Quando a pessoa se refere a ela mesma na terceira pessoa?

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Indivíduos utilizam a terceira pessoa para se referir a si mesmos em diversas situações. O ileísmo, termo cunhado por Coleridge, descreve essa prática. Seu uso pode ser um recurso retórico, conforme aponta estudo recente. A motivação varia, podendo incluir distanciamento emocional, formalidade ou efeito dramático.
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Em que situações alguém fala sobre si mesmo usando a terceira pessoa?

Nossa, falar de si na terceira pessoa? Que viagem, né? Meio esquisito, confesso. Tipo, "A Ana hoje tá inspirada". Imagina eu falando assim? Haha, bizarro. Mas pensando bem, lembro de uma vez, uns anos atrás, 2018 talvez, numa festa de formatura ali perto da faculdade, no Porto...

Um amigo meu, super dramático, bêbado e tal, começou a narrar a própria vida como se fosse um personagem de filme. "O Ricardo, com o coração partido, vagava pela pista de dança". A gente rachava de rir, claro.

Acho que rola essa coisa do ileísmo, né? Li algo sobre isso, uns tempos atrás, que uns caras usam pra dar uma de importantes, sabe? Tipo político em campanha.

O termo "ileísmo", descobri que veio lá do século XIX, um poeta inglês que inventou. Olha só.

Informações rápidas sobre falar de si na terceira pessoa (ileísmo):

  • Definição: Ato de se referir a si mesmo na terceira pessoa.
  • Origem do termo: Criado no século 19 por Samuel Taylor Coleridge.
  • Usos: Pode ser retórico ou reflexo de distanciamento.
  • Motivações: Variam, desde humor até auto-promoção.

Quando falamos na terceira pessoa?

  • Ele/Ela, Eles/Elas: É sobre quem não tá na conversa. Tipo fofoca.

  • Distância. Uma barreira. Pra não se envolver demais.

  • Formalidade. Tipo reunião chata. Ou pra impressionar.

  • Objetividade. Evitar "eu acho". Fato é fato.

  • Às vezes, prefiro falar de mim assim. Soar menos... eu. Como se fosse outra pessoa vivendo a minha vida. Estranho? Talvez. Mas funciona.

  • "A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos." Já ouviu essa? Pois é. Terceira pessoa resume bem: observar de longe o caos.

O que quer dizer falar em terceira pessoa?

Falar em terceira pessoa? Ah, essa é a arte de se observar de camarote, como se você fosse um personagem da sua própria novela mexicana! É como ter um alter ego, só que sem o drama (ou com, dependendo do caso, né?). Em termos gramaticais, significa usar pronomes como "ele", "ela", "eles", "elas" para se referir a si mesmo. Tipo um narrador onisciente da sua própria vida, só que, geralmente, sem o poder de manipular o destino alheio. Acho que o melhor exemplo que tenho disso é quando, numa discussão de casal, me pego dizendo: "Ah, Ana acha que..." Me sinto uma detetive investigando o caso "Ana versus a loucura do dia a dia".

A coisa toda tem um quê de esquizofrênico leve, eu confesso. Mas serve para criar uma certa distância, sabe? Um distanciamento analítico que pode ser útil em situações de conflito. Imaginem um psicólogo falando de si mesmo em terceira pessoa – seria quase surreal, não? Provavelmente menos dramático do que meus relatos de discussões conjugais, pelo menos.

Por outro lado, existe o uso da terceira pessoa em narrativas, que é bem mais comum e menos peculiar. Aliás, é a base da escrita de ficção. É um recurso literário poderoso, que permite ao autor criar personagens complexos e múltiplas perspectivas, sem que o leitor precise de psicoterapia após a leitura! Falando em ficção, me lembro daquela vez que inventei uma história em que eu era uma superespiã – em terceira pessoa, óbvio!

  • Uso mais comum: Referir-se a si mesmo como um personagem em uma narrativa.
  • Uso em contextos pessoais: Criar distância emocional durante conflitos ou para auto-análise.
  • Contexto literário: Fundamental na construção narrativa, permitindo a exploração de múltiplas perspectivas.

Em resumo: Falar em terceira pessoa é como ter um avatar da sua própria personalidade, a versão "mini-eu" que observa e relata, quase como um narrador de novela, sem o melodrama excessivo (na maioria das vezes...).