Como distinguir os complementos?

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Para diferenciar complementos verbais, pergunte ao verbo: "O quê?" ou "Quem?" para o complemento direto. Já para identificar o complemento indireto, a pergunta é "A quem?". Essa distinção é fundamental para a análise sintática da frase.
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Qual a diferença entre complemento verbal e complemento nominal?

Olha, essa coisa de complemento verbal e nominal sempre me deu uma dor de cabeça na escola, sabes? Lembro-me da Dona Alice, a professora de português no 7º ano, lá em 2003, no Colégio Santo António, a insistir para a gente perguntar ao verbo.

Ela dizia para o complemento direto, a gente pergunta "O quê?" ou "Quem?". Por exemplo, "Eu comprei um livro". O que comprei? Um livro. Bem direto, sem intermediários. Era assim que ela explicava.

Já para o complemento indireto, a pergunta era "A quem?". Tipo, "Eu dei o livro à Maria". A quem eu dei? À Maria. A preposição 'a' ali é que faz a diferença, ligando o verbo a outra coisa. Era essa a sacada, naquela altura.

Mas o nominal, ah, esse era tramado. Era quando a coisa completava um nome. Não um verbo, estás a ver? Tipo, "Tenho necessidade de ajuda". A necessidade é um nome. E o 'de ajuda' completa essa necessidade, não é uma ação do verbo 'ter'.

Lembro-me de um teste que fiz em 2004, tirei um 8 a uma pergunta sobre isto, custou-me caro na média, juro que sim. A Dona Alice explicava que se a gente perguntasse ao verbo e não desse nada, era outra coisa.

E se a palavra antes fosse um nome, um adjetivo, ou até um advérbio, e depois tivesse uma preposição, era complemento nominal. Por exemplo, "receio da escuridão". Receio é nome. "Da escuridão" completa o receio. É tipo um adereço do nome.

Sinceramente, acho que a grande sacada está em ver se a coisa está colada a um verbo mesmo, a explicar a ação, ou se está a dar mais informação sobre um nome, uma qualidade, ou um modo. Era a minha forma de pensar.

Ainda hoje me ajuda a desembaraçar as coisas quando estou a escrever e me pergunto se a frase soa bem. Ajuda a dar clareza, a não cometer aqueles erros básicos que a Dona Alice tanto odiava.

Como identificar um complemento direto?

Nossa, complemento direto... que viagem voltar pra isso. Lembrei da 7ª série, a professora martelando isso na nossa cabeça. Era uma chatice na epoca, mas hoje até que faz sentido pra não escrever tudo errado. Eu sempre confundia com o indireto, que saco.

O truque que eu uso até hoje é bem simples na verdade.

  • Para identificar o complemento direto, faça a pergunta "o quê?" ou "quem?" para o verbo. Se a resposta fizer sentido e não tiver preposição (de, em, a, para...), bingo.

  • O complemento direto é o termo que completa o sentido de um verbo transitivo direto (VTD) sem precisar de preposição.

Exemplos: Pedro cumprimentou (quem?) ->João. O cavalo puxa (o quê?) ->a carroça. Eu comprei (o quê?) ->um livro novo.

O lance é não confundir com o indireto, né? O indireto sempre tem preposição, tipo "Preciso de ajuda". A pergunta muda pra "de quê?". Ai fica fácil. Lembro que a minha professora Elza vivia desenhando caixinhas no quadro pra mostrar isso, o verbo e o complemento se ligando diretamente.

Outra coisa que ajuda muito, uma dica de ouro na verdade. Tenta trocar o termo pelos pronomes o, a, os, as. Se a frase continuar fazendo sentido, é complemento direto.

  • "Eu vi o filme." -> "Eu vi-o." Funcionou, então "o filme" é o complemento direto.
  • "Ela comeu a pizza." -> "Ela comeu-a." Deu certo tbm.

Pq a gente aprende isso mesmo? Ah é, pra saber usar a crase direito e a colocação pronominal e não passar vergonha kkkk. É tudo conectado no fim. Tem verbo q nem precisa de complemento, os intransitivos. Tipo "a criança chorou". Acabou, a frase tem sentido. Não tem oq perguntar. Fim.