Qual o transtorno mental que faz a pessoa mentir?

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A mitomania, também conhecida como mentira patológica ou pseudologia fantástica, é o transtorno mental associado à compulsão por mentir. Indivíduos com mitomania inventam histórias elaboradas, misturando realidade e fantasia, e têm dificuldade em controlar esse comportamento.
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Qual transtorno mental está ligado à mentira?

Sabe, li num artigo científico, sei lá, uns dois anos atrás, sobre a mitomania. Ficou na minha cabeça, aquele negócio de mentira patológica. Me lembrou do meu primo, o Ricardo, que inventava histórias inacreditáveis sobre viagens espaciais e encontros com alienígenas. Ele sempre foi assim, desde criança. Nunca entendi direito, mas é algo que o aflige bastante, pelo menos percebo isso pelas reações das pessoas ao redor. É triste, na verdade.

Acho que a mitomania, ou como queiram chamar, tem a ver com uma necessidade profunda de atenção, uma forma de preencher uma lacuna interna. Não sou psicólogo, claro. Só estou falando da minha experiência com o Ricardo, e de leituras soltas que fiz. Ele chegou a dizer que conheceu o Elon Musk pessoalmente, num evento em São Paulo em 2019, coisa que obviamente era mentira, mas… ele acreditava no que dizia, ou parecia acreditar.

Enfim, é um transtorno complicado. Dá trabalho pra quem convive. Não é fácil lidar com alguém que mente compulsivamente, principalmente quando as mentiras são tão absurdas. Acho que ele precisa de ajuda, mas… lidar com isso é outra história. É complicado mesmo.

O que é o mentiroso compulsivo?

O mitômano? Ah, essa criatura fascinante! É como um mágico amador, que inventa histórias tão brilhantes que até ele mesmo acredita nelas por um tempo. A diferença é que o mágico quer entreter, o mitômano... bem, ele precisa mentir. É uma necessidade visceral, um tique nervoso da alma.

A mentira não é malícia, é doença. É como um vício, só que em vez de crack, é fabulação. Ele tece narrativas tão elaboradas que até eu, com meu talento nato para inventar desculpas esfarrapadas (perdi o celular de novo, gente!), fico impressionada.

  • Interferência na vida: Amigos? Família? Trabalho? Tudo vira palco para a sua grande ópera de mentiras.
  • Falta de julgamento: A racionalidade? Sai de cena. A mentira se torna o protagonista, sem fazer audição nem nada. Direto para o papel principal.
  • Impossível de controlar: Tenta controlar? Que nada! É como tentar segurar um elefante com uma peneira. Já vi gente tentando, não termina bem.

Já vi casos incríveis. Um amigo meu (não vou citar nomes, afinal, ele é um excelente contador de histórias, mesmo as inventadas) me contou uma vez que tinha sido sequestrado por alienígenas e que eles o usavam como cobaia para experimentos de culinária intergaláctica. Ele jurava que provou um sorvete de Plutônio, delicioso, por sinal. Acho que, nesse caso, a mentira é uma forma de fuga da realidade, uma forma muito criativa, diga-se de passagem. Talvez até uma obra de arte psicótica.

A necessidade de mentir, mesmo quando a verdade seria mais simples, é o grande sintoma. E isso, meus amigos, é bem mais complexo que uma simples mania de mentir. É uma patologia que necessita de tratamento profissional. Pensem nisso. Enquanto isso, vou ali inventar uma desculpa para não ter feito a minha própria terapia esta semana.

Como desmascarar um mentiroso compulsivo?

A tarde caía em tons de cinza sobre a janela do meu quarto, assim como a incerteza que me tomava ao pensar nele. Um rio de lembranças turvas, cheias de silêncios ensurdecedores e promessas quebradas, inundava minha mente. Como desmascarar um mentiroso compulsivo? A pergunta ecoava, crua, dolorida, como um grito perdido na névoa. Era preciso decifrar o enigma, o labirinto construído com palavras vazias e sorrisos falsos.

Lembro daquela vez, no café da manhã, o açúcar no meu chá sendo o pretexto perfeito para mais uma história inverossímil, uma mentira contada com a facilidade de quem respira. Ele falava, a voz levemente alterada, quase um sussurro, os olhos desviando-se para qualquer ponto da sala, menos para os meus. Os movimentos das mãos, nervosos, frenéticos, denunciavam a verdade. O corpo falava mais alto que as palavras.

Aquele olhar... Ah, aquele olhar evasivo, que me fitava de relance. Como se ele próprio não acreditasse no que dizia. Quase como se estivesse hipnotizado pela própria mentira. Um vazio se abria em meu peito, um vazio tão profundo quanto a mentira que ele teceu. A inconsistência da narrativa, em cada detalhe sutil. Um leve tremor na voz quando ele tropeçava nos próprios enganos.

E o contato visual? A fuga constante do meu olhar, uma dança macabra que ele insistia em realizar. Eu sabia. Eu sentia a mentira se acumulando, em camadas densas e pegajosas. Aquele peso, insuportável. Era como tentar segurar um punhado de areia na mão: quanto mais eu apertava, mais escapava.

Lista de sinais a observar:

  • Expressões faciais contraditórias
  • Agitação física excessiva
  • Mudanças abruptas no tom de voz
  • Evasão do contato visual
  • Inconsistências na narrativa

Lembro que, naquele dia, chovia. Uma chuva fria e implacável, tão fria quanto a verdade que eu hesitava em encarar. A chuva refletia a tempestade que eu sentia dentro de mim. A névoa persistente em meu pensamento continua hoje.

Como identificar um mitômano?

Lembro de uma vez, no verão de 2023, em um churrasco na casa da minha tia em São Paulo. Um cara, o Ricardo, começou a contar histórias incríveis. Primeiro, foi sobre um encontro com um leão em uma viagem à África – ele descreveu a juba do bicho, o cheiro, o medo… tudo com riqueza de detalhes. Depois, pulou para um encontro casual com o Robert Downey Jr. num bar em Los Angeles, dizendo que tomaram cerveja juntos e riram de piadas internas. Aí veio a história de ter sido consultor da NASA, ajudando a projetar um foguete. Parecia tão real, tão emocionante! Mas… algo me incomodava. Acho que foi o jeito como ele se empolgava demais, e como a história do leão parecia… muito hollywodiana. Detalhes demais, sabe? Muito perfeitos.

Na semana seguinte, ouvi a mesma história do encontro com o Robert Downey Jr., mas com algumas variações. Ele agora estava com o ator num evento beneficente, e não num bar. E o foguetes? Agora era uma sonda espacial. A inconsistência me deixou com uma pulga atrás da orelha. Eu não o conhecia bem, então não tinha como comparar com o comportamento usual dele. Mas aquela necessidade de impressionar, de inventar essas coisas, me pareceu estranha, mesmo sabendo que exageros em histórias são comuns. Fiquei pensando se ele estava realmente inventando tudo aquilo, ou se talvez tinha problemas de memória, ou alguma coisa do tipo.

Ele não demonstrava culpa ou constrangimento ao mentir. Na verdade, parecia até orgulhoso de suas "aventuras". Me senti meio desconfortável, até um pouco enganada. Naquele momento percebi que a mentira compulsiva, junto à falta de coerência nas narrativas e a ausência de remorso, eram sinais claros de um possível caso de mitomania. Aquele dia me ensinou a prestar mais atenção aos detalhes das histórias, e na consistência das informações. É difícil identificar com certeza, claro, mas essas coisas me deram um alerta. O Ricardo, bem... perdi o contato depois.