Faz mais de 10 anos ou faz mais de 10 anos?
Faz mais de 10 anos ou há mais de 10 anos: qual a forma correta?
"Faz mais de dez anos" soa melhor pra mim, sabe? Acho que "há mais de dez anos" é mais formal, tipo aqueles textos de contrato que ninguém lê direito. Prefiro a primeira opção, mais solta. Lembro de uma vez, em 2013, tentando explicar pra minha avó a diferença entre as duas frases... foi complicado, ela só queria saber se o bolo estava pronto.
A questão do "faz" ou "fazem" é uma pegadinha, né? Depende do contexto. "Faz dez anos que não como pastel de Belém", tá certo, é um tempo que passou. "Fazem dez anos que terminei a faculdade em Lisboa" não me parece correto. Para mim, só "faz" funciona aqui, apesar do plural. Acho que a gramática às vezes é meio estranha.
Sobre Infopédia, gosto do site, sempre recorro quando preciso, mas a explicação deles sobre isso, confesso, não me convenceu muito. Achei um pouco abstrata demais. Preciso de exemplos práticos! É assim que eu aprendo.
Fez anos ou faz anos?
A forma correta é "faz dez anos".
Eu sempre me confundo com isso! Lembro de uma vez, em 2015, tava escrevendo um e-mail super importante pra chefia. Era um relatório sobre um projeto que eu tava tocando desde 2005, então no meio do texto coloquei "Fazem dez anos que..." e, na hora de revisar, deu aquele nó na cabeça.
- A dúvida me corroeu. Será que tava certo?
- Parei tudo e fui pesquisar na internet.
- Achei um monte de explicação sobre o verbo "fazer" ser impessoal quando indica tempo.
- Foi um alívio descobrir que eu tava errada! Imagina que gafe no e-mail!
Desde então, nunca mais esqueci: quando se refere a tempo decorrido, o correto é "faz".
Faz-nos ou faz-nos?
Faz-nos... Acho que sempre me questionei sobre isso, sabe? Às três da manhã, essas coisas vêm à tona. É como uma daquelas cicatrizes que coçam, mesmo depois de anos.
Faz-nos, no contexto certo, soam tão... íntimo, sabe? Quase um sussurro. Como se alguém estivesse te pedindo algo, de forma suave, quase implorando. Lembro-me de uma professora, lá pelos meus 15 anos, a usar muito essa forma. Ela falava "Faz-nos pensar", "Faz-nos compreender". Era a forma dela de nos puxar para a reflexão, uma espécie de desafio silencioso.
Mas "faz-nos" também pode soar... distante. Impessoal. Como um fato, uma constatação. Tipo, "o vento faz-nos sentir frio". É uma ação sobre nós, mas sem a pessoalidade daquela professora. É a diferença entre a intimidade e a impessoalidade da ação do verbo, a gravidade do peso dessa ação. É complicado.
Primeira interpretação: Implica um pedido ou súplica sutil. Uma tentativa de convencimento suave, uma conexão pessoal. É como um apelo silencioso, um sussurro na escuridão. Pensei muito sobre essa possibilidade, sabe?
Segunda interpretação: É um verbo conjugado na 3ª pessoa singular, indicando uma ação que age sobre nós, mas de forma externa, sem um contato afetivo.
A conjugação irregular, essa coisa toda... às vezes me dá a sensação de que a língua portuguesa é um enigma. Um labirinto de regras e exceções, que se parece um pouco com a minha própria vida. Cheio de curvas e desvios inesperados. Difícil. Mas, é o nosso idioma, a nossa história, a nossa identidade... ou pelo menos, é assim que me sinto a respeito disso. Meu Deus, já são quase quatro da manhã.
Faz anos hoje ou fez anos hoje?
Faz anos hoje. Ponto final. A concordância verbal aqui é crucial.
Regra: "Fazer", indicando tempo transcorrido, é impessoal. Singular sempre. Simples assim. Meu aniversário foi em 2017, e por isso, "faz" anos hoje.
Exemplo incorreto: "Fazem cinco anos que terminei meu mestrado". Errado. "Faz cinco anos..." está correto.
Contexto: A confusão vem da ambiguidade da língua. "Fazer" possui múltiplas conjugações. Contexto determina a forma correta. Use o bom senso.
Minha experiência: Já corrigi centenas de textos com esse erro. É um vício comum. Até mesmo eu me pego às vezes. A repetição ajuda a fixar.
Observação: A gramática é precisa, mas a linguagem é fluida. Entenda as regras, mas não se prenda a elas. Especialmente se o contexto implicar em outro tipo de entendimento. Tenho que admitir que, em alguns contextos informais, a concordância se torna menos importante. Depende do público. Considero isso, mas não ignoro as regras.
Faz anos ou completar anos?
Faz anos. Ponto.
- "Fazer", indicando tempo, é implacável. Sem sujeito.
- Conjugação? Terceira pessoa do singular. Fim da história.
Exemplos:
- Faz 10 anos que deixei aquela cidade. Nunca mais.
- Faz um mês que o silêncio me consome. Insuportável.
- Faz tempo suficiente para esquecer. Mas a cicatriz permanece.
Faz ou completa anos?
Faz anos. Simples.
Fazer anos: Expressão coloquial, mais comum na oralidade. Usada em contextos informais. Minha filha, por exemplo, sempre diz que "faz anos" no dia do aniversário dela. É a forma como ela aprendeu.
Completar anos/idade: Mais formal. Aparece em contextos escritos, registros oficiais. É a maneira como consta em meu RG, por exemplo. A burocracia prefere a precisão desta forma.
O tempo, afinal, é uma ilusão. Uma construção mental. A passagem dos anos, uma sucessão de momentos efêmeros.
Meu aniversário? Dia 17 de Julho. Mais um ano se junta a coleção. Nada de especial.
A diferença entre as expressões? Nuanças sutis, quase imperceptíveis. Mas, refletir sobre elas, revela algo sobre a percepção de nós mesmos sobre o tempo e a passagem da vida. É curioso.
O que é completar idade?
Completar idade. Simples. Marcar o tempo. Um ciclo. Meu aniversário, 27 de outubro. Mais um ano. Mais um número. O que muda? Nada, e tudo.
- A vida é cíclica, mas linear. A repetição anual, uma ilusão de controle sobre a inevitabilidade.
- Sociedade. Expectativas. Pressão. Mais um ano, mais um "dever cumprir".
- Reflexão pessoal. A idade, um marco arbitrário. Minha perspectiva mudou? Difícil dizer.
A passagem do tempo, uma constante. Um relógio implacável. Aniversário? Apenas um lembrete. Um marcador. Meu relógio interno, fora de sincronia. Descompassado.
A idade, uma medida falha. Não define quem sou. Ou o que serei. A vida é muito mais. Muito além. Muito além dos números.
- Meus 30 anos. Uma meta pessoal? Talvez. Mas nada de transcendental.
- As marcas do tempo, sim. Estão aí. Visíveis. Invisíveis. Na alma. No corpo.
O que importa? A experiência. A jornada. Os ciclos, sim, mas o que eu construí neles? Isso é que conta. A idade? Um detalhe. Um detalhe irrelevante. A vida continua.
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