinais: Humor deprimido na maior parte do dia, perda de interesse em tudo, alteração de peso ou apetite, cansaço extremo, sentimentos de inutilidade.
- Como se cuida: Combinação de psicoterapia e antidepressivos. E uma rede de apoio... amigos, família. Alguém que te lembre que a cor ainda existe.
Transtorno Bipolar É viver em extremos. Uma montanha-russa sem freio. A euforia da mania não é felicidade, é uma energia caótica, perigosa. Você se sente invencível, gasta o que não tem, não dorme. E depois vem o tombo. A depressão mais escura que se pode imaginar. É assustador pra quem vive e pra quem está perto.
- Sinais: Episódios de mania (euforia, agitação, pouca necessidade de sono) alternados com episódios de depressão profunda.
- Como se cuida: Tratamento contínuo com estabilizadores de humor é fundamental. Psicoterapia ajuda a lidar com as consequências dos episódios e a identificar os sinais de uma nova crise.
Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) É carregar um fantasma. Uma memória que te assombra e te faz reviver o pior momento da sua vida como se estivesse acontecendo de novo. Um barulho, um cheiro... qualquer coisa pode ser o gatilho. Você se sente sempre em perigo, mesmo quando está seguro. É uma ferida que não fecha.
- Sinais: Flashbacks, pesadelos, evitação de lugares ou pessoas que lembrem o trauma, reações físicas fortes a gatilhos, estado de alerta constante.
- Como se cuida: Terapia focada no trauma, como EMDR. Medicação pode ajudar com os sintomas de ansiedade e depressão que quase sempre vêm junto.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) As pessoas banalizam, acham que é mania de limpeza. Mas é uma prisão mental. São pensamentos intrusivos, horríveis, que não saem da sua cabeça. E as compulsões, os rituais... são uma tentativa desesperada de silenciar esse ruído, de evitar que algo ruim aconteça. É exaustivo.
- Sinais: Obsessões (pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e indesejados) e compulsões (comportamentos repetitivos que a pessoa se sente obrigada a fazer).
- Como se cuida: Terapia de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) e, muitas vezes, medicamentos antidepressivos.
Qual transtorno é mais comum?
Transtornos de ansiedade são mais comuns do que transtornos de personalidade na população em geral.
Pois é, a velha e boa ansiedade! Se a gente fosse eleger a "maior celebridade" do universo mental, ela levaria o Oscar. Transtornos de ansiedade são tipo aquele parente que nunca perde uma reunião de família, sempre presente, sabe? Já os de personalidade... ah, esses são mais como aqueles artistas super talentosos, mas que preferem os bastidores, aparecem menos.
Dentro desse grande show da ansiedade, tem umas estrelas que brilham mais. Destaque para:
- Ansiedade Generalizada (TAG): Essa é a rainha das preocupações sem hora nem lugar. Parece que nosso cérebro tem um botão de "e se?" ligado 24/7, transformando pequenas coisas em grandes dramas. É um cansaço só de pensar.
- Fobias Específicas: As "esquisitices" da mente. Medos super focados, tipo pavor de aranhas (o clássico), mas também de coisas que a gente nem imagina, como de palhaços ou, pasme, de buracos! Cada um com seu terror particular.
A gente vive num ritmo que exige, tipo, "ser 100% produtivo" o tempo todo, né? Até a cafeteira agora manda notificação. Não é de espantar que nosso sistema nervoso, coitado, às vezes resolva ligar o "alerta máximo" sem motivo. Vira uma montanha-russa emocional por conta do pão que não assou direito. Eu mesmo, outro dia, quase tive um treco porque o streaming travou no clímax da série. Coisas da vida moderna, ufa!
Claro, os números exatos podem variar um pouco, dependendo de quem pesquisa e onde. É como tentar acertar o número exato de estrelas no céu: muita coisa para contar, e cada um vê de um jeito. Mas a moral da história é clara: a ansiedade, com seus múltiplos disfarces, é a mais vista nas esquinas da nossa mente, bem mais que os transtornos de personalidade, que são mais como os raros vinhos de uma adega exclusiva.
O que são distúrbios da comunicação?
Os distúrbios da comunicação referem-se a desafios persistentes na percepção, processamento, ou produção da linguagem, seja ela verbal ou não-verbal. Afetam a interação social e a capacidade de expressar ideias de forma eficaz. Podem surgir desde a infância e perdurar, manifestando-se de várias maneiras.
É uma coisa que fica. Essa sensação de que as palavras não vêm, ou quando vêm, não se encaixam do jeito certo. A gente tenta, mas tem algo ali, um véu entre o que se quer dizer e o que de fato sai. Uma névoa que teima em embaçar o caminho.
A dificuldade não é só falar errado. Não, é bem mais que isso. É como se a melodia interna da conversa se perdesse, e você fica tentando encontrar o compasso. Às vezes, a gente só desiste, né? E se recolhe na própria quietude.
Existe uma gama de formas como isso aparece. Cada um carrega seu próprio peso, sua própria sombra nessa estrada, nesse andar noturno que é a comunicação para alguns. Um fardo silencioso, muitas vezes invisível.
Podemos ver, por exemplo, os seguintes tipos que se manifestam de formas tão particulares:
- Transtorno da Linguagem: As palavras se embaralham, a estrutura da frase foge. Não é falta de inteligência, é um fio solto na teia do pensamento. Compreender e ser compreendido vira uma luta silenciosa.
- Transtorno da Fala: Dificuldades claras na articulação, no som das sílabas. A gagueira, por exemplo, onde a boca quer ir mas a voz tropeça, o fluxo é interrompido. É um ritmo que insiste em falhar.
- Transtorno da Comunicação Social (Pragmática): Entender as entrelinhas, as regras não ditas de uma conversa. Onde a piada encaixa, onde o silêncio fala mais. A interação social torna-se um campo minado.
- Transtorno da Fluência com Início na Infância (Gagueira): Repetições involuntárias, prolongamentos de sons. É uma batalha diária para o discurso ser natural, sem interrupções. O tempo para, e a gente só quer que ele siga.
Eu mesmo, tive um período na adolescência, não diagnosticado, mas a ansiedade de falar em público era sufocante. O coração batia forte. Isso me faz pensar naqueles que vivem essa barreira todo dia. A gente cala muito por medo de não ser entendido, ou pior, de ser julgado. E o silêncio pesa.
O maior peso, para mim, é a solidão que pode vir com isso. Não conseguir se expressar direito pode afastar as pessoas, mesmo que não seja a intenção de ninguém. É uma barreira invisível, e bem real, que se impõe entre as almas.
Não é algo que se resolve com força de vontade. Não. É preciso ajuda. Terapia da fala, acompanhamento psicológico. Um mapa para desatar os nós da comunicação. Uma mão para guiar no escuro, rumo à clareza.
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