Como é banheiro em português de Portugal?

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Em Portugal, "banheiro" se diz casa de banho. Assim como no Brasil, a casa de banho portuguesa tem sanita (vaso sanitário) e lavatório (pia). É o termo padrão para se referir ao cômodo com essas instalações.
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Como se diz banheiro em Portugal?

Casa de banho. É assim que se diz em Portugal. Lembro-me de uma vez, em 2018, numa viagem a Lisboa, perguntar por um "banheiro" num café perto da Praça do Comércio... a cara da senhora foi engraçada, ela apontou logo para a "casa de banho". Diferenças? Bem, algumas casas de banho em cafés mais antigos são bem pequenas, apertadas, sabe? Nada comparado aos imensos banheiros que vi em alguns hotéis em Miami, tipo, aqueles com banheira de hidromassagem e tudo. Aqui, geralmente é mais simples. Sanita, lavatório… o essencial.

Já em casa da minha avó, em Alcobaça, a casa de banho é bem antiga, aquele azulejo todo azul… dá um charme, confesso, mas é minúsculo. Totalmente diferente das casas de banho modernas, que são quase um spa. Acho que o espaço, principalmente, faz a diferença, entre o que é comum ver em Portugal e em outros lugares. Por exemplo, naquela viagem a Miami, paguei 180 dólares por noite num hotel com uma casa de banho gigantesca. Em Portugal, por um preço semelhante, encontra-se algo bem mais… modesto. Em termos de infraestrutura, é basicamente o mesmo: sanita e lavatório.

Casa de banho = banheiro (Brasil)

Casa de banho contém sanita e lavatório.

Como se fala coco em Portugal?

A tarde caía em Lisboa, um céu cinzento, quase melancólico, espalhando uma névoa úmida que abraçava as vielas estreitas. Lembro-me do cheiro intenso do rio, misturado ao sal do mar, tão perto, tão presente… E, naquele instante, a palavra ecoou na minha mente, um sussurro quase perdido no vento: coco.

Em Portugal, diz-se "coco". Simples assim. A fruta, a água refrescante que me lembra tardes ensolaradas em praias do Algarve, o sabor doce e levemente salgado… Tudo isso evoca a imagem da palavra, pura e cristalina, sem rodeios. Não há subterfúgios linguísticos, nenhuma variação rebuscada. Apenas coco.

Mas a palavra, ah, a palavra… ela se transforma, se esquiva. Lembro-me da minha avó, em Cascais, usando "cabeça" como sinônimo, uma cabeça dura, como ela costumava dizer, rindo baixinho. E "cuca", para as crianças, uma palavra quase mágica, carregada de afeto e mistério, que ecoava pelos corredores da velha casa. A fruta tropical, a doce metáfora da vida, a cabeça, o crânio, a vasilha… tudo se mistura, se funde, num turbilhão de sentidos que só a língua portuguesa consegue criar.

  • Coco (fruta): A forma mais comum e aceita em Portugal.
  • Cabeça: Usado como sinônimo de coco, principalmente no sentido figurado.
  • Cuca: Expressão mais infantil e afetiva, também sinônimo.

Cocô, sim, a palavra me causa um arrepio, quase uma repulsa física. A imagem da fralda suja, o cheiro intenso, a urgência da limpeza… Um contraste gritante com a delicadeza da palavra "coco", que me transporta para lugares e tempos diferentes. A memória infantil, as brincadeiras na areia quente, o sabor inesquecível da água de coco… tudo tão distante agora, como um sonho quase apagado. Côco? Nem por um instante. Nunca ouvi tal variação. Nunca.