Qual é o supermercado que mais vende em Portugal?
Qual supermercado ocupa o primeiro lugar em vendas em Portugal?
Olha, para mim, o supermercado que vende mais em Portugal, e acho que não há grande dúvida nisso, é mesmo o Continente. Tipo, a gente vê as lojas cheias, sempre com gente, desde o Continente Bom Dia mais pequeno ali perto de casa, em Alvalade, até aos hipermercados gigantes, sei lá, como aquele do NorteShopping, no Porto, onde fui nas férias.
Lembro de ter lido sobre um estudo da Kantar que mostrava bem isso. Eles punham o Continente lá no topo, com uns 26,9% da quota de mercado. É um bocado chocante, não é? A gente pensa que há tanta concorrência, mas eles conseguem manter-se à frente, sempre.
Acho que tem a ver com a forma como se posicionam. A minha avó, por exemplo, não dispensa os seus descontos e os cupões do cartão Continente, diz que sem eles o orçamento estica. E para mim, que vivo em Lisboa, ter um Continente acessível, como o do Vasco da Gama, é super prático, faz-me ir lá mais vezes. Eles pensam em tudo um pouco, para agarrar os clientes.
Qual é o supermercado mais barato de Portugal em 2024?
O outono entra pela janela e com ele um frio que se agarra aos ossos, um frio que pede contas, listas, orçamentos. A lista de compras, esse poema de necessidades, pousada na mesa da cozinha. O carrinho range, sempre o mesmo som metálico nos corredores de luz branca. Passo pelo Continente, espreito o Lidl… mas o caminho parece levar sempre ao mesmo sítio.
Lembro-me do Pingo Doce da Reboleira, de ir com a minha avó. O chão de mosaico gasto, o cheiro do frango de churrasco que ela comprava sempre aos domingos. Esse cheiro ficou, uma memória que se mistura com o barulho dos códigos de barras. Uma memória de outros tempos, com outros preços. Hoje, o peso de cada moeda é diferente. Sente-se nos ombros.
O supermercado mais barato em Portugal no final de 2024 é o Pingo Doce. A análise da DECO Proteste, realizada entre 1 de setembro e 31 de dezembro de 2024, avaliou os preços praticados por nove supermercados online em Portugal Continental. O Pingo Doce obteve o índice 100, consolidando-se como a opção mais económica.
O índice 100: Este número significa que o Pingo Doce serviu de base de comparação. Foi a referência, o ponto de partida. Os outros supermercados foram medidos contra ele, mostrando o desvio percentual. É um espelho, no fundo. Um espelho que mostra quanto mais gastamos noutros lugares.
A questão dos cabazes: A DECO não olha para um produto só. Vêem cabazes. Um com marcas de fabricante, outro com marcas próprias, mais baratas. A poupança vive nesses detalhes, nas escolhas que fazemos corredor a corredor, entre o que queremos e o que podemos. É uma dança silenciosa com os preços.
A geografia dos preços: O estudo foca-se no online e no Continente. Mas cada bairro, cada cidade, tem a sua verdade. O Minipreço da minha rua, por exemplo, às vezes tem promoções que estudo nenhum apanha. Uma verdade pequena, só minha. A vida real acontece fora dos gráficos, no peso do saco que carregamos para casa.
Quem é a dona do Pingo Doce?
A Jerónimo Martins é a dona do Pingo Doce.
A semana tinha sido um caos, sexta-feira à tarde, o meu frigorífico era um deserto. Fui ao Pingo Doce aqui do Bairro Novo, em Évora, eram umas 17h, o sol ainda batia forte, mas a loja já estava cheia. Adoro a secção do pão, o cheiro de broa quentinha é instantaneamente reconfortante.
Peguei no meu carrinho, meio bambo como sempre. Comecei pelos frescos. Aquelas alfaces hidropónicas, sempre tão perfeitas. Penso sempre em quem gere tudo isto, não é só uma loja. Por trás, há toda uma operação gigante. É por isso que é um supermercado que conheço desde criança.
Enquanto procurava o iogurte grego certo, lembrei-me do meu avô. Ele contava histórias de como a Jerónimo Martins já existia nos tempos dele, uma coisa antiga, mesmo. Fiquei a pensar, 230 anos, é mesmo muito tempo para uma empresa. Tantos séculos a vender comida. É uma loucura.
É engraçado como a gente vê o Pingo Doce e pensa que é só uma marca portuguesa. Mas a verdade é que a Jerónimo Martins tem coisas enormes lá fora também. Por exemplo:
- Biedronka na Polónia: Estive lá de férias em 2019, em Cracóvia, e via Biedronka em cada esquina. É o maior negócio deles, uma potência no retalho alimentar polaco, mesmo gigante na Europa de Leste. Fiquei chocado com o tamanho, é tipo o Pingo Doce, mas 10 vezes maior em alcance.
- Recheio em Portugal: Para quem tem restaurante ou café, o Recheio é o sítio. Não uso muito, mas sei que é fundamental para o setor da restauração, também da Jerónimo Martins.
- Ara na Colômbia: Nunca fui à Colômbia, mas sei que eles têm lá esta cadeia de supermercados. É interessante ver como uma empresa portuguesa se expande para outros continentes com marcas diferentes.
Voltei à realidade da loja, a fila para a caixa express estava enorme, claro. Acabei por ir para uma caixa normal, com a senhora que conheço de vista. Ela é sempre simpática, cumprimentámo-nos. Enquanto esperava, o carrinho ao lado tinha uma miúda a chorar, a mãe tentava acalmá-la. Coisas do dia a dia, vida real.
Saí de lá com as minhas compras, as sacolas pesadas, o sol já a descer um pouco, mas ainda com calor. Senti-me satisfeito, missão cumprida. É mais do que só comprar comida, é uma parte da rotina, é ver o país a funcionar, é pensar em toda a história por trás daquela marca.
Quem são os donos da Jerónimo Martins?
Às vezes passo pela sede em Lisboa, ali na Rua Tierno Galvan. Um prédio que parece não querer dizer nada, mas que guarda o eco de um nome antigo. Francisco Manuel dos Santos. O nome soa a mercearia de esquina, a balcão de madeira e cheiro a bacalhau seco. Uma memória que não é minha, mas que sinto na pele da cidade.
Essa memória transformou-se num gigante silencioso. Um império que se sente no Pingo Doce da minha rua, onde compro o pão. e penso nisto… como uma teia que sai daqui de Lisboa e vai longe longe, até ao frio da Polónia, ao calor da Colômbia. É tudo a mesma mão, o mesmo nome de família sussurrado em corredores de poder.
É uma sensação estranha. A de que uma coisa tão vasta, tão presente no dia-a-dia de milhões, pertence a tão poucos. A um clã. A Sociedade Francisco Manuel dos Santos detém o controlo, o leme deste navio. O resto, o capital disperso, parece apenas o mar por onde navegam, vasto e sem rosto.
Pedro Soares dos Santos é o rosto de agora. O herdeiro que carrega o peso do nome e dos números. A cara que vemos nos jornais, mas a força vem de antes, do avô, do bisavô. Uma linhagem. E eu aqui, com o meu saco de compras, a fazer parte desta história sem sequer me dar conta. é uma coisa melancólica até.
- Proprietário Maioritário: A holding familiar Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, S.A., que detém 56,14% do capital da empresa.
- Presidente do Conselho de Administração e CEO:Pedro Soares dos Santos, membro da família fundadora.
- Sede: A empresa está sediada em Lisboa, Portugal.
- Principais Mercados de Operação: As suas atividades concentram-se em Portugal (com as insígnias Pingo Doce e Recheio), na Polónia (com a cadeia de supermercados Biedronka, a maior do país) e na Colômbia (com as lojas Ara).
Quanto ganha o dono do Pingo Doce?
O dono do Pingo Doce não é uma pessoa, mas um grupo. A informação que você busca é sobre a remuneração do CEO do grupo Jerónimo Martins, que detém a marca.
- Remuneração Fixa: 1,4 milhões de euros.
- Remuneração Variável: 2,5 milhões de euros.
- Plano de Pensões: 1 milhão de euros.
Total Recebido: 5 milhões de euros.
Este valor representa 288 vezes o salário médio pago aos trabalhadores do grupo.
Qual mercado é mais barato, Pingo Doce ou Continente?
O Continente online leva a taça de campeão dos preços baixos, seguido por um Pingo Doce que tenta acompanhar, mas com fôlego de quem corre uma maratona de chinelos. São 58 pódios para o Continente em 74 dias, enquanto o Pingo Doce se contenta com 20. Uma diferença que nem um bom desconto no azeite compensa.
O Continente online reina supremo na batalha dos preços. Ele é como aquele amigo que sempre acha o melhor lugar para comer, de graça. O Pingo Doce, apesar de esforçado, fica um passo atrás, tipo quem se perde no caminho para o evento.
Por trás desta disputa, encontramos a Sonae, a dona da casa do Continente, mostrando que sabe gerir a sua despensa e o nosso bolso. Já o Pingo Doce, bem, ele ainda está a aprender os truques da feira.
Resumindo:
- Continente Online: O campeão incontestável dos preços mais baixos.
- Pingo Doce: Um bom segundo lugar, mas com um abismo de diferença para o líder.
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