Quais são as doenças que podem ser transmitidas pelo beijo?
Quais doenças podem ser transmitidas pelo beijo?
Sabe, quando a gente começa a beijar, tipo, ali pelos meus 15, 16 anos, na escola de Santa Clara, lá em Coimbra, a gente nem pensa muito nessas coisas de doenças. É só a emoção do momento, sabe. Lembro de um beijo numa festa na Rua da Sofia, era de noite, a música alta. A gente só queria aproveitar.
Mas depois, uhm, não foi daquele beijo específico, mas uma semana depois eu fiquei com uma febre horrível, tipo uns 39 graus. Minha mãe logo disse: "deve ser por andar a beijar por aí".
E essa história de herpes, uh, meu primo, o Rui, ele vivia com aquelas bolhinhas no lábio, tipo na formatura dele em 2018, na Faculdade de Direito. Ele dizia que era stress, mas a gente sempre pensava que era do beijo mesmo, sabe. Herpes simples é uma coisa que ouvia muito.
Ou então, a gripe. Nossa, depois do carnaval de 2020, antes da pandemia, fui a um bloco em Lisboa, na Baixa. Voltei com uma tosse que parecia que ia me desmontar. E o covid que veio logo depois, a gente percebeu que beijar não é a única forma, claro, mas naqueles momentos íntimos, uhm, é um vetor fácil pra gripe, resfriados. E o covid, bom, nem se fala.
E a mononucleose. Ah, essa é a doença do beijo, né. Minha amiga, a Ana, lá de Beja, teve isso no ano dela de intercâmbio na Bélgica, em 2017. Ficou super fraca, gânglios inchados. Ela me contou que foi depois de uma festa universitária, onde "beijou muitos sapos", como ela brincava.
Depois tem umas mais sérias, que me dão um arrepio só de pensar. A meningite. Não sei, não tive experiência direta, mas uma vizinha da minha tia em Vila Real, o filho dela pegou isso na creche, mas a gente sempre ouve que, tipo, pode passar por saliva, sabe.
E a hepatite A. Essa é daquelas coisas que a gente associa mais com comida contaminada, sabe. Mas, uhm, uma vez vi num folheto de um posto de saúde em Évora, em 2019, que por beijo também é possível, especialmente se tiver assim algum contacto mais íntimo, de saliva, não sei. A gente fica a pensar nessas coisas.
Catapora e caxumba. Meu Deus. A gente pega essas coisas quando criança, na maioria das vezes, né. Lembro de ter catapora quando tinha uns 6 anos, e o meu irmão mais novo pegou de mim. Mas sei que tipo, em adultos, se não teve, uhm, pegar pelo beijo, é possível. É uma complicação, né.
E a candidíase, não é só uma coisa de mulheres, uhm, lá embaixo. Na boca, acontece. Lembro que um colega de trabalho, em 2021, em Lisboa, num escritório na Av. da Liberdade, ficou com a língua esbranquiçada e a médica disse que era isso. Pode passar, sim. É meio estranho pensar.
As mais pesadas, tipo sífilis, gonorreia, HPV, uhm, a gente pensa logo em sexo, né. Mas, uhm, boca a boca, com feridas ou lesões, claro que dá pra passar. O herpes labial então, é super comum. Meus pais sempre me alertavam para não partilhar copos ou talheres com quem tivesse feridas na boca.
É muita coisa pra pensar, uhm, às vezes a gente só quer beijar, mas tem que ter um mínimo de cuidado, não é. Não dá pra viver com paranoia, mas um pouquinho de consciência é bom. Principalmente se a pessoa estiver com algum sintoma visível, sei lá. É isso.
Quais são as doenças causadas pelo beijo?
A noite se estende, um véu pesado de silêncio. Nessas horas, a mente vagueia por caminhos inesperados, pensamentos que se enrolam. Sobre conexões, sobre a busca humana por proximidade. E como essa busca, às vezes, carrega mais do que intenção.
O beijo, esse gesto tão antigo e profundo, é uma dança de trocas. Não só de afeto, mas de algo invisível. Doenças. É estranho pensar que algo tão íntimo possa ser também um vetor. Uma verdade um tanto melancólica.
Quando era mais jovem, em 2005 talvez, a gente nem pensava nessas coisas. A despreocupação era enorme. O mundo parecia mais simples, sem essas camadas de risco. Mas a vida ensina, de um jeito ou de outro, a olhar para trás.
A Mononucleose infecciosa, a clássica "doença do beijo". Do vírus Epstein-Barr, pega pela saliva. Febre persistente, aquele cansaço que rouba a energia por semanas. Lembro de um primo, em 2017, ficou exausto por mais de um mês, parecia que não tinha força pra nada. A recuperação é lenta, uma lição de paciência.
As vesículas do Herpes labial, o HSV-1. Aquele formigamento antes da bolha aparecer, um sinal incômodo que logo virará ferida. Está em tanta gente, volta e meia, em momentos de estresse ou baixa imunidade. Uma presença quase constante na vida de muitos, incluindo alguns amigos próximos. Não tem cura, apenas controle.
Gripe e resfriado, os mais comuns, claro. Vírus respiratórios variados. Uma tosse sutil ou um espirro imperceptível e já era. Lembro daquele resfriado terrível que peguei em junho. Nariz entupido por dias, a garganta arranhando. Quem sabe de onde veio? A proximidade é um convite fácil para esses incômodos passageiros.
Meningite bacteriana ou viral. Essa assusta. É a inflamação das membranas que envolvem cérebro e medula. A transmissão pela saliva é real, dependendo do patógeno. Felizmente, não tive contato direto, mas a ideia é inquietante. Um risco que a gente não quer nem pensar, de verdade. É sério.
A Caxumba. Inchaço doloroso nas glândulas salivares. O vírus se espalha pela gotícula, no beijo. Minha avó sempre contava que pegou na infância, em 1955, e que era um sofrimento. Hoje temos a vacina, o que é um alívio. Mas antes, as complicações podiam ser bem duras, um tormento a mais.
Rubéola. Outro vírus que a vacina controlou muito. Mas ainda existe, e a transmissão é respiratória, direta. Perigosa para grávidas, pelo risco de malformações no feto. Minha mãe sempre teve pavor dela, uma preocupação real para ela nos anos 80. É um cuidado que não se pode esquecer. Uma doença que era um fantasma.
O Citomegalovírus (CMV). Muitas vezes silencioso, inofensivo para a maioria, mas para quem tem imunidade baixa, pode ser grave. Pela saliva, como um convidado invisível. Um vírus que se esconde bem, quase um segredo no corpo, só revelando sua presença em condições específicas. É um detalhe.
Candidíase oral, ou sapinho. É um fungo, Candida albicans, que causa placas brancas na boca. Mais comum em bebês, ou em adultos com sistema imune enfraquecido. Aquele gosto estranho, uma sensação diferente na boca. Um desconforto que, embora tratável, é um aviso do corpo.
A Sífilis. Uma infecção bacteriana séria. Se houver lesões ativas na boca, o risco de transmissão pelo beijo é real. Uma doença com uma longa história, cheia de estigma. É um lembrete pesado de que algumas ameaças do passado ainda persistem no presente. É uma ferida, que se abre.
O HPV (Vírus do Papiloma Humano). Algumas cepas podem afetar a boca e a garganta, e o beijo é uma via possível. Um vírus traiçoeiro, muitas vezes sem sintomas por anos, só para aparecer de repente. Um mistério, um risco que se arrasta, muitas vezes sem a gente saber. Outro silêncio no corpo.
Essa lista me faz parar. A gente busca a conexão, o calor humano, a intimidade. Mas há essa outra face, o que se leva e se deixa, além do sentimento. É um pensamento que se aninha na madrugada, quando tudo fica mais claro, e um pouco mais pesado. O beijo, um enigma.
Como se manifesta a doença do beijo?
Cara, a mononucleose, sabe, aquela "doença do beijo", ela aparece de um jeito bem chato mesmo. Geralmente o vírus Epstein-Barr, que é o culpado, entra pela saliva, daí o nome, né. E aí o corpo começa a dar sinais.
Os sintomas mais comuns são:
- Febre alta pra caramba. Parece que o corpo tá pegando fogo.
- Dor de garganta que não passa, e a garganta fica vermelha e inflamada, às vezes com umas placas brancas que doem demais pra engolir.
- Ínguas que aparecem no pescoço. Parecem umas bolinhas inchadas e doloridas.
E o mais chato é que essa parada pode durar um tempão, viu. Uns amigos meus pegaram e ficaram mais de um mês se sentindo mal. É bem complicado porque o cansaço é extremo, você não tem vontade de fazer nada.
E o tratamento, basicamente, é descansar e beber bastante líquido. Não tem um remédio específico pra matar o vírus, o corpo que tem que dar um jeito. Por isso o descanso é fundamental para a recuperação, pra dar um help pro sistema imunológico.
Às vezes, pode dar um inchaço no baço também, o que é mais sério e exige mais cuidado. É bom ficar atento a qualquer coisa diferente.
O que provoca a doença do beijo?
Mononucleose infecciosa é uma infecção viral, também conhecida como doença do beijo, causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB). O vírus está presente na saliva e orofaringe de pessoas infetadas. A transmissão ocorre por contacto próximo, principalmente através de beijos.
Putz, mononucleose! Lembrei da Joana, minha colega da facul, que pegou isso. Um pesadelo. Ela ficava exausta, garganta doendo muito, febre. Pescoço inchado. É doença do beijo, mas não só. E se partilhar um copo? E o vírus fica no corpo pra sempre? Que bronca!
O período de incubação é longo, 4 a 6 semanas. Ou seja, pega e só sente muito depois. Como saber quem passou? O corpo fica cansado meses. A Joana demorou pra melhorar. Será que pega mais de uma vez? Fiquei me perguntando se é igual catapora.
Tem umas complicações meio sinistras. O baço incha, por isso nada de esporte pra não romper. E o fígado também pode ser afetado. Que droga! Pra prevenir? Evitar beijar todo mundo na festa, haha. E não partilhar talheres ou copos. A gente sempre esquece, né?
Como se detecta a mononucleose?
Ah, essa mononucleose... às vezes, a gente sente um cansaço que parece que vem do fundo da alma, né? E aqueles gânglios inchados no pescoço, uma sensação estranha, quase dolorida.
Os sinais mais claros, a gente sente no corpo. É como se algo estivesse ali, incomodando.
E pra ter certeza, o médico pede um exame de sangue. O mais comum é o teste de anticorpos heterófilos, aquele que o pessoal chama de monospot. Ele mostra se o corpo está lutando contra o vírus Epstein-Barr.
Se o resultado vier positivo, pronto, aí a gente sabe. É mais um daqueles desafios que a vida nos joga pra gente lidar.
Quais são as doenças transmissíveis?
O ar ainda carrega o cheiro da chuva que não veio, um perfume úmido que se agarra aos meus pensamentos como as heras nas paredes antigas. Eu caminho, e cada passo é um eco distante num tempo que se esvai. O mundo, às vezes, parece um palco onde sombras dançam, onde a vida pulsa em ritmos que nem sempre compreendemos, mas que sentimos na alma. E nessas danças, certas presenças se manifestam, sutilmente, como o sussurro de uma brisa.
Doenças transmissíveis são aquelas que se propagam de um ser para outro. Uma dança invisível, um contágio que atravessa os espaços e o tempo. A mente viaja para tempos outros, para ruas movimentadas, para o silêncio expectante de hospitais, para o calor das casas onde a vida se renova e, por vezes, onde as fragilidades se revelam.
- Coronavírus (Covid-19), essa sombra recente que pairou sobre nós, deixando marcas indeléveis, lembranças de máscaras e distâncias impostas.
- Rubéola e síndrome da rubéola congênita, um nome que soa como um lamento antigo, um alerta que ecoa através das gerações.
- Poliomielite, um fantasma que assombrou infâncias, uma ameaça que se escondeu nos sulcos da memória coletiva.
E a memória se aprofunda, como um rio que corre para o mar, levando consigo histórias e medos. Lembro-me de contos de pais e avós, de tempos onde a ciência buscava respostas, onde a prevenção era um escudo contra o desconhecido.
- Meningite, um nome que evoca a fragilidade do corpo, a velocidade com que a vida pode ser posta em risco.
- Tétano neonatal, um perigo silencioso que bate à porta das novas vidas, exigindo vigilância constante.
- Difteria, outra palavra que ressoa com um passado de incertezas, um desafio à resiliência humana.
- MDDA, siglas que guardam histórias, que representam desafios a serem superados em nome da saúde.
Estas são algumas das doenças transmissíveis, um lembrete constante da nossa interconexão, da necessidade de cuidado e atenção em cada gesto, em cada respiração compartilhada. Um conhecimento que, como as estrelas, se espalha pelo céu da nossa consciência.
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