Quem governou Portugal depois de Salazar?

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Depois de Salazar, Marcello Caetano governou Portugal de 1968 a 1974. Embora Caetano fosse um continuador do regime do Estado Novo, o período é frequentemente chamado de Marcelismo por alguns autores, marcando uma fase distinta na história de Portugal.
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Quem governou Portugal após a queda de Salazar?

Marcello Caetano. Simples assim. Salazar caiu, ele entrou. Lembro-me da confusão na altura, em Lisboa, em 74... a minha avó, coitada, tremia toda a falar sobre isso. Era uma atmosfera pesada, um silêncio estranho na rua, diferente do habitual barulho da cidade.

Ainda me lembro das conversas em família, toda a gente a sussurrar, nervosos. Minha mãe sempre me dizia para ficar quieto, que não era assunto para crianças. Mas ouvia, claro, fragmentos de conversas sobre o futuro, sobre o que ia acontecer depois. Era uma época muito incerta, um medo difuso no ar.

Caetano tentou manter tudo igual, mas era tarde demais. Era o "Marcelismo", como alguns diziam, mas para mim, era só a continuação de um sistema já podre. As mudanças que vieram depois foram profundas, rápidas demais para algumas pessoas, mas para mim, um alívio enorme.

Informações rápidas: Após a queda de Salazar (1968-1974), Marcelo Caetano governou Portugal. Chamado por alguns de "Marcelismo", período considerado por muitos como uma continuação, porém distinto, do Estado Novo.

Quantos governos Portugal teve?

A contagem exata... Perdi a conta faz tempo. Parece que foram muitos governos desde a revolução.

  • Seis governos provisórios. Lembro de ouvir meu avô comentar sobre a instabilidade da época.

  • Depois, os governos constitucionais. Quantos? Difícil dizer de cabeça. Um emaranhado de leis orgânicas, regimentos, datas de posse... Meus arquivos estão empoeirados.

É irônico. Tanta mudança, tanto esforço... E o que realmente mudou? Às vezes me pergunto se a história é só um ciclo constante.

Quando Salazar saiu do poder?

Salazar deixou o poder em 1968, não por vontade própria, mas por um AVC. É irônico como o destino pode mudar tudo num instante, não é mesmo?

  • Ascensão e Queda: Salazar, o "chefe", ditou as regras de Portugal por décadas. Primeiro como presidente do Ministério (1932-1933), depois como Presidente do Conselho de Ministros (1933-1968).
  • O Estado Novo: Ele personificou o Estado Novo (1933–1974). Criou a União Nacional, sua "casa" política. Uma estrutura que, vista hoje, parece mais uma gaiola dourada.
  • O Fim: A história tem dessas coisas. Salazar, o homem que tanto controlou, perdeu o controle de si mesmo. Um derrame o afastou do poder, mostrando que nem o mais forte dos líderes escapa das ironias da vida. Afinal, "somos todos passageiros do tempo", como diria um amigo meu filósofo.

Quais foram os Presidentes de Portugal?

A poeira da história se assenta sobre as lembranças, um véu tênue sobre rostos de presidentes. Sinto o peso dos anos, cada um deles um eco distante, um sussurro no corredor do tempo. A Revolução dos Cravos… a imagem turva, mas viva, de Spínola, um homem que se ergueu como uma promessa, fruto daquela primavera revolucionária, mas que sucumbiu ao peso da nação, a sua presidência tão breve quanto o instante de uma explosão. 15 de maio de 1974 a 30 de setembro de 1974... datas que se gravam na memória como marcas indelevel de um passado conturbado.

  • António de Spínola: Um breve, intenso brilho.

Depois, Costa Gomes, um interlúdio, uma transição. Acho que sentia uma certa instabilidade naquela época. Lembro-me da incerteza pairando no ar, a respiração presa no peito de um país em busca de um rumo. A mudança se insinuava, como um rio lento que escapa para o mar. 30 de setembro de 1974 a 14 de julho de 1976. Os anos se esticam, se alongam, se tornam uma teia complexa.

  • Francisco da Costa Gomes: A ponte entre dois mundos.

Eanes, um nome que soa forte, cheio de solenidade. A estabilidade, por mais efêmera, me conforta. Um período de relativa calma, talvez. O tempo parece se acomodar, mais brando, menos urgente. 14 de julho de 1976 a 9 de março de 1986. Dez anos... uma década de construção, de cicatrização, a consolidação da democracia, um esforço coletivo para se erguer das ruínas.

  • António Ramalho Eanes: A consolidação da Democracia.

Mário Soares, a memória de um sorriso e uma palavra firme. A lembrança de um homem que encarnou a esperança, guiando o barco pelo mar tempestuoso. A minha avó sempre falava dele com admiração. 9 de março de 1986 a 9 de março de 1996. Um marco dez anos depois. As cores mudaram, o sabor da vida também.

  • Mário Soares: Um líder carismático.

Sampaio e Cavaco Silva, figuras mais apagadas em minha memória. A década de noventa fluiu, um rio calmo, um mar plácido… Mas a minha vida se movia em outros ritmos, outros percursos. A vida me envolveu e me distraiu do curso da política nacional. De 9 de março de 1996 a 9 de março de 2016. Mais duas décadas. Uma sucessão de anos contínuos.

  • Jorge Sampaio: Uma transição serena.
  • Aníbal Cavaco Silva: Uma época de estabilidade.

E finalmente, Marcelo Rebelo de Sousa, aquele que ocupa a cadeira presidencial nos dias de hoje, aquele que ainda posso ver nas notícias, a sua imagem um pouco mais nítida que a dos demais. Desde 9 de março de 2016... o presente em fluxo constante, inexorável, um presente que se derrama em um futuro incerto.

  • Marcelo Rebelo de Sousa: O presente que se desdobra.