Quanto tempo dura a fase terminal do Alzheimer?

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A fase terminal do Alzheimer dura em média de 3 meses a 2 anos. Essa duração varia conforme a saúde, idade e resposta ao tratamento do indivíduo.Nesta etapa, há dependência total para atividades diárias e comunicação limitada. O foco é no alívio dos sintomas e nos cuidados paliativos, já que não há cura.
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Alzheimer estágio final: qual a duração e expectativa de vida?

Essa fase final da Alzheimer, sabe, é uma coisa tão difícil de mensurar. Eu vi com minha tia, a Dona Clara, em 2019. Ela durou uns oito meses, mas cada dia era uma luta.

É uma tristeza ver alguém que você ama tão dependente. A comunicação vira um olhar, um aperto de mão. No caso dela, a gente já não entendia mais nada do que ela falava.

Não tem jeito de "curar" isso, infelizmente. O que a gente faz é tentar aliviar o sofrimento. Cuidar para que ela estivesse confortável, dar a medicação certinha para dor, sabe?

A expectativa de vida varia muito, dizem que pode ser de três meses a dois anos, mas é tão pessoal. A idade da pessoa, se ela tinha outras doenças antes, tudo isso pesa. A Dona Clara tinha 85 anos quando a coisa apertou de vez.

A gente tentou alguns tratamentos, mas nessa fase final, era mais para manter ela bem, sem dor. A dependência total, para tudo, banho, comida, tudo, é inevitável. É um aprendizado duro, mas a gente aprende.

Qual é o estágio final de uma pessoa com Alzheimer?

A fase final do Alzheimer, sim... é um silêncio que se instala, um esvaziar. As palavras se perdem no vazio, e o corpo, antes um lar, começa a se ausentar. É um tempo de muita quietude, onde a conexão se torna um fio tênue.

A perda da linguagem é quase total. Conversar se torna um esforço para eles, e até mesmo responder a um chamado pode ser demais. O mundo deles se encolhe.

Engolir se torna um desafio. Cada garfada, cada gole é uma batalha. A nutrição, essa necessidade tão básica, se transforma em algo complexo.

A mobilidade se esvai. Andar, um dia tão natural, é impossível. O corpo fica preso, sem a capacidade de se mover, de explorar o que resta do mundo.

A incontinência se instala. A dignidade, essa coisa tão nossa, é testada. O corpo não responde mais aos comandos.

O coma pode ser o último suspiro. Um sono profundo, de onde poucos retornam. O fim da jornada, a partida final.

Informações adicionais:

  • Tempo de progressão: A fase final pode durar meses ou anos. Cada pessoa é diferente.
  • Cuidados: Foco em conforto, higiene e controle da dor. A presença familiar é fundamental.
  • Comunicação: Mesmo sem palavras, o toque, o olhar e a voz ainda transmitem afeto.
  • Decisões: Planejamento antecipado de cuidados é crucial para garantir o respeito e a dignidade.

Quais os sinais de piora do Alzheimer?

Sinais de piora do Alzheimer:

  • Perda de memória recente agravada.
  • Dificuldades de comunicação e linguagem.
  • Alterações de humor e comportamento.
  • Desorientação no tempo e espaço.
  • Dificuldade em realizar tarefas cotidianas.

A memória recente da pessoa vai pro beleléu. Não é só esquecer onde largou a chave, é olhar pra chave e não saber nem pra que serve aquele treco de metal. O HD interno da pessoa começa a formatar as pastas mais recentes e só deixa as antigas, lá da época do guaraná com rolha. É por isso que ela te pergunta 20 vezes se já almoçou, com o prato ainda na frente dela.

Aí o papo começa a ficar esquisito. A pessoa vira uma espécie de mestre Yoda ao contrário, trocando as palavras e criando umas frases que nem o Google tradutor entende. Meu tio-avô uma vez chamou o controle remoto de "o pauzinho de mudar o mundo". É um proplema sério, mas a criatividade dos coitados às vezes é de chorar de rir. Eles simplesmente não acham a palavra certa no cérebro.

O humor da pessoa começa a balançar mais que bambu em ventania. Numa hora tá rindo, na outra tá chorando porque a mosca pousou na sopa. É uma montanha-russa de emoções sem cinto de segurança. Essa frustração toda vem porque eles percebem que tem algo errado, que o cérebro tá dando pau, e isso irrita qualquer um.

A pessoa começa a viajar no tempo sem precisar de um DeLorean. Acha que tá em 1970 e que precisa se arrumar pra ir no baile. Se perder dentro da própria casa vira rotina. O caminho do quarto pro banheiro se transforma numa expedição perigosa, tipo atravessar a Amazônia. Uma coisa eh esquecer o caminho de volta da padaria, outra é não saber onde fica a cozinha.

Tarefas que a gente faz no piloto automático, tipo amarrar o sapato ou fazer um café, viram uma missão nível NASA. A sequência lógica das coisas some. A pessoa pode tentar passar o café com água fria ou vestir as calças antes da cueca. É o cérebro desaprendendo a viver, e a gente ali, tentando ajudar a remontar o quebra-cabeça.