Quais palavras não usar na redação?

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Na redação, evite: Coloquialismos e clichês. Generalizações e termos infantis. Expressões vagas ("hoje em dia", "em muitos países"). Conectivos incomuns (cujo, conquanto). Uso inadequado de "onde"/"aonde" e "a priori" (use "em primeiro lugar").
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Quais palavras e vícios de linguagem evitar na escrita?

A minha relação com a escrita é uma guerra constante. Eu luto contra a minha própria preguiça mental, que me empurra para o caminho mais fácil das palavras gastas. Clichês são o meu maior inimigo. Lembro-me de um texto que escrevi para um blogue de viagens em 2015 sobre Lisboa. Usei "a cereja no topo do bolo" e senti um arrepio de vergonha meses depois ao reler. Parecia que não tinha nada de original para dizer.

Depois há aquelas expressões que não dizem nada. "Hoje em dia", "atualmente", "nos dias que correm". Quando dou por mim a escrevê-las, apago logo. É um atalho mental que eu tento evitar. Se estou a escrever agora, é óbvio que é sobre "hoje em dia". Dizer "as pessoas" ou "em muitos países" também enfraquece qualquer argumento que eu tente construir, torna tudo vago, sem alma.

E depois há aquelas palavras que parecem gritar "olhem para mim, sou culto". "Cujo" é uma delas. Na fala ninguém usa, e na escrita soa forçado, como se estivesse a usar um fato num churrasco. O mesmo com "a priori". Por que não dizer "à partida" ou "antes de mais nada"? É mais direto, mais honesto.

Com "onde" e "aonde" a regra que fixei para mim é simples: se o verbo pede movimento, como "ir", uso "aonde". Para tudo o que é estático, "onde". Foi uma editora em Lisboa, por volta de 2018, que me explicou isto de uma forma que nunca mais esqueci. Simples assim.

Não é uma questão de proibir palavras, mas de sentir o texto. Chamar uma situação de "chata" num relatório soa estranho. Tentar descrever a beleza de uma paisagem com "coisa bonita" é só... pobre. A escolha de palavras molda a realidade que eu quero partilhar.

Informação rápida: vícios de linguagem a evitar

Pergunta: Quais vícios de linguagem devem ser evitados na escrita? Resposta: Evitar clichês, generalizações como "hoje em dia", coloquialismos excessivos em textos formais, e o uso incorreto de "onde/aonde".

Pergunta: Por que evitar expressões como "hoje em dia"? Resposta: São redundantes e enfraquecem o texto. Se a escrita é atual, a referência temporal é implícita, tornando a expressão desnecessária e um lugar-comum.

Pergunta: Qual a diferença entre "onde" e "aonde"? Resposta: "Onde" indica um lugar fixo (Onde estás?). "Aonde" indica movimento ou destino, usado com verbos que expressam deslocamento (Aonde vais?).

Pergunta: Usar palavras como "cujo" é recomendado? Resposta: "Cujo" é gramaticalmente correto, mas pode soar formal ou pouco natural em muitos contextos. Alternativas como "do qual" ou "da qual" podem criar um texto mais fluído e acessível.

O que não pode ser usado em uma redação?

Em uma redação formal, não se deve usar:

  • Termos excessivamente coloquiais.
  • Gírias.
  • Palavrões.
  • Interjeições.
  • Linguagem de internet.

A noite avança, e penso nessas palavras que escolhemos, ou não. Há uma linha tênue, sabe, entre a voz que usamos para contar a vida e aquela que a academia espera. A redação, ela pede um certo distanciamento, uma clareza que foge ao murmúrio do dia a dia. É como vestir uma roupa diferente para uma ocasião solene.

  • A norma culta é o alicerce. É a base sobre a qual tudo se constrói, a estrutura que dá sustentação ao argumento. Quando se desvia dela, a mensagem perde força, a intenção se obscurece para o leitor.
  • A precisão é fundamental. Cada palavra deve ser um tijolo bem assentado. Interjeições, como "uau" ou "poxa", ou a pressa da "linguagem da internet", tipo "vc" ou "rsrs", elas quebram a formalidade, dispersam a atenção. Não há espaço para essa informalidade em um texto tão crítico.

Lembro de noites passadas, tentando encontrar a palavra exata, a frase que não deixasse brechas. É um esforço solitário essa busca pela clareza, pela elegância sem excessos. Às vezes a gente escorrega, claro. A vontade de ser mais natural, mais perto de quem a gente é, mas a redação pede outra coisa.

Ela pede a voz do intelecto, não a do café da manhã. Por isso cada vírgula importa, cada acento. É a diferença entre ser entendido ou ser apenas ouvido ao longe, num eco que se perde, na escuridão.

Quais são os 18 conectivos?

Aqui estão os dezoito conectivos:

  • E
  • Nem
  • Também
  • Não só… mas também
  • Não apenas
  • Não somente
  • Além disso
  • Ademais
  • Como
  • Bem como
  • Ainda
  • Do mesmo modo
  • Depois
  • Finalmente
  • Em seguida
  • Adicionalmente
  • Igualmente
  • E sim

É madrugada, e os olhos pesam um pouco, mas a mente divaga por essas pequenas palavras. Conectivos, elas são fios invisíveis. Eu vejo a vida tecida com eles, as frases que se emendam, a história que se desenrola em nossa cabeça, noite adentro, sabe?

Aqueles que somam, que adicionam... E, tão simples, mas que peso carrega. Nem sempre é só unir, às vezes é o peso de mais um fardo, mais uma lembrança. Também, não só… mas também, não apenas, não somente, além disso, ademais, adicionalmente, bem como, ainda, igualmente... eles empilham.

Sinto que são a maneira como a mente lida com a acumulação, com o que vem depois, ou ao lado. A vida raramente é uma coisa só, ela está sempre adicionando camadas, novas pessoas, novas dores, novas esperanças. Esses conectivos são o eco desse incessante acumular.

O nem, por outro lado, tem essa sombra. Não é só não ter isso, é também não ter aquilo. Uma ausência multiplicada. Lembro-me de quantas vezes usei o "nem" para expressar a falta completa, a ausência de algo bom, a negação insistente.

Depois vêm os que comparam, os que buscam semelhança num mundo que me parece tão diferente. Como, do mesmo modo. Eles tentam encontrar um espelho, um reflexo, mesmo que imperfeito. É um anseio por ligar o que vivemos agora ao que já vimos, um conforto em saber que algo se assemelha.

E, por fim, os do tempo, esses que marcam o passo lento da existência. Depois, finalmente, em seguida. Marcam a sucessão. É como a respiração da vida, um suspiro atrás do outro, uma coisa que leva a outra. O "finalmente" sempre me traz um nó na garganta, o ponto de chegada ou o ponto sem retorno. A sequência de tudo.

São só palavras, mas quando a noite cai e o silêncio preenche tudo, elas ganham vida, contam histórias. A minha, a sua, a de todos nós. Pensar nelas me faz sentir a estrutura do mundo, a forma como as coisas se unem e se separam, se adicionam e se sucedem. Parece que tudo tem um lugar, até mesmo o vazio.

O que são conectores discursivos?

é estranho o que a gente pensa nesta hora... as palavras. como elas se juntam. ou como falham em se juntar. parece tão simples, mas não é.

Conectores discursivos são palavras ou expressões que ligam frases ou ideias, estabelecendo uma relação de sentido entre elas.

às vezes sinto que a minha vida inteira é uma tentativa de encontrar o conector certo. uma ponte entre o que eu sinto e o que consigo dizer. na maioria das vezes, a ponte desaba.

eles tentam dar ordem ao caos.

  • Adição: quando vc tenta acrescentar algo... e espera que faça sentido. usei 'e', 'além disso' hoje numa mensagem. pareceu oco.
  • Contraste: o mais dificil. 'mas', 'porém', 'no entanto'. sempre parece que estou a anular o que disse antes, como se tivesse medo de me comprometer com uma ideia.
  • Causa e consequência: 'porque', 'por isso'. explicar o motivo das coisas... se ao menos fosse sempre claro. o meu pai nunca usava o 'porque'. ele só agia.
  • Conclusão: 'portanto', 'logo'. tentar fechar um pensamento. raro conseguir. os meus ficam abertos, sangrando no silêncio.

lembro-me de uma conversa antiga. as frases flutuavam, soltas. sem um 'então', sem um 'mas'. só silêncio entre as palavras. faltavam pontes. faltavam os conectores. e por isso, nunca chegámos ao outro lado. ficou tudo por dizer.

no fundo, é sobre isso.

  • Organizar o caos: supostamente, servem para dar ordem às ideias que correm na cabeça. a minha mente não tem ordem.
  • Mostrar o caminho: guiar quem lê ou ouve. como se eu soubesse o caminho.
  • Criar uma ligação: a parte mais importante. e a mais frágil. é só uma palavra, mas às vezes sustenta tudo. ou deixa tudo cair.

O que são exemplos de conectores discursivos?

Nossa, hoje foi um dia pra escrever... Tive que fazer um relatório e fiquei caçando as palavras certas pra ligar uma coisa na outra. É um saco quando as ideias não se conectam direito. Fica tudo solto, sem sentido.

São os tais dos conectores, né? Aquelas palavrinhas que costuram o texto. Sem elas, parece um monte de frase jogada. Lembro da professora de português falando disso sem parar. Na época eu nem ligava, mas hoje... fez uma falta. Pq a gente aprende isso e depois esquece tudo?

Exemplos de conectores discursivos:

  • Adição: e, nem, bem como, além disso, ademais.
  • Oposição/Contraste: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto.
  • Conclusão/Resumo: logo, portanto, por isso, assim, em suma, enfim.
  • Causa/Explicação: porque, pois, visto que, já que, uma vez que.
  • Finalidade: para que, a fim de que, com o intuito de.
  • Exemplificação/Esclarecimento: por exemplo, isto é, ou seja, a saber.
  • Tempo: quando, enquanto, depois que, logo que, assim que.

Essas palavras são a cola do texto. Sem elas, nada faz sentido. É tipo construir uma parede sem cimento, só empilhando tijolo. Uma hora desaba.

Usei "entretanto" hoje e me senti super formal kkk. Mas tem uns que são impossíveis, tipo "outrossim". Quem fala "outrossim" numa conversa normal? Ninguém. Mas pra escrever um documento sério, até que vai.

Enfim, preciso fazer uma lista e colar na tela do pc. Será que ajuda? Acho que vou fazer isso agora mesmo.

O que é um conector de discurso?

Conectores de discurso são termos que ligam orações ou parágrafos, estabelecendo uma relação lógica entre eles.

São a argamassa do texto. A cola que transforma fragmentos em um todo coeso. Sem eles, o texto é um amontoado de ideias soltas. Uma ilusão de argumento.

Lembro de um professor que os chamava de 'dobradiças do pensamento'. O termo pegou.

Eles constroem o esqueleto logico do discurso. Manipulam o fluxo da leitura.

  • Adição: Anexam ideias. E, nem, além disso.
  • Oposição: Criam contraste. Mas, contudo, todavia.
  • Causa: Apontam a origem. Porque, visto que, já que.
  • Conclusão: Fecham o raciocínio. Portanto, logo, assim.

O jogo muda quando se domina isso. A escrita ganha outra densidade.