Quais são os fatores que influenciam o desenvolvimento dos seres vivos?
Quais fatores influenciam o desenvolvimento dos seres vivos?
É estranho como as coisas crescem, não é? Tipo, o meu gato Tobias, lembro-me dele pequenino, uma bolinha de pelos. A veterinária lá em Campo Grande, Lisboa, em 2018, disse-me que o tamanho dele já estava meio que escrito nos genes, sabes? Tipo, a família dele já tinha essa 'programação' para um certo tamanho.
Mas isso não é tudo. A comida, por exemplo, é super importante. O Tobias comia uma ração cara, daquelas embalagens azuis, sempre à mesma hora. E eu via uns gatinhos de rua, perto de casa na Amadora, que eram da mesma idade, mas pareciam metades dele, tão magrinhos. A comida, ou a falta dela, molda mesmo o corpo, a estrutura toda, sei lá.
E também há o resto, o ambiente, as interações. Se um animal vive stressado ou a lutar por comida, nunca vai desenvolver-se bem, pois não? Lembro-me de ter uns peixes em aquários, lá em casa. Se os metesse todos juntos, em demasia, eles nunca cresciam muito, ficavam pequeninos. Não era só a comida, era a confusão, o espaço, tudo a interagir.
No fundo, acho que é uma mistura. Cada bicho tem uma espécie de mapa genético, um limite para o tamanho que pode atingir. Mas depois, a comida, o sítio onde vive, com quem se cruza, tudo isso puxa ou empurra esse limite. Tipo, um pequinês nunca vai ser um pastor alemão, mesmo que coma caviar todos os dias. Há um teto que a espécie define, mas dentro desse teto, a vida de cada um é que decide.
Quais são os fatores que influenciam o desenvolvimento humano segundo Piaget?
Meu sobrinho, o Leo, tava aqui em casa no fim de semana passado, no meu apartamento em Lisboa. O chão da sala virou um campo minado de peças de LEGO. Ele cismou que ia construir a torre mais alta do mundo, mas a frustração batia toda vez que a geringonça desabava. Tinha 5 anos e a raiva dele era uma coisa de gente grande, sério.
Ele tentava e tentava, empilhando as peças de qualquer jeito. Era óbvio que não ia dar certo. A base era minúscula. Lembrei na hora das aulas de psicologia na faculdade, aquele suíço, o Piaget. A gente fica vendo a teoria e parece uma coisa tão distante né mas na prática é isso ali, na sua frente. Ver o cérebrozinho dele a fritar tentando entender o porquê daquilo tudo cair.
Os fatores que influenciam o desenvolvimento humano segundo Piaget são:
- Maturação: Refere-se ao desenvolvimento biológico e do sistema nervoso. O Leo já tem a coordenação motora para pegar as peças, coisa que não tinha com 2 anos. É uma condição básica.
- Experiência: É a ação direta sobre os objetos. Ele estava ali, testando, errando, sentindo a textura das peças, vendo a torre cair. É o aprender fazendo, na marra.
- Influências Sociais: É a interação com os outros. Cheguei do lado dele e só falei "filho, e se colocar essa peça grande e chata em baixo?". Ele olhou pra mim, olhou pra peça e tentou. A transmissão social é isso.
- Equilibração: Este é o fator que organiza tudo. Quando a torre caiu, o mundo dele entrou em desequilíbrio. A minha dica (influência social) e a tentativa dele (experiência) criaram um novo entendimento. Ele assimilou a ideia e acomodou a nova estratégia.
A cara dele quando a torre finalmente ficou de pé, firme, foi impagável. Aquele sorriso era o tal do "equilíbrio" que o Piaget falava. Ele não só construiu uma torre, ele construiu uma nova forma de pensar sobre como construir torres. E eu ali, no chão da sala, vendo a teoria virar prática. É doido como a gente aprende.
O que é influência hereditária?
A herança, sabe, é como um eco do passado, um sussurro de quem veio antes. Vêm os traços, os modos, às vezes até um jeito de sorrir que não é meu, mas que mora em mim, vindo de longe, lá das primeiras manhãs.
É a ciência que desvenda esse mistério. A genética, com seus códigos escondidos, é a ponte entre as gerações. Ela carrega as mensagens, os segredos do que seremos, do que fomos.
Características físicas, como a cor dos olhos que herdamos da avó, ou o temperamento, essa inquietude que vem do pai. Tudo isso, um fluxo contínuo, um presente que chega sem pedir licença.
E aí, um detalhe importante, os genes. São eles, os guardiões dessas informações. Pequenos pacotes de vida, saltando de um para o outro, tecendo a tapeçaria da nossa existência.
Essa transmissão de características é algo que se sente, um laço invisível. Não é só aparência, é também a tendência a algo, uma predisposição que pulsa. É como um mapa antigo, nos guiando sem sabermos exatamente para onde.
A hereditariedade molda quem somos, mas o ambiente também. É uma dança complexa, essa vida. Mas a base, a fundação, essa vem de antes, um legado silencioso.
É o mistério da continuidade. Como o cheiro da terra molhada depois da chuva, um perfume que se repete, que te traz de volta a outras épocas. A herança é isso.
- Herança Genética: Processo de transmissão de características.
- Genética: Estudo dos genes e da hereditariedade.
- Genes: Portadores das informações hereditárias.
- Transmissão de Características: Do parental para o descendente.
Qual é a influência da hereditariedade no desenvolvimento humano?
A hereditariedade é tipo um mapa genético: te mostra o terreno, mas quem decide a trilha é o ambiente. Ela dá o "esqueleto" do que você pode ser, um teto de vidro genético, sabe?
Herança é o potencial, não o destino. Ela te entrega um kit de ferramentas com potencial para ser um Einstein ou um péssimo cozinheiro (às vezes os dois, uma tragédia!), mas é o mundo lá fora que decide se você vai construir um foguete ou queimar a lasanha.
O ambiente é o "chef" da cozinha genética. Ele pega os ingredientes que a hereditariedade te deu e decide o tempero. Pode ser uma receita de sucesso ou um desastre culinário, dependendo da sua sorte e do seu "restaurante" de vida.
É uma dança constante, uma coreografia complexa. A hereditariedade dita os passos básicos, mas o ambiente improvisa e adiciona os giros e saltos que moldam a apresentação final. Às vezes, a música é boa, às vezes… bem, nem todo mundo tem o dom de ser Michael Jackson.
Qual é a influência do meio no desenvolvimento humano?
Cara, essa parada de meio influenciar a gente é muito real, sabe? Tipo, não é só genética que manda. A nossa situação social, onde a gente cresce, como a gente vive, tudo isso molda quem a gente vira, especialmente quando a gente é criança. É tipo a base de tudo, sabe?
O Vigotski, um cara que pensava muito nisso, dizia umas coisas bem pertinentes. Pra ele, o meio não é só o lugar físico, é mais sobre como a gente percebe e entende o que tá rolando à nossa volta. É a nossa capacidade de entender, de ter consciência e de realmente absorver o que o ambiente nos mostra. Ele falava de umas coisas tipo:
- Nível de compreensão: Se o ambiente é estimulante ou não, se as pessoas falam com a gente, explicam as coisas. Minha prima, por exemplo, cresceu num lugar super tranquilo, onde ninguém ligava muito pra ela aprender, sabe? Ela demorou pra se soltar. Já o primo dela, que morava num bairro barulhento mas com muita interação, já era super esperto desde pequeno.
- Tomada de consciência: Isso é tipo quando a gente começa a perceber as regras sociais, o que é certo, o que é errado, como as pessoas se comportam. Se você tá sempre vendo gente se ajudando, você vai tender a ser mais assim também. Se vê o contrário, é complicado. Lembro de um vizinho meu que sempre via a mãe dele sendo muito dura com ele, e ele era super retraído, sabe? Parecia que tinha medo de tudo.
E tem mais uma coisa que ele mencionou, que é a apreensão daquilo que ocorre no meio. Isso é mais profundo, é sobre como a gente processa tudo isso e usa pra se desenvolver. É a absorção e a internalização das experiências do meio. Se o meio te oferece um monte de oportunidades, de livros, de conversas, você vai acabar absorvendo mais conhecimento e se desenvolvendo de um jeito mais completo.
Então, não é só o que a gente tem em casa, mas também a escola, os amigos, o bairro, a cultura. Tudo isso contribui pra gente virar quem a gente é. É um processo contínuo, sabe? A gente nunca para de ser influenciado pelo que tá à nossa volta. É por isso que educação e oportunidades iguais são tão importantes, pra que todo mundo tenha chance de se desenvolver plenamente, independente de onde veio.
Como é que o meio influencia no desenvolvimento humano?
A luz entrava pela janela torta do meu quarto, lá na casa antiga, em um tempo que já não existe mais, só no eco. O cheiro de terra molhada vindo do quintal subia, misturando-se com o pó dos móveis. Não era só o ar que eu respirava, mas a textura daquelas paredes, o silêncio da manhã, a música suave da chuva. Tudo isso tecia em mim algo que eu ainda não sabia nomear. Via a mangueira antiga balançar lá fora, seus galhos buscando o céu, e penso que um pedaço daquela busca se gravou na minha própria vontade de florescer.
A voz da minha avó, um canto quase esquecido, me embalava nas tardes longas. As histórias, contadas em sussurros, enroscadas em fios de lã. Minha mão pequena, explorando o barro úmido do pequeno sítio no interior de MG, sentindo a frieza da terra. Nesse toque, a paciência da espera, a forma como a água moldava, tudo me ensinava sobre a plasticidade do ser, sobre a lentidão da vida. Esse lugar, suas memórias, determinaram meu ritmo.
Depois veio o asfalto, o barulho da cidade, luzes fortes demais. O cheiro de escapamento e a pressa, empurrando-me para a frente. As letras dos livros, as equações na lousa, as palavras que vinham voando e se aninhavam na minha mente. Cada nova rua, cada novo rosto era uma peça. Não era apenas o que já existia dentro de mim, mas o que o mundo me oferecia e me exigia, que desenhava os contornos do meu ser.
- O meio molda o desenvolvimento humano ao fornecer o palco essencial para a expressão da hereditariedade.
- Sem um ambiente adequado, o potencial genético permanece latente.
- Da mesma forma, o ambiente sozinho não gera resultados sem a base genética.
- A interação entre hereditariedade e meio ambiente é fundamental, influenciando o desenvolvimento orgânico, psicomotor, a linguagem, a inteligência e a afetividade.
A hereditariedade, sim, um mapa. Uma tela já pronta, com esboços. Mas quem segura o pincel, quem adiciona as cores vivas, os tons que escurecem e iluminam, é o vento que passa, a chuva que marca a estação, o sol que queima. As pessoas que cruzam o caminho, por certo. A escolha de uma palavra em vez de outra, um gesto aprendido, a forma de abraçar. Tudo isso, costurado pelo fio invisível do entorno. Meu jeito de rir, dizem, é igual ao da minha mãe, mas a forma como contei uma piada, isso aprendi com meu tio no churrasco de 2019.
Aquela escola antiga, as carteiras de madeira riscadas. As discussões na aula de filosofia, onde as ideias flutuavam e se chocavam. Minha timidez inicial se desfez um pouco ali, entre os colegas, no desafio de expor um pensamento. O meio, ah, o meio te empurra, te acolhe, te choca, te faz refazer o caminho. Ou te mostra um atalho para algo novo. Ele é um escultor silencioso, incansável, mudando a cada instante. A música que ouvi no verão de 2021, grudou na minha alma, e me fez descobrir novas formas de pensar, de sentir o mundo ao redor.
O que contribui mais para o desenvolvimento humano, a hereditariedade ou o meio?
O desenvolvimento humano é resultado da interação contínua e complexa entre hereditariedade (genes) e meio (ambiente). Não se trata de uma competição de qual fator é mais importante, mas sim de como eles se influenciam mutuamente. A epigenética demonstra que o ambiente pode ativar ou silenciar genes.
Ah, a eterna batalha: somos a receita que a genética nos deu ou o prato final moldado pelo chef (um tanto desastrado) que é a vida? Tentar escolher um vencedor é como discutir se o motor ou a gasolina é mais importante para o carro andar. Uma futilidade charmosa, mas uma futilidade.
A verdade é que culpar só os genes ou só os pais é de uma preguiça monumental. A coisa é bem mais interessante, uma dança caótica e fascinante.
A hereditariedade entrega o roteiro. Ela te dá o texto base. Pode ser um roteiro para um drama shakespeariano, com predisposição para a melancolia, ou uma comédia ligeira, com um metabolismo que perdoa aquela pizza extra. É a sua caixa de ferramentas inicial, alguns nascem com uma chave de fenda suíça, outros com um martelo teimoso.
O meio ambiente é o diretor e o palco. Ele decide se o seu drama será encenado na Broadway ou no porão húmido da casa da sua tia. O ambiente pode pegar o seu roteiro genético de "talento para música" e te colocar numa aula de piano aos 5 anos, ou te dar um vizinho que só ouve funk proibidão no último volume. O resultado final, convenhamos, será ligeiramente diferente.
A epigenética é o grande plot twist da história. Ela é basicamente o diretor a reescrever partes do roteiro em tempo real. O ambiente – dieta, stress, afeto, poluição – não muda os seus genes (o texto), mas pode adicionar notas de rodapé, sublinhar algumas falas e riscar outras. Um gene "adormecido" para ansiedade pode ser despertado por um emprego terrível, por exemplo.
E quanto aos psicólogos da Gestalt, com todo o respeito aos antepassados, a sua visão era um bocado… simplista. Dizer que a percepção é puramente genética é como dizer que entendemos um quadro de Van Gogh apenas analisando a composição química da tinta. Ignora o pintor, o contexto e o facto de que sem olhos e cérebro para interpretar, a tinta é só uma mancha colorida. A nossa capacidade de ver o mundo é, sim, pré-formatada, mas é constantemente afinada e desafinada pela sinfonia de experiências que nos rodeia. Enfim, é uma parceria, por vezes disfuncional, mas sempre uma parceria.
Quais são os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento do comportamento humano?
Nossa, essa pergunta me joga direto pra 2019, quando eu saí de uma cidadezinha no interior de Minas e fui morar em São Paulo pra trabalhar. Foi o maior choque de realidade da minha vida e eu senti na pele como o ambiente molda a gente.
Lá em Minas, todo mundo se cumprimenta, você para na rua pra conversar, o ritmo é outro. Eu cheguei em SP com essa "configuração de fábrica". No meu primeiro dia de trabalho, peguei o metrô na Sé às seis da tarde. Aquela multidão me empurrando, ninguém te olha no olho, uma cara de indiferença total. Eu fiquei ofendidíssima. Sério. Pensei, que povo mal educado, que lugar horrível. Esse era o meu eu, com meus valores de comunidade, minha personalidade que prezava por simpatia, batendo de frente com um ambiente e uma cultura completamente diferentes.
Demorou uns meses pra eu entender que não era pessoal. Era só o código de sobrevivência da cidade grande. Ninguém tem tempo, todo mundo tá no seu próprio corre. Meu comportamento precisou mudar pra eu não enlouquecer. Aprendi a andar mais rápido, a ser mais direta, a criar uma "bolha" no transporte público. Não é que eu virei uma pessoa fria, mas eu tive que aprender e me adaptar pra sobreviver naquele ecossistema. foi uma experiência de vida que me forçou a mudar.
É maluco como a gente é uma mistura. Tem a parte que já vem com a gente, o nosso jeito, nossa biologia. E tem a parte que o mundo joga em cima e fala: se vira.
Fatores do desenvolvimento do comportamento humano:
- Internos: Genética e biologia, traços de personalidade, valores pessoais e crenças.
- Externos: Ambiente (físico e social), cultura e normas sociais, educação formal e informal, experiências de vida.
- Capacidade de Adaptação: A habilidade de aprender com experiências e modificar o comportamento é um aspecto central.
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