O que é língua estrangeira I, II e III?

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Se o aluno prossegue com uma língua estrangeira estudada no ensino básico (LE I ou II) e inicia uma nova (LE III), a LE III faz parte da formação específica, enquanto uma das LEs estudadas anteriormente integra a formação geral.
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Desvendando a Classificação de Línguas Estrangeiras I, II e III no Contexto Acadêmico Brasileiro

A nomenclatura Língua Estrangeira I (LE I), II (LE II) e III (LE III) frequentemente aparece em currículos de ensino médio e superior, gerando dúvidas sobre sua classificação e implicações práticas. Este artigo visa esclarecer essas distinções, focando no contexto brasileiro e considerando a progressão do aluno ao longo de sua trajetória acadêmica.

A classificação não se refere a níveis de proficiência (básico, intermediário, avançado), mas sim à ordem de introdução da língua estrangeira no percurso escolar do aluno. Em outras palavras, a LE I é a primeira língua estrangeira que o aluno estuda formalmente, geralmente iniciada no ensino fundamental. A LE II representa a segunda língua estrangeira introduzida, tipicamente no ensino médio, e a LE III, a terceira, frequentemente presente em cursos superiores específicos.

A LE I, na maioria das escolas brasileiras, é o inglês. Já a LE II pode variar bastante, com opções como espanhol, francês, alemão, italiano, entre outras, dependendo da oferta da instituição. A LE III, por sua vez, costuma estar atrelada à formação específica do curso superior escolhido pelo aluno. Por exemplo, um estudante de Letras pode cursar latim ou grego como LE III, enquanto um aluno de Relações Internacionais pode optar por árabe ou mandarim.

É importante destacar que a classificação considera a continuidade dos estudos. Se um aluno estudou inglês como LE I no ensino fundamental e médio, e ingressa na universidade optando por continuar estudando inglês e iniciar o estudo de espanhol, o inglês continuará sendo sua LE I, e o espanhol será sua LE II. Neste caso, a LE I passa a fazer parte da formação geral, abrangendo competências linguísticas mais amplas, enquanto o espanhol, como LE II, contribui para a formação específica, atendendo às demandas do curso.

A situação se torna mais complexa quando o aluno mantém uma língua estrangeira anterior e inicia outra. Conforme exposto no enunciado, se um aluno prossegue com inglês (LE I ou II) e inicia, por exemplo, francês como LE III, este francês fará parte de sua formação específica. A LE anterior (inglês, no caso) será então alocada na formação geral, mesmo que tenha sido a LE II no ensino médio. Isso ocorre porque a LE III, por ser a última introduzida e geralmente ligada às exigências do curso superior, assume maior relevância na formação específica. A LE anterior, seja ela a I ou II, contribui para o desenvolvimento integral do aluno, compondo sua formação geral.

Em resumo, a classificação em LE I, II e III considera a sequência de aprendizado das línguas estrangeiras na trajetória acadêmica do aluno. A continuidade dos estudos e a introdução de novas línguas no ensino superior impactam essa classificação, determinando se a língua fará parte da formação geral ou específica. Compreender essa distinção é fundamental para o planejamento curricular e para o próprio aluno, que pode assim direcionar seus estudos de forma mais estratégica.