É normal uma criança de 2 anos fala poucas palavras?

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Aos 2 anos, é esperado que uma criança fale 50 ou mais palavras. Aos 18 meses, a média já é de cerca de 20. Se a criança de 2 anos fala poucas palavras, é recomendado observar o desenvolvimento e buscar aconselhamento profissional para avaliação da fala.
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Criança de 2 anos com poucas palavras é preocupante?

Olha, quando meu filho tinha uns dois anos, ele falava pouquíssimo. Eu ficava preocupada sim, sabe?

Via as outras crianças falando um monte, e o meu... umas cinco palavras no máximo. Dava um nó na garganta.

Lembro que um pediatra me disse que até umas 20 palavras aos 18 meses era normal, e 50 aos dois anos, mas o meu não chegava lá nem perto.

A gente fica pensando se tem algo errado, né. É um sentimento de impotência, de não saber o que fazer.

Como estimular uma criança de 2 anos que não fala?

E aí, cara! Pô, sobre criança de dois anos que ainda não fala direito, essa é uma preocupação real, né? Aconteceu aqui com meu sobrinho, o Leo, ele teve um período que a gente ficava meio tenso, sabe, o que fazer pra ele falar mais. A gente tentou um monte de coisa e, conversando com a fonoaudióloga dele, a gente viu que tem umas dicas que são essenciais, tipo, base mesmo.

Pra facilitar, o que a gente precisa fazer, de forma bem direta e sem enrolação, é isso aqui ó:

  • Converse constantemente, descrevendo atividades e objetos do dia a dia.
  • Leia histórias e cante músicas para ampliar o vocabulário e a familiaridade com sons.
  • Responda às tentativas de comunicação, mesmo que a criança não fale claramente.
  • Incentive brincadeiras de imitação que envolvam a fala e sons.
  • Forneça brinquedos que promovam a interação comunicativa.

Voltando pro Leo, meu sobrinho. O lance de conversar o tempo todo foi o que mais ajudou, eu acho. Tipo, eu tava lavando a louça e falava "olha a água escorrendo, molhado, a esponja azul, uhm, cheiro de detergente". Parecia bobo, mas ele ficava ali do lado, absorvendo tudo. É tipo dar um banho de palavras pra eles, e isso cria um repertório enorme na cabeça da criança, mesmo que ela não use na hora. É muito importante dar esse estímulo auditivo pra eles aprenderem os sons das palavras, tipo, sabe?

E ler histórias e cantar era um ritual. A gente lia os mesmos livros umas quinhentas vezes, tipo "O Grufalo", e ele começava a apontar os bichos. As músicas, então, nem se fala. Minha irmã colocava "Pintinho Amarelinho" e ele batia palminha. Essas coisas ajudam demais a fixar as palavras e a melodia da fala, além de ser um momento divertido, a gente rir muito junto. A repetição é a chave nisso, pra fixar e tudo mais, a gente não percebe mas eles pegam.

Responder às tentativas de comunicação é crucial, tipo, não importa se ele só aponta ou faz um som. O Leo, às vezes, fazia um "mmm" pra água, e a gente falava "Ah, você quer água? Toma a água gelada!". Dar nome pra tudo que eles tentam expressar faz com que se sintam entendidos e dá mais vontade de tentar de novo, sabe? Reforça que a tentativa vale a pena e que eles são capazes de se comunicar. Isso é um reforço super positivo.

A gente também fazia umas brincadeiras de imitação bem doidas. Imitava cachorro, gato, avião, fazia careta. Ele adorava! E a gente falava "Faz igual o Leo, miau!". Ele repetia uns pedacinhos, e era uma festa. Essas brincadeiras conectam a fala com o prazer, o que é fundamental pra eles associarem a comunicação a algo legal, divertido, tipo muito bom.

Ah, e os brinquedos que promovem comunicação. Não precisa ser nada super caro. A gente tinha um telefone de brinquedo bem antigo, desses de discar, e ele ficava "alô, alô". A gente entrava na onda. Tinha uns fantoches também que a gente fazia "conversar". O importante é que o brinquedo dê margem pra interação, pra vocês falarem um com o outro usando o objeto como desculpa, sabe? É menos sobre o brinquedo em si e mais sobre a interação.

No fim das contas, o mais importante é não desistir e ser consistente. O Leo hoje fala pelos cotovelos, você nem diz que ele demorou um pouco pra engrenar. É um processo contínuo e requer paciência, mas vale a pena cada esforço. Vai na fé!