Quais são as estruturas encontradas na língua?

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Estruturas da Língua A língua é dividida em faces (dorso superior, inferior) e três partes essenciais: Raiz: Posterior, conectada ao hioide, epiglote, palato mole e faringe por músculos e pregas. Corpo: A massa central. Ápice: A ponta frontal da língua. Essas divisões são fundamentais para sua anatomia e funcionalidade.
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Quais estruturas a língua possui?

Sabe, outro dia estava eu a pensar na nossa boca, naquela coisa que usamos para falar e comer. A língua, claro, foi o que me saltou logo à mente. É engraçado como a gente a usa tanto, mas nunca para para pensar na sua forma ou nas suas partes.

Lembro-me de uma vez, quando era miúdo, que mordi a língua a sério. Estava a jogar futebol lá no campo do bairro, perto da padaria do Sr. Joaquim. Tinha, sei lá, uns dez anos. Doeu-me por dias, parecia que não ia conseguir falar mais.

Aí comecei a pesquisar um bocado, numa daquelas tardes de domingo aborrecidas em casa. Descobri umas coisas bem interessantes sobre a anatomia da língua, sabes? Tipo, ela não é só uma massa muscular jogada ali.

A língua tem duas faces: a superior (dorso) e a inferior. A raiz é a parte posterior. Ela prende-se ao osso hioide e à epiglote, e também ao palato mole e à faringe. Há o corpo, e a pontinha, que é o ápice.

Acho que isso é fascinante. Cada parte dela tem uma função, para nos ajudar a mastigar, engolir aquela sopa que a minha avó fazia aos domingos. Sim, ainda me lembro do sabor daquela sopa de feijão verde, era a melhor.

E ajuda a articular as palavras de forma tão complexa. Aquela conexão com o osso hioide, por exemplo, parece tão vital para todos os movimentos que fazemos sem sequer pensar. É uma peça de engenharia incrível no nosso corpo.

A gente dá por garantido, né? Fico a pensar quantas vezes ela se mexe por dia sem a gente se aperceber. Para mim, faz-me pensar em como o nosso corpo é uma máquina tão afinada, mesmo nas coisas mais pequenas.

Lembro-me de quando tive a minha cirurgia das amígdalas, lá em 2005, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. A minha língua ficou dorida durante semanas, mal conseguia engolir gelados.

Naquele momento, dei ainda mais valor a cada movimento simples que ela conseguia fazer. É quase poético, quando paras para pensar nos músculos hioglosso e genioglosso a trabalhar em conjunto, discretamente.

É para que a gente possa saborear um bom café ou dar uma gargalhada sem preocupações. É uma coisa tão nossa, tão intrínseca ao que somos, e a gente quase nunca lhe dá o crédito que merece.

Quais são as estruturas da língua?

A língua.

  • Sulco terminal. Divide o corpo em duas partes. Uma divisão. Essencial.

Região oral:

  • Papilas gustativas. Onde o gosto reside. A superfície é rosada, macia. É o que se vê.

Região faríngea:

  • Parede anterior da faringe. Conecta. Um limite. É a parte de trás. Onde as coisas descem. O mais fundo.

A língua é mais que um músculo. É um mapa.

Detalhes:

A divisão pelo sulco terminal é anatômica. Marca a origem embriológica diferente. A parte anterior (oral) vem do primeiro arco faríngeo. A posterior (faríngea) dos arcos faríngeos subsequentes. Isso explica diferenças em inervação e vascularização.

  • Inervação: A região oral é inervada principalmente pelo nervo lingual (sensitivo geral) e corda do tímpano (gustativo). A região faríngea pelo glossofaríngeo (gustativo e sensitivo geral).
  • Papilas: A região oral concentra papilas filiformes, fungiformes e valadas (grandes, em V invertido próximo ao sulco). A região faríngea possui principalmente tonsilas linguais.

A aparência macia e rosada da região oral se deve à presença de epitélio mais delgado e a quantidade de vasos sanguíneos superficiais. A região faríngea é mais robusta, com tecido linfoide.