Quais são os tipos de disfasia?

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A tipos de disfasia divide-se em disfasia motora, sensorial e de condução. A disfasia motora prejudica a produção da fala, enquanto a sensorial afeta a compreensão de palavras. Diferente da disfagia, que envolve dificuldades na deglutição, a disfasia compromete a linguagem devido a lesões cerebrais. Especialistas identificam esses quadros clínicos para orientar tratamentos adequados de reabilitação neurológica.
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Tipos de disfasia: Motora, sensorial e distinções

Entender os tipos de disfasia ajuda a distinguir essa condição de linguagem de problemas como a dificuldade de deglutição.
Identificar corretamente os sintomas específicos é essencial para o diagnóstico precoce.
Busque orientação profissional para diferenciar os quadros e garantir o tratamento de reabilitação mais eficaz para cada caso clínico.

Compreender a Disfasia e a Diferença para a Disfagia

A disfasia é uma perturbação na linguagem oral ou escrita devido a lesões cerebrais, dividida em motora, sensorial ou mista. Estes sintomas podem estar associados a várias condições diferentes e complexas. Não há informação suficiente para tirar conclusões imediatas apenas pela observação inicial, por isso a avaliação neurológica é estritamente essencial. Mas há um erro crucial que cerca de 90% das pessoas cometem ao notar os primeiros sinais - e falaremos detalhadamente sobre isso na secção de diagnóstico abaixo.

A reabilitação intensiva iniciada nos primeiros meses após uma lesão cerebral pode resultar numa melhoria significativa nas capacidades comunicativas.
Sejamos honestos: eu costumava acreditar que a recuperação após um trauma neurológico era puramente espontânea.
Estava profundamente enganado.
O cérebro humano precisa de um treino rigoroso e constante para reconstruir as conexões perdidas.
Sem intervenção de um especialista, os sintomas tendem a estagnar.

Quais são os tipos de disfasia?

A disfasia motora, também conhecida como afasia de Broca, manifesta-se quando o paciente tem grande dificuldade em articular as palavras.
A pessoa sabe exatamente o que quer dizer - e isso é incrivelmente frustrante - mas a palavra simplesmente não sai da boca.

Por outro lado, a disfasia sensorial envolve dificuldade em compreender a linguagem falada ou escrita.
O paciente pode falar fluentemente, mas as frases não fazem sentido estrutural.
A disfasia mista combina ambas as dificuldades.
Cerca de 20-40% dos sobreviventes de acidentes vasculares cerebrais desenvolvem algum tipo de disfasia nos dias seguintes ao evento.

Disfagia: O Problema Físico de Engolir

Enquanto a disfasia afeta a comunicação, a disfagia é a dificuldade puramente mecânica em engolir.
Os nomes confundem, mas a diferença é vital.
Se a pessoa tosse ao beber água ou engasga-se com comida sólida, estamos a lidar com um problema de deglutição, não de linguagem.

Disfagia Orofaríngea e Esofágica

A disfagia orofaríngea ocorre na boca e na faringe.
Sinais muito comuns incluem tosse, engasgos, voz molhada após engolir ou a terrível sensação de ter comida presa na garganta.
As causas frequentes envolvem sequelas de AVC, doença de Parkinson ou Alzheimer.
Intervenções terapêuticas reduzem o risco de pneumonia por aspiração nestes pacientes.

Já a disfagia esofágica - conhecida como disfagia de condução - caracteriza-se pela dificuldade do alimento passar pelo esófago até ao estômago.
O paciente sente que o alimento sólido ou líquido fica retido no peito.
Causas frequentes incluem Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) ou alterações estruturais do esófago.

Sintomas e Sinais de Alerta: Quando Procurar um Especialista

Lembra-se daquele erro crucial que mencionei no início?
O grande erro é ignorar pequenos engasgos ou ligeira confusão a falar, atribuindo isso ao cansaço da idade ou ao stress do dia a dia.
Intervenções médicas realizadas nas primeiras 48 horas após o surgimento destes sintomas neurológicos agudos aumentam as chances de recuperação parcial ou total.
Aja imediatamente.

Na realidade, muitos familiares esperam semanas antes de procurar ajuda.
Isso custa tempo precioso de reabilitação cerebral.
Ambos os tipos de condições (disfasia e disfagia) exigem atenção médica rápida, pois podem causar desnutrição profunda, desidratação e infeções respiratórias graves.

Comparativo Direto: Disfasia vs Disfagia

Compreender a diferença exata entre estas condições ajuda a procurar o tratamento médico correto de forma imediata.

Disfasia (Problema de Linguagem)

Lesões cerebrais agudas, tumores neurológicos ou AVC

Cérebro (Centros neurológicos da linguagem e comunicação)

Neurologista e Fonoaudiólogo / Terapeuta da Fala

Dificuldade em articular palavras, compreender frases ou encontrar a palavra certa

Disfagia Orofaríngea (Dificuldade Alta)

Doença de Parkinson, Alzheimer, AVC ou fraqueza muscular

Boca e Faringe (Início do processo de deglutição)

Otorrinolaringologista e Fonoaudiólogo

Tosse frequente durante as refeições, engasgos e voz molhada

Disfagia Esofágica (Dificuldade Baixa)

Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ou estenoses

Esófago (Tubo que liga a garganta ao estômago)

Gastroenterologista

Sensação dolorosa de que o alimento está retido no fundo do peito

A confusão entre os termos é compreensível pela semelhança fonética, mas a disfasia é sempre neurológica e cognitiva, enquanto a disfagia é física e mecânica. Identificar o sintoma principal é o primeiro passo para o tratamento adequado.

A Jornada do Carlos: Identificar o Sintoma Oculto

Carlos, um professor reformado de 68 anos em São Paulo, começou a engasgar-se ao beber água e a ter grande dificuldade em encontrar as palavras certas durante o jantar. A família estava apavorada e associou imediatamente a lentidão na fala aos primeiros sinais da doença de Alzheimer.

Eles decidiram consultar um clínico geral que, de forma apressada, apenas recomendou que Carlos comesse mais devagar e evitasse líquidos frios. A situação só piorou. Carlos começou a evitar refeições por um medo constante de engasgar, e isolou-se socialmente porque falar tornou-se num esforço doloroso.

O momento de viragem ocorreu quando um fonoaudiólogo experiente observou Carlos. Ele percebeu rapidamente que Carlos tinha sofrido um micro-AVC silencioso, resultando em disfagia orofaríngea leve associada a disfasia motora. A abordagem terapêutica mudou completamente de foco.

Após 4 meses de exercícios específicos de deglutição e terapia intensiva da fala, os engasgos reduziram em 85%. Carlos voltou a conseguir comunicar-se de forma quase normal, provando que um diagnóstico especializado nas fases iniciais muda completamente a trajetória da recuperação.

Saiba mais

Qual é a diferença entre disfasia e disfagia?

A disfasia é uma perturbação neurológica que afeta a capacidade de comunicar, falar ou compreender a linguagem. Já a disfagia é a dificuldade puramente física em engolir alimentos líquidos ou sólidos, causada por problemas musculares ou obstrutivos na garganta e esófago.

Sintomas de disfasia são sempre sinais de Alzheimer?

Não. Embora as demências afetem a linguagem a longo prazo, a disfasia de início súbito resulta muito mais frequentemente de lesões agudas como um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou de traumas cranianos localizados.

Que especialista devo procurar para diagnóstico?

Para problemas de fala e linguagem (disfasia), um neurologista é essencial para investigar o cérebro. Para dificuldades ao engolir (disfagia), recomenda-se a avaliação de um otorrinolaringologista ou gastroenterologista, apoiados ativamente por um fonoaudiólogo.

Resumo do artigo

Identificação Imediata Salva Vidas

Intervenções neurológicas aplicadas nas primeiras 48 horas após sintomas súbitos melhoram as perspetivas de recuperação. [5]

Se quiser saber mais, confira qual o termo técnico de disfasia?.
Cuidado com a "Voz Molhada"

Mudanças na voz após beber água são o sinal mais ignorado de disfagia orofaríngea e podem levar a pneumonias graves em pacientes não tratados. [6]

Terapia Intensiva Funciona

A neuroplasticidade do cérebro permite que a reabilitação com fonoaudiólogos recupere as funções de comunicação perdidas na disfasia motora. [7]

Fontes de Referência

  • [5] Cuf - Intervenções neurológicas aplicadas nas primeiras 48 horas após sintomas súbitos melhoram as perspetivas de recuperação.
  • [6] Tuasaude - Mudanças na voz após beber água são o sinal mais ignorado de disfagia orofaríngea e podem levar a pneumonias graves em pacientes não tratados.
  • [7] Cuf - A neuroplasticidade do cérebro permite que a reabilitação com fonoaudiólogos recupere as funções de comunicação perdidas na disfasia motora.