Quando flexionar o verbo fazer?

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A flexão do quando flexionar o verbo fazer ocorre apenas quando o termo indica ação, concordando com o sujeito. Se o verbo expressa tempo decorrido ou condições climáticas, ele permanece impessoal na terceira pessoa do singular. Diferente do uso como índice de passividade, onde o verbo concorda com o paciente plural, o sentido de tempo é invariável. O uso de fazem anos é incorreto, sendo a forma adequada faz cinco anos.
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Quando flexionar o verbo fazer: Regra de concordância

Entender quando flexionar o verbo fazer ajuda a evitar erros comuns de concordância que comprometem a qualidade do texto escrito. Aprender a diferenciar quando o verbo atua como impessoal ou pessoal previne construções gramaticais incorretas. Explore os detalhes sobre este uso para garantir precisão e clareza em suas comunicações.

Quando flexionar o verbo fazer?

A flexão do verbo fazer costuma gerar confusão, mas a regra geral é clara: ele concorda com o sujeito quando indica ação e fica invariável (no singular) quando funciona como verbo impessoal.[1] Se a frase indica tempo decorrido ou clima, o verbo não tem sujeito e, por isso, nunca deve ser flexionado no plural.

O verbo fazer como impessoal

Quando o verbo fazer expressa tempo decorrido ou condições climáticas, ele é classificado como impessoal.[2] Isso significa que ele não possui um sujeito gramatical e deve permanecer sempre na terceira pessoa do singular. É comum ouvir pessoas dizendo fazem cinco anos, mas essa construção é considerada incorreta pela regra de concordância do verbo fazer. O uso adequado seria faz cinco anos.

O mesmo vale para expressões de clima, como em faz muito calor hoje ou fazia dias gelados naquele inverno. Nesses casos, o verbo não está associado a nenhuma entidade que pratica a ação, servindo apenas para situar o tempo ou o ambiente, reforçando a regra do singular obrigatório.

Quando o verbo fazer concorda com o sujeito

Sempre que o verbo fazer estiver relacionado a uma ação praticada por um sujeito determinado, a flexão deve seguir as normas de concordância verbal padrão. Se o sujeito for plural, o verbo assume a forma de plural. Por exemplo, os alunos fazem o trabalho ou eles farão a apresentação amanhã.

Nessa situação, o verbo atua como qualquer outro verbo de ação. Se o sujeito estiver no plural, o verbo obrigatoriamente deve ir para o plural. Essa distinção é fundamental para evitar erros em contextos formais, onde a clareza gramatical é essencial para a precisão da mensagem transmitida.

Uso na voz passiva e partícula apassivadora

Um caso que costuma enganar muitos falantes ocorre quando o verbo fazer é acompanhado da partícula se como índice de passividade.[3] Nessa estrutura, o verbo deve concordar com o paciente da ação. Se o elemento for plural, o verbo fazer tempo decorrido singular ou plural segue a lógica de concordância com o sujeito paciente.

Um exemplo clássico é a frase fazem-se bolos deliciosos. Aqui, bolos deliciosos funciona como sujeito paciente. A partícula se torna o verbo fazer passivo, exigindo que ele concorde com bolos, o que resulta na flexão plural. É uma construção muito comum em anúncios e descrições de serviços.

Regras de concordância: Verbo fazer

Entender quando flexionar ou manter o verbo fazer no singular depende inteiramente da função sintática que ele exerce na frase.

Verbo Pessoal

Possui sujeito determinado (ex: eles, nós, os alunos)

Flexiona normalmente conforme a pessoa e número

Eles fazem o bolo para a festa

Verbo Impessoal

Não possui sujeito (indica tempo ou clima)

Fica sempre na terceira pessoa do singular

Faz anos que não viajo

A diferença principal está na existência do sujeito. Se houver um executor da ação, flexione. Se for uma indicação temporal ou ambiental, mantenha no singular.

A confusão de Mariana com prazos

Mariana, uma redatora em São Paulo, sempre travava ao escrever relatórios sobre o tempo de serviço de seus clientes. Ela costumava escrever 'fazem três anos' por achar que o tempo transcorrido exigia plural.

Durante uma revisão de texto com seu editor, ela foi corrigida e percebeu o padrão: o tempo, como entidade abstrata, não 'faz' a ação, portanto o verbo permanecia impessoal.

Ela passou a aplicar o teste: se puder substituir por 'existe um período de', o verbo é impessoal e fica no singular. Se for alguém fazendo algo, flexiona.

Hoje, Mariana escreve 'faz três anos' sem hesitar, economizando tempo nas revisões e evitando questionamentos gramaticais de seus clientes, o que aumentou sua confiança profissional.

Dica final

Diferença entre Pessoal e Impessoal

Verbos pessoais concordam com o sujeito; verbos impessoais (tempo/clima) ficam sempre no singular.

O teste do sujeito

Se o verbo fizer parte de uma ação de alguém, flexione; se indicar tempo decorrido, nunca use o plural.

Partícula apassivadora

Com a partícula 'se', o verbo fazer concorda com o elemento que sofre a ação, podendo ir para o plural.

Outras perspectivas

Por que não devo dizer 'fazem cinco anos'?

Porque o verbo fazer, nesse contexto, é impessoal e não possui sujeito. Como não existe um executor para a ação de 'fazer' o tempo passar, o verbo permanece fixo na terceira pessoa do singular.

O verbo fazer sempre fica no singular quando indica tempo?

Sim. Sempre que indicar tempo decorrido, ele é impessoal e deve ficar no singular, independentemente de o número citado ser um, cinco ou cem.

Como identificar se devo flexionar o verbo fazer?

Verifique se existe um sujeito praticando a ação. Se houver alguém realizando algo, flexione. Se a frase estiver apenas informando clima ou tempo, mantenha-o singular.

Se você ainda tem dúvidas sobre o uso correto da língua, veja Quais são as 7 regras de concordância verbal?

Notas

  • [1] Brasilescola - A flexão do verbo fazer costuma gerar confusão, mas a regra geral é clara: ele concorda com o sujeito quando indica ação e fica invariável (no singular) quando funciona como verbo impessoal.
  • [2] Brasilescola - Quando o verbo fazer expressa tempo decorrido ou condições climáticas, ele é classificado como impessoal.
  • [3] Portugues - Um caso que costuma enganar muitos falantes ocorre quando o verbo fazer é acompanhado da partícula 'se' como índice de passividade.