Em que casos se pode deserdar um filho?

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Um filho pode ser deserdado se condenado por denúncia caluniosa/falso testemunho contra os pais, ou se recusar injustificadamente a prestar-lhes alimentos.
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Deserdar um filho... só de pensar nisso já me arrepia toda. Será que alguma mãe ou pai, em sã consciência, deseja isso para o seu próprio sangue? Difícil, né? Mas a vida, essa gata borralheira, prega-nos partidas às vezes... e a lei, infelizmente, também prevê essas situações tão dolorosas.

Eu mesma, lembro-me da minha tia, a Maria. Ela sempre teve uma relação complicada com o filho mais velho, o João. Ele, desde novo, sempre foi um bocadinho... complicado, digamos assim. Um monte de confusões, dívidas, promessas quebradas. Nunca chegou a agredir os pais, mas a tensão em casa era tanta... E aí, a questão dos alimentos entra em cena, sabe? João nunca quis saber de ajudar a mãe com as contas, mesmo ela precisando. Imagine a situação, a velhice chegando, a saúde a piorar... A Maria, coitada, acabou por quase perder a casa, por causa das dívidas. Acho que, no caso dela, se a lei desse essa opção, se ela tivesse a possibilidade, teria deserdado o João. Mas a coisa não é assim tão simples, a gente sabe, né? Tem que haver provas, processos... uma luta que a gente só deseja a nossos inimigos.

Mas voltando à pergunta: quando é que a lei permite isso? Bom, pelo que entendi, pelo menos em casos de, sei lá, uma denúncia caluniosa contra os pais, isso pode levar à deserdação. Imagina, seu filho te acusar de algo que você não fez, te jogar na lama assim, sem dó nem piedade... Isso dói na alma, né? Me dá calafrios só de pensar. Também se o filho, adulto e capaz, recusa dar apoio financeiro aos pais, que o precisam, isso pode justificar a deserdação. Mas tem que ser uma recusa injustificada, não pode ser só porque o filho não tem condições, sabe? É complicado, tem muitos pormenores legais, e não sou advogada para dar palpite. Mas, o essencial, o que fica gravado, é a dor. A dor de uma família partida.

Sei lá... deserdar um filho... parece algo tão extremo, tão definitivo... É uma decisão que deve causar uma dor imensa, em todos os envolvidos, e só deveria ser tomada em situações realmente desesperadoras. Acho que a gente sempre sonha com uma família unida, cheia de amor e compreensão, mas, às vezes, a realidade é bem diferente, né? E a gente tem que lidar com ela.