O que são pronomes pessoais em Portugal?

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Pronomes pessoais em Portugal, assim como no Brasil, referem-se à pessoa que fala (1ª pessoa: eu, mim, me, nós, etc.), à pessoa com quem se fala (2ª pessoa: tu, ti, te, vós, etc.) e à pessoa ou coisa de quem se fala (3ª pessoa: ele, ela, o, a, se, eles, elas, os, as, etc.). Sua função é substituir nomes, evitando repetições. Variam em gênero e número.
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Quais os pronomes pessoais em Portugal?

Em Portugal, os pronomes pessoais? Deixa-me ver se me lembro de todos...

Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Sim, esses são os básicos que aprendemos na escola. Mas a coisa fica mais interessante quando entramos nos pronomes oblíquos e de tratamento. Aí a conversa muda de figura.

Lembro-me de quando cheguei a Portugal e estranhava ouvir "o" e "a" como pronomes. No Brasil a gente usa mais "ele" e "ela" nessas situações. Foi preciso me habituar.

E o "você"? Por cá, é menos usado que no Brasil, substituído muitas vezes por "tu". Confesso que ainda escorrego às vezes, usando o "você" sem querer. É a força do hábito.

Afinal, pronomes pessoais são mesmo aqueles que representam as pessoas na frase: quem fala (eu, nós), com quem se fala (tu, vós), ou de quem se fala (ele, ela, eles, elas). É gramática, mas é também um pouco da nossa identidade.

Como podem ser os pronomes pessoais?

Vamos destrinchar os pronomes pessoais, esses camaleões da linguagem. Eles se adaptam à conversa, revelando quem fala, com quem se fala e sobre quem se fala. É como um jogo de espelhos, refletindo as relações entre as pessoas.

  • Primeira pessoa: O "eu" que se expressa e o "nós" que compartilha. É a voz da experiência individual e coletiva. "Penso, logo existo", já dizia o filósofo. Mas, às vezes, "nós" pensamos diferente, e aí começa a confusão!

  • Segunda pessoa: O "tu" que desafia e o "vós" que inclui. É o chamado à interação, o convite ao diálogo. A escolha entre "tu" e "você" pode dizer muito sobre a intimidade da relação.

  • Terceira pessoa: O "ele/ela" que observamos e o "eles/elas" que analisamos. É o distanciamento que permite a objetividade, mas também a frieza. Afinal, julgar o outro é fácil, difícil é entender.

A beleza da língua está na sua capacidade de se moldar. Os pronomes pessoais são apenas um exemplo de como as palavras podem nos conectar ou nos separar. E no fim das contas, a comunicação é a arte de encontrar um terreno comum, mesmo quando os pronomes discordam.

Quais são os 8 pronomes de tratamento?

A névoa da memória... Ah, os pronomes de tratamento. Eram como chaves, abrindo portas para diferentes salões da alma, não é mesmo? Um labirinto de cortesia...

  • Você: Tão simples, tão direto. O amigo, o conhecido.
  • Senhor, Senhora: O respeito bordado em palavras, o reconhecimento da distância.
  • Senhores, Senhoras: Um murmúrio de formalidade, um aceno a um grupo.
  • Sr., Sra., Srs., Sras: A forma abreviada, a pressa do dia a dia...

Lembro da minha avó, sempre tão atenta às nuances da linguagem. Ela dizia que as palavras eram como flores, cada uma com seu perfume e espinho.

  • Vossa Alteza (V.A., VV.AA.): Um eco de realeza, um susurro de tempos idos.
  • Vossa Eminência (V. Em.a, V.Em.as): A reverência ao sagrado, a inclinação diante da fé.
  • Vossa Excelência (V.Ex.a, V.Ex.as): O peso do poder, a deferência à autoridade.

E penso... Será que ainda sabemos dançar essa valsa de pronomes? Ou a pressa do mundo engoliu a delicadeza? Que pena.

Qual é a diferença entre vossa e sua?

Diferença crucial: Vossa (2ª pessoa) para diálogo direto; Sua (3ª pessoa) para referência. Flexão verbal, sempre 3ª pessoa em ambos. Simples. Ponto final.

  • Vossa Magnificência: Uso formal, arcaico quase. Minha avó usava. Lembro de cartas antigas.
  • Sua Excelência: Ainda em uso, mas declinando. Formalidade excessiva. Formal demais pra mim.
  • Prática moderna: Simplificou. "Você" domina. Eficiência acima de tudo. Triste.

A gramática evolui. A língua vive. As regras, entretanto... nem tanto. Mudam.

Resumindo: Formalidade vs. Referência. A questão da pessoa gramatical é o cerne da distinção. A gramática não é ciência exata. E a vida, ainda menos.