Quem foi o primeiro presidente eleito nas primeiras eleições presidenciais da democracia?

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Ramalho Eanes foi o primeiro presidente eleito em eleições presidenciais democráticas em Portugal. Sua liderança na derrota do movimento de 25 de Novembro de 1975 lhe conferiu grande prestígio, assegurando-lhe a vitória.
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Quem foi o primeiro presidente eleito democraticamente no Brasil?

Meu avô, sempre tão apaixonado por história, me contou milhares de vezes sobre a eleição do Tancredo Neves. Ele ficava horas falando da importância daquele momento, em 1985, aquele clima de esperança no ar, sabe? Era uma coisa palpável, diz que até sentia a energia na rua. Para ele, foi uma virada histórica, o fim da ditadura, o Brasil respirando de novo. Acho que a emoção dele sempre me contagiou.

Sobre Portugal, lembro de ter lido sobre o Ramalho Eanes. A vitória dele, após o 25 de Novembro, pareceu algo quase automático, né? Li num livro, em algum lugar, não me lembro exatamente onde, que o prestígio dele junto ao povo foi crucial para isso, uma espécie de reconhecimento pós-revolução. A impressão que me ficou é que foi uma transição bem importante para a democracia portuguesa.

Informações curtas:

  • Brasil: Tancredo Neves (1985)
  • Portugal: Ramalho Eanes (1976)

Quem foi o primeiro Presidente da República eleito em Portugal?

Ah, o primeiro Presidente eleito em Portugal! Uma figura que dividiu águas, tanto quanto o meu pudim de caramelo divide opiniões na família.

  • Teófilo Braga foi o tal, digamos, o "estreante" na presidência.

  • Manteve-se no leme do Governo Provisório até 3 de setembro de 1911, data que soa tão solene quanto a minha tentativa de fazer soufflé (sempre um desastre, confesso).

  • Eleito sob a Constituição de 1911, marco que causou mais rebuliço que a minha coleção de discos de vinil quando a mostro aos meus sobrinhos.

  • E, claro, como em toda boa novela, a divisão do Partido Republicano Português em Democrático, Evolucionista e Unionista. Quase tão dramático quanto a escolha do recheio da torta de Natal!

Quem foi o primeiro presidente da República eleito?

Teófilo Braga foi o primeiro presidente da República, mas com um detalhe crucial: ele não foi eleito. O rapaz era presidente do Governo Provisório, cargo que ocupou até 3 de setembro de 1911, uma espécie de "interino" enquanto a poeira baixava após a implantação da República. Imagine a situação: o país todo em festa pela mudança, mas sem um presidente eleito oficialmente ainda, tipo um casamento onde o padre chega atrasado e o noivo ainda está com a gravata torta.

A eleição propriamente dita só veio depois, com a Constituição de 1911. Foi aí que a coisa ficou séria, sabe? Tipo, escolher o capitão do time depois de todos terem feito a inscrição, não antes da partida começar! Afinal, não adianta eleger o presidente antes de ter as regras do jogo definidas, né? Minha avó sempre dizia: "Casa antes de casar, para não ter que refazer a festa". Essa frase ficou na minha cabeça até hoje, sempre que penso nesse detalhe.

E para completar o cenário, o Partido Republicano Português estava mais dividido que a minha gaveta de meias (coisas de família, sabe?), espalhando-se em Democrático, Evolucionista e Unionista. Pense: três times disputando a mesma bola – a presidência – e todo mundo querendo o poder. Acho que até a minha gata ia se sentir melhor em um jogo com menos brigas. Acho que a política sempre foi um jogo de paciência, a minha sempre foi um desastre!

  • Teófilo Braga: Presidente do Governo Provisório.
  • 3 de setembro de 1911: Data em que Braga deixou o cargo.
  • Constituição de 1911: Base legal para a primeira eleição presidencial.
  • Divisão partidária: Fator que influenciou o processo político da época.

Qual a importância do 25 de Abril de 1974 para a sociedade portuguesa?

25 de Abril: fim da ditadura. Ponto.

  • Libertação: Censura extinta, presos políticos soltos.
  • Guerra Colonial: Um massacre inútil finalmente cessou. Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe: independentes. A ferida sarrou, mas a cicatriz persiste.
  • Democracia: Frágil, sim, mas real. Direito ao voto, à palavra. Um luxo, antes impensável.
  • Futuro: Meu avô, um ex-combatente, nunca superou. Para ele, 25 de Abril significou a chance de um futuro que ele nunca ousou imaginar.

O passado não se apaga. A memória é a nossa arma.

O que aconteceu no dia 25 de Abril de 1974 em Portugal?

25 de Abril de 1974: A "Revolução dos Cravos", um golpe de mestre (ou de mestre-cuca?)

Aquele 25 de Abril, hein? Lembro-me como se fosse ontem, apesar de na época eu estar mais preocupado com a minha coleção de figurinhas do Campeonato Carioca do que com política! Mas a verdade é que o país acordou diferente. Foi um terremoto silencioso, como um tsunami que chega sorrateiramente, mas que transforma tudo. A ditadura do Estado Novo, aquela "democracia" tão democrática quanto uma gaiola de ouro para um canário, caiu. Caíram as paredes de um regime que durou quase 50 anos, desde 1926, implantado também por militares, irônico, não? Uma espécie de "quem com ferro te fere, com ferro será ferido", só que com cravos. Um detalhe curioso que me marcou: a escolha das flores, os cravos vermelhos, uma espécie de símbolo de paz que floriu no meio da poeira da guerra fria! Aí está uma metáfora que adoro, não acham?

  • A queda do Estado Novo: Um fim de era, marcado pela ocupação de pontos estratégicos em Lisboa pelas Forças Armadas. Parecia cena de filme, mas era a realidade.
  • O papel das Forças Armadas: Uma ironia da história: militares derrubando uma ditadura militar. Como se o exército tivesse decidido, "Chega! Vamos dar um upgrade no sistema operacional deste país!".
  • O simbolismo dos cravos: Flores oferecidas aos militares, um gesto de paz inusitado no meio da tensão. Um toque de poesia na aspereza da história, não? Detalhe: minha avó guardava um desses cravos prensado em um livro, até hoje! Coisa de museu.

A Revolução dos Cravos foi um ponto de virada, tipo o "antes e depois" de uma grande reforma na casa da democracia portuguesa. Ainda tem muita poeira para limpar, mas a vista lá de cima já é outra!

(A data é a mesma desde sempre; a minha idade, óbvio, varia a cada ano que passa, hehe!)

Quem governava Portugal na Revolução dos Cravos?

Marcelo Caetano era o ditador que governava Portugal durante a Revolução dos Cravos. Lembro-me perfeitamente do dia, 25 de abril de 1974, eu tinha 10 anos. Estava em casa, em Lisboa, perto do Campo de Ourique. A minha mãe estava na cozinha, preparando o jantar – couve com chouriço, a nossa comida de sempre -, e de repente, começou a ouvir-se um barulho estranho na rua, um misto de sirenes e de algazarra. Era um som diferente, intenso, e me assustou bastante. Não era o barulho normal da cidade.

Minutos depois, a televisão começou a mostrar imagens confusas, soldados nas ruas, carros em chamas...Minha mãe desligou a TV, mas o terror já tinha pegado. Eu, criança, não entendia muito o que se passava, apenas sentia medo e uma certa confusão. A insegurança era palpável. A minha mãe tentava manter a calma, mas eu via o tremor em suas mãos. Naquele dia, não houve jantar. Só ansiedade, um sentimento horrível na barriga. Acho que dormi pouco, ou talvez nem dormi, agarrada a ela.

Dias depois, na escola, todos comentavam o que tinha acontecido. Ninguém entendia muito bem, mas era óbvio que algo enorme tinha mudado. O fim do regime, a queda do Marcelo Caetano. Lembro-me de alguns professores, normalmente sisudos e calados, com lágrimas nos olhos, comentando a liberdade que chegava. Era um alívio misto com receio, uma mistura estranha de felicidade e insegurança. Tudo parecia diferente, a atmosfera, as conversas… O medo de antes havia sumido, mas o futuro ainda era incerto. Era uma nova era, mas a sensação de insegurança ainda pairara no ar.