Quando é que se diz bom dia?

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Bom dia é um cumprimento matinal, segundo os dicionários. No entanto, a sua utilização não está limitada ao período da manhã, pois o dia tem 24 horas.

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Bom dia: Mais do que um cumprimento matinal – Uma análise da sua contextualização

“Bom dia”. A expressão, tão familiar e aparentemente simples, carrega consigo mais nuances do que aparenta à primeira vista. Enquanto os dicionários a definem como um cumprimento matinal, a sua utilização na prática extrapola os limites estritos do período compreendido entre o nascer e o pôr do sol. Afinal, como determinar o exato momento em que “bom dia” deixa de ser apropriado e se torna um anacronismo? A resposta, como veremos, não é tão linear quanto poderia parecer.

A ambiguidade reside na própria definição de “manhã”. Para alguns, a manhã se estende até o meio-dia, enquanto outros a consideram encerrada às 10h ou até mesmo às 9h. Essa variação de percepção temporal influencia diretamente o uso de “bom dia”. Imagine um encontro marcado às 11h30min: será que ainda é apropriado um “bom dia”? A resposta dependerá da subjetividade de cada interlocutor e do nível de formalidade da situação.

Em contextos formais, como reuniões de negócios ou interações com superiores hierárquicos, a cautela é fundamental. Optar por um “bom dia” após as 10h pode ser considerado inadequado por alguns, enquanto um “bom dia” às 8h em um ambiente informal poderá soar até mesmo excessivamente formal. A chave aqui reside no contexto sociocultural e no grau de familiaridade entre os interlocutores.

A flexibilidade do cumprimento, porém, não o torna arbitrário. O uso de “bom dia” implica um desejo de um dia positivo para a pessoa a quem se dirige. Portanto, mesmo que cronologicamente o dia já esteja avançado, a intenção de cortesia permanece. Utilizar “bom dia” após o meio-dia, em situações informais e com pessoas próximas, pode ser perfeitamente aceitável, especialmente se a conversa se inicia no início da tarde, mantendo a fluidez da interação.

Em resumo, não existe uma hora exata para deixar de dizer “bom dia”. A sua utilização é influenciada por fatores como contexto social, formalidade da interação, e, principalmente, pela percepção individual do que constitui “manhã”. A chave está na sensibilidade e na leitura da situação, buscando sempre a cortesia e a naturalidade na comunicação. A intenção por trás do cumprimento é mais importante do que a sua estrita aderência a uma marca temporal precisa. E, no fim das contas, um “bom dia” sincero, mesmo um pouco atrasado, sempre será melhor que a ausência de qualquer cumprimento.