Como ser um bom formador?

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Um bom formador destaca-se por:

  • Comunicação clara e eficaz: Transmitir ideias com precisão.
  • Planeamento e organização: Estruturar a formação de forma lógica.
  • Domínio do conteúdo: Conhecer profundamente o tema.
  • Motivação: Inspirar e envolver os formandos.
  • Avaliação e feedback: Acompanhar o progresso e dar retorno construtivo.
  • Certificação: Possuir formação pedagógica (CCP/CAP) e saber elaborar planos de formação.
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Ok, vamos lá dar uma repaginada nisto, a partir da minha experiência…

Como Ser Um Bom Formador? (Ou, Pelo Menos, Tentar)

Ser formador… ufff, por onde começar? Já me perguntaram tantas vezes “Qual é o segredo?”. E a verdade é que não há um segredo mágico, sabem? Mas há umas coisas que aprendi, umas na marra, outras vendo outros fazerem, outras lendo… E que, acho eu, fazem toda a diferença.

Dizem por aí que um bom formador destaca-se por várias coisas. Tipo, aquelas listas que a gente vê em tudo o que é lado. Mas, para mim, é muito mais do que isso.

  • Comunicação Clara e Eficaz: Ok, ok, sim, claro. Precisamos de transmitir as ideias com precisão. Mas sabem, às vezes acho que a precisão excessiva mata a paixão. Já me aconteceu estar a explicar um conceito super técnico e ver toda a gente com cara de paisagem. Aí, o que faço? Conto uma história. Uma vez, numa formação sobre comunicação (ironicamente!), estava a ter imensa dificuldade em explicar o “feedback sandwich”. Expliquei, expliquei, expliquei, e nada. Até que me lembrei de uma vez que a minha avó me criticou a minha tarte de maçã, mas primeiro disse que eu era um “bom menino” e que a tarte estava “quase perfeita”. BOOM! Toda a gente percebeu! Portanto, sim, clareza é fundamental, mas não esquecer de falar a “língua” das pessoas.

  • Planeamento e Organização: Estruturar a formação de forma lógica, dizem eles. Sim, concordo. Mas… quem nunca mudou o plano a meio de uma formação que atire a primeira pedra! Já me aconteceu ter todo o powerpoint perfeito, tudo cronometrado, e de repente perceber que o pessoal estava a dormir! Tive de mudar tudo, ali mesmo, no improviso. E adivinhem? Foi a melhor parte da formação! O plano é importante, claro, mas ter flexibilidade para se adaptar é ainda mais.

  • Domínio do Conteúdo: Ah, este é óbvio, não é? Temos que conhecer o tema a fundo. Senão, como é que vamos responder às perguntas difíceis? Mas, a verdade é que, por mais que a gente saiba, nunca sabemos tudo. E não há problema nenhum em admitir isso. Uma vez, numa formação sobre marketing digital (que, teoricamente, dominava), um formando fez uma pergunta sobre um algoritmo obscuro do Google. Eu não fazia a mínima ideia! Respondi honestamente: “Olha, não sei. Mas vou pesquisar e amanhã trago-te a resposta”. E sabem? Ganhei mais respeito por ser honesto do que se tivesse inventado uma resposta qualquer.

  • Motivação: Inspirar e envolver os formandos. Esta é a chave! Porque, vamos ser honestos, quantas formações a gente já assistiu em que o formador parecia estar mais interessado em acabar do que nós em aprender? É terrível! Eu tento sempre arranjar maneiras de manter a energia alta. Gosto de usar jogos, dinâmicas de grupo, e, acima de tudo, humor. Uma boa gargalhada quebra o gelo e ajuda a fixar o conteúdo.

  • Avaliação e Feedback: Acompanhar o progresso e dar retorno construtivo. Sim, sim, importante. Mas para mim, o feedback mais valioso é o que recebo no final da formação. As avaliações anónimas são ouro! Ajudam-me a perceber o que funcionou e o que preciso melhorar. E confesso: dói quando leio críticas negativas. Mas tento sempre aprender com elas.

  • Certificação (CCP/CAP) e Elaboração de Planos de Formação: Ok, sim, a parte burocrática. É importante ter o CCP/CAP e saber elaborar planos de formação, não há como fugir. Mas, para mim, isso é o “mínimo dos mínimos”. O diploma não faz de ninguém um bom formador. É a paixão, a dedicação e a vontade de fazer a diferença na vida das pessoas que realmente contam.

E pronto, resumidamente, é isto. Ser formador é um desafio constante, mas é incrivelmente gratificante. Ver os olhos das pessoas brilharem quando finalmente “clicam” num conceito, receber um email a dizer que a formação mudou a vida de alguém… Isso não tem preço.