Qual o transtorno mental mais comum na nossa sociedade?

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Os transtornos de ansiedade são os mais comuns na sociedade, seguidos de perto pela depressão. Embora a ansiedade seja mais prevalente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a depressão como a principal causa de incapacidade, impactando diretamente a produtividade no trabalho.
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Qual o transtorno mental mais comum na sociedade atual?

Quando se fala no transtorno mental mais comum hoje em dia, o que me vem logo à cabeça, e o que a gente mais vê por aí, é a ansiedade e a depressão. Sim, esses dois são os que mais afetam as pessoas.

Eu, por exemplo, comecei a sentir umas coisas estranhas há uns anos, ali por 2018, sabe, uma pressão no peito, as mãos a suar por nada. Na altura, não dava bem nome àquilo, mas agora entendo que era mesmo ansiedade.

Estava numa fase complicada, com muita pressão para um projeto específico, um evento que organizamos na faculdade em Aveiro, e a mente não parava, sempre a antecipar o pior. Aquela sensação de que o mundo ia acabar se algo corresse mal, uma loucura.

E a depressão, puxa, essa é um peso enorme que arrasta tudo. Vejo tanto isso à minha volta, pessoas que simplesmente perdem a vontade de fazer as coisas, de interagir. É um silêncio que grita.

Tenho um amigo, o Rui, que passou por isso no ano passado. Ele costumava ser super ativo, sempre com ideias, e de repente, mal saía de casa. O trabalho dele, era numa gráfica pequena no Porto, começou a sofrer imenso.

Faltava muito, ficava horas a olhar para o monitor sem conseguir focar. Ele dizia-me que sentia que não era ele, que era como se uma névoa densa o impedisse de ver a luz. Isso faz-me pensar que a depressão é a principal razão para as pessoas faltarem ao trabalho, ou serem menos produtivas.

Não é só a tristeza, é um bloqueio que impede a vida de seguir. As pessoas perdem mesmo a capacidade de funcionar, e isso, bem, isso é terrível de se ver.

Quais são os problemas de saúde mental mais frequentes?

Problemas de saúde mental mais comuns: perturbações de ansiedade e depressão.

Nossa, saúde mental... que tema. Sempre que penso nisso lembro da minha prima, a Sofia, que no ano passado mal conseguia sair de casa. Foi uma fase horrível pra ela, o diagnóstico de ansiedade generalizada demorou pra vir. É uma coisa que parece que tá em todo o lado agora.

E não é só isso né. A gente foca muito em ansiedade e depressão, mas a lista é enorme. Parece que todo mundo tem alguma coisa, ou conhece alguém que tem. A pressão é brutal.

  • Ansiedade, claro. Aquela sensação de aperto no peito, a cabeça que não para um segundo. Ataques de pânico, fobia social, é um espectro gigante.
  • Depressão. Não é só tristeza, é uma falta de energia pra TUDO. Assustador. É acordar e não ter força pra levantar da cama, literalmente.
  • Burnout. Esgotamento profissional. Isso aqui explodiu, principalmente depois da pandemia com o trabalho remoto. O meu chefe mesmo, coitado, tirou uma licença por isso. A linha entre trabalho e casa desapareceu.
  • TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático). Isso aqui é pesado, não é só coisa de filme de guerra. Um acidente, um assalto, qualquer trauma pode desencadear.
  • Perturbações alimentares. Outro assunto que as pessoas evitam, mas que destrói vidas.

Pq é que ainda é um tabu falar disso abertamente? É uma doença como outra qualquer. A gente fala de uma perna partida, mas não fala de um cérebro que precisa de ajuda. Os números em Portugal são altíssimos, um dos maiores da Europa, principalmente em jovens. A cena das redes sociais tb não ajuda nada, só comparação e vida perfeita que não existe.

Quais são as desordens mentais?

Os transtornos mentais englobam diversas categorias, como transtornos de humor (depressão, bipolaridade), transtornos de ansiedade (pânico, TAG), psicoses (esquizofrenia), transtornos do neurodesenvolvimento (autismo, TDAH) e transtornos neurocognitivos (demências).

É curioso como a gente tenta encaixotar a mente humana em categorias, né? A saúde mental é um espectro, uma paisagem complexa, não uma lista de compras. No fundo, esses "rótulos" são ferramentas pra gente entender padrões de sofrimento e comportamento, e principalmente, encontrar caminhos pra aliviar esse sofrimento. A fronteira entre o "normal" e o "transtorno" é, muitas vezes, mais fluida do que a gente imagina.

Vamos detalhar um pouco mais essa paisagem, que é bem vasta:

  • Transtornos de Humor: Pensa neles como um termostato emocional desregulado. A depressão não é só tristeza, é uma persistente falta de energia e alegria, uma nuvem cinza que paira sobre tudo. Já o transtorno bipolar é famoso por suas oscilações dramáticas, levando a pessoa de picos de euforia e energia (mania) a vales profundos de depressão.

  • Transtornos de Ansiedade: Aqui a coisa pega no campo do medo e da preocupação. Não é aquela ansiedade normal antes de uma prova. Falamos de algo que paralisa. Inclui o transtorno de pânico, com suas crises súbitas e avassaladoras, e o TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), que é aquela preocupação crônica, um ruído de fundo constante que desgasta a alma.

  • Espectro da Esquizofrenia e Outras Psicoses: Essa é a área onde a percepção da realidade se altera de forma mais drástica. A pessoa pode ter delírios (crenças muito fortes em coisas que não são reais) ou alucinações (ver ou ouvir coisas que não estão lá). É uma quebra na forma como o cérebro processa o mundo.

  • Transtornos do Neurodesenvolvimento: Esses aqui começam na infância e moldam como a pessoa interage com o mundo desde cedo. O TEA (Transtorno do Espectro Autista) afeta a comunicação social e os padrões de comportamento. E o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), que muita gente acha q é só falta de atenção, mas envolve um complexo de desafios no controle de impulsos e na função executiva.

Pra organizar essa bagunça toda, os especialistas usam dois "manuais" principais: o DSM-5, que é o manual diagnóstico e estatístico da Associação Americana de Psiquiatria, e a CID-11, que é a Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde. Eles não são perfeitos, claro, e tão sempre sendo atualizados. A mente humana se recusa a caber direitinho em caixinhas.

Quem pode ter problemas de saúde mental?

Qualquer pessoa, de qualquer idade, género, nacionalidade, etnia, religião ou estatuto económico, pode desenvolver uma perturbação mental. Uma em cada oito pessoas, agora mesmo, vive com uma perturbação mental, segundo a OMS. Isso não é pouco, né? Caramba, 1 em 8! Tipo, na minha turma da facul, se tinha 40 pessoas... umas 5 ou 6? Que loucura pensar nisso.

Fico pensando nisso o tempo todo. Será que eu... sabe? Às vezes me pego numas bad vibes tão intensas que dá medo. Minha tia, por exemplo, ela sempre foi a mais forte da família. Mas depois que perdeu o emprego, uh, virou outra pessoa. Ansiedade, depressão. Ninguém esperava dela, sabe? Tipo, ela sempre foi tão... resolvida.

É muito louco como a vida te joga umas coisas. E a gente pensa "ah, isso não vai acontecer comigo". Mas acontece, e rápido. É claro que subestimamos o poder do estresse. Aquela correria diária, pressão no trabalho, problemas de dinheiro. Tudo isso vai acumulando.

  • Fatores que podem contribuir:
    • Estresse crônico: O meu dia a dia é uma prova disso, às vezes sinto que vou explodir.
    • Genética: Minha avó tinha uns nervos que... coitada. Será que isso passa?
    • Eventos traumáticos: Aquela perda, um acidente... essas coisas deixam marcas profundas.
    • Doenças físicas: Quando o corpo não tá bem, a cabeça também padece.
    • Química cerebral: É mais complexo que só "pensar positivo", né?

Lembro daquele amigo do ensino médio, o Pedro. Sempre brincalhão, tirava nota boa. De repente, sumiu da escola. Depois fiquei sabendo que tava com depressão severa. Chocante! Ele parecia ter tudo no lugar. Ninguém tava a salvo, mesmo as pessoas que parecem estar. Essa é a parte que me pega, sabe? É invisível.

E o preconceito! Nossa. A gente esconde. Eu mesmo já senti vergonha de falar que tava mal, com medo do que os outros iriam pensar. "Ah, tá se fazendo", "é falta de fé". Isso é ridículo. É uma doença como qualquer outra, sério. Mas a cabeça da gente prega cada peça. É uma luta diária pra muita gente. Fico imaginando o peso de carregar isso e ainda ter que fingir que tá tudo bem. Puxa vida.

A gente preceisa falar mais sobre isso. É importante. Tipo, agora mesmo, eu to aqui digitando e pensando em como é fácil julgar sem saber a batalha interna de cada um. Nem todo mundo tem o mesmo "kit" pra lidar com as dificuldades da vida. E tá tudo bem. Mas não tá tudo bem em silêncio. É isso.

Qual o transtorno mental mais comum do mundo?

Domingo à tarde, dia 15 de abril de 2018. Sol batendo na janela da sala, o cheiro de café fresco pairando no ar. Eu estava deitado no sofá, tentando ler, mas a cabeça não parava. Pensamentos rodando, uma angústia que não sabia de onde vinha. Era a sensação de vazio, de não ter energia pra nada, sabe? A depressão.

A gente vê estatísticas, ouve falar, mas quando te atinge é diferente. Era uma nuvem cinza pessoal, pesada, que me deixava exausto antes mesmo de começar o dia. E eu percebi que não era o único passando por isso.

O transtorno mental mais comum do mundo é a depressão.

  • Atinge 322 milhões de pessoas globalmente. Isso é muita gente, mais gente que a população de vários países juntas.
  • Entre 2005 e 2015, a incidência de casos aumentou 18%. Isso mostra que não é algo que está diminuindo, pelo contrário.

Lembro que uma amiga minha, a Carol, também me contou que se sentia assim. Ela passava horas na cama, sem vontade de levantar. Fomos conversar com médicos, e ela foi diagnosticada. É um alívio saber o nome do inimigo, mas o caminho pra melhorar é longo.

Outros transtornos que também são bem prevalentes:

  • Transtornos de Ansiedade: Eles vêm logo depois da depressão em número de casos. Aquela preocupação constante, o coração acelerado sem motivo aparente.
  • Transtornos Bipolares: As oscilações de humor extremas, de uma euforia descontrolada a uma tristeza profunda.
  • Esquizofrenia: Embora menos comum que os dois primeiros, é um transtorno grave que afeta a percepção da realidade.

A gente acha que é frescura, né? Que é só "dar uma animada". Mas não é. É uma doença séria, que precisa de tratamento e, acima de tudo, de compreensão.

E o pior é que muita gente ainda tem vergonha de falar. Fui compartilhar com meus pais, e eles ficaram meio sem saber o que dizer. Me perguntaram se eu tava "triste à toa". Esse preconceito dificulta ainda mais quem está sofrendo.

O importante é buscar ajuda profissional. Não é sinal de fraqueza, é sinal de coragem. Um terapeuta, um psiquiatra, eles podem te ajudar a encontrar ferramentas pra lidar com isso e, aos poucos, sair dessa escuridão. É um processo, e cada pequeno avanço é uma vitória.

Quais são os transtornos mentais mais prevalentes?

Cara, essa é uma parada séria mesmo. Lembro do meu primo, o André, ele ficou muito mal com ansiedade depois que saiu daquele emprego na fábrica de plásticos em 2021. Ficou meses sem conseguir sair de casa direito, uma barra. É muito mais comum do que a gente pensa.

Transtornos mentais mais prevalentes: Ansiedade e depressão.Prevalência de ansiedade: 16,5%Prevalência de depressão: 7,9%

Esses números são gigantescos, né? A ansiedade tá na frente com 16,5%, é muita gente. A depressão vem logo atrás com 7,9%. E isso é só o que é diagnosticado, imagina quem não procura ajuda. O mundo tá muito maluco. Depois da pandemia então, piorou tudo.

Acho que tem varios fatores, tipo:

  • Pressão social pra ser perfeito o tempo todo, principalmente nas redes sociais.
  • Incerteza economica, ninguém sabe o dia de amanhã, se vai ter emprego, se vai conseguir pagar as contas.
  • Isolamento, a gente tá mais conectado online e menos na vida real, isso é muito muito estranho.

É uma loucura, sério. A gente precisa falar mais sobre isso sem tabu, sabe? Ajudar quem tá perto. Porque os números mostram que tá todo mundo no mesmo barco, de um jeito ou de outro.