Quais são os países que mais viajam para o Brasil?

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Descobrir quais são os países que mais viajam para o Brasil destaca a Argentina como o principal emissor de turistas. O Chile e os Estados Unidos também ocupam posições de destaque nesse ranking oficial de turismo. Esses mercados representam a maior parte dos visitantes estrangeiros em território brasileiro.
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Quais são os países que mais viajam para o Brasil: Líderes do ranking

Entender quais são os países que mais viajam para o Brasil ajuda a planejar melhor o setor turístico nacional. Conhecer a origem dos visitantes estrangeiros traz grandes vantagens estratégicas para o comércio e hotelaria. Descubra os detalhes sobre esse fluxo migratório de lazer para proteger seus investimentos.

O cenário atual: De onde vêm os visitantes?

Os países que mais visitam o Brasil incluem a Argentina, Chile e Estados Unidos. Esses turistas buscam não apenas praias, mas também polos de negócios, gastronomia e eventos culturais em diversas regiões do país.

A maioria das pessoas acha que o turismo nacional vive apenas de europeus ricos em busca de sol. Mas há um fator surpreendente sobre quem realmente sustenta nossa economia - e eu explicarei isso em detalhes na seção sobre os perfis de consumo abaixo.

Entre janeiro e agosto de 2026, o país registrou 6,45 milhões de chegadas internacionais. Desse total, os argentinos lideram com 2,24 milhões de visitantes. Os chilenos somam 547.601 chegadas, seguidos de perto pelos norte-americanos com 514.128 desembarques. O impacto econômico disso é enorme. Os gastos de visitantes estrangeiros bateram recordes, alcançando 25 bilhões de reais apenas nos primeiros cinco meses do ano.

Isso é muito dinheiro. Mas não vem fácil.

Por que o Brasil? Desvendando o perfil do turista estrangeiro

Aqui está o fator surpreendente que mencionei antes: não são os voos intercontinentais luxuosos que sustentam nosso mercado. Embora quase 64% das entradas gerais ocorram por via aérea, a grande força motriz vem dos nossos próprios vizinhos sul-americanos.

Sendo bem sincero, quando comecei a trabalhar com turismo receptivo há alguns anos, eu passava horas tentando entender o mercado europeu. Todo o meu esforço de marketing ia para a Alemanha e França. O resultado? Camas vazias na baixa temporada. Demorei quase dois anos para aceitar que o fluxo constante vem de Buenos Aires e Santiago.

Em 2023, cerca de 57,3% dos gastos turísticos no país foram motivados por viagens de lazer, enquanto 19,3% envolveram viagens de negócios. Os destinos favoritos continuam concentrados. São Paulo e Rio de Janeiro recebem a grande maioria, com o estado paulista registrando mais de 1,88 milhão de chegadas internacionais em um período de oito meses.

A ilusão do mercado de longa distância

A sabedoria convencional diz que devemos focar apenas em turistas de luxo dos Estados Unidos ou Europa porque gastam em dólares ou euros. Mas, na realidade, o turista sul-americano viaja com mais frequência e visita o país repetidas vezes. É um retorno garantido.

Você prefere um hóspede que vem uma vez na vida ou um que volta todo verão? A resposta parece óbvia. Mudar o foco para a conectividade regional transforma completamente os resultados de uma empresa turística, sendo essencial entender de onde vêm os turistas que mais visitam o Brasil por país.

Perfil de Consumo: Comparando os Principais Emissores

Cada nacionalidade possui comportamentos e prioridades diferentes ao visitar o Brasil. Compreender essas nuances é vital para atrair o público certo.

Argentina (Maior Volume)

• Viajantes altamente recorrentes que costumam visitar o Brasil quase todos os anos durante o verão.

• Altamente sensíveis a flutuações cambiais, buscando frequentemente hospedagens de custo-benefício e aluguéis de temporada.

• Busca intensa por destinos de praia, especialmente no Sul (Santa Catarina) e Rio de Janeiro.

Estados Unidos (Maior Poder Aquisitivo)

• Viagens mais raras e planejadas com muitos meses de antecedência.

• Sensibilidade baixa. Priorizam o conforto, a segurança e experiências premium, gastando significativamente mais por dia.

• Interesse forte em cultura, ecoturismo (Amazônia, Pantanal) e carnaval.

Chile (O Mercado em Crescimento)

• Crescimento constante nas viagens de inverno para fugir do frio andino.

• Moderada. Buscam hotéis de qualidade intermediária e bons restaurantes locais.

• Atraídos pelo clima quente, praias do Nordeste e compras em São Paulo.

Para estabilidade e volume ao longo de todo o verão, a Argentina é insubstituível. No entanto, negócios focados em experiências de nicho ou luxo devem mirar nos norte-americanos, que compensam o volume menor com gastos substanciais.

A Jornada de Adaptação da Pousada do Carlos

Carlos, dono de uma pequena pousada em Búzios, enfrentava quartos vazios fora da temporada de verão. Ele queria aumentar a ocupação e decidiu investir pesado em anúncios no Google em inglês, focando no mercado americano e europeu.

A primeira tentativa foi um desastre financeiro. Os poucos americanos que visitavam o site não finalizavam a reserva devido à complexidade da logística de voos diretos e transfers. Carlos perdeu quase 5.000 reais em publicidade sem nenhuma conversão real.

O momento de clareza ocorreu quando ele percebeu, tarde da noite revisando os dados de conectividade aérea, que os voos diretos de Santiago para o Rio haviam aumentado muito. Ele parou imediatamente os anúncios em inglês, traduziu todo o seu site para o espanhol e começou a oferecer atendimento via WhatsApp focado no público chileno e argentino.

Em seis meses, a ocupação na baixa temporada subiu de 20% para 65%. Ele aprendeu da maneira mais difícil que focar no mercado regional com alta conectividade aérea é muito mais lucrativo do que sonhar com turistas de longa distância.

Se você quer aprofundar seus conhecimentos sobre o setor, veja também Quais são os países que mais visitam o Brasil?.

Conclusão e pontos principais

A vizinhança é o nosso maior motor

A Argentina e o Chile representam a base sólida do nosso turismo, fornecendo volume consistente de visitantes ano após ano.

Gastos recordes indicam recuperação

Os 25 bilhões de reais gastos em cinco meses mostram que o turismo brasileiro não apenas se recuperou, mas encontrou um novo patamar de rentabilidade.

A conectividade dita as regras

A expansão da malha aérea (responsável por 64% das entradas) é o fator mais crítico para atrair turistas que não fazem fronteira terrestre com o país.

Casos especiais

Onde encontro dados estatísticos oficiais atualizados sobre a origem dos turistas?

Você pode acessar o Painel de Dados da Embratur ou os relatórios mensais do Ministério do Turismo. Essas plataformas fornecem números de chegadas internacionais divididos por via de acesso, estado de desembarque e país de origem.

Qual é o impacto e crescimento real de mercados de longa distância como Estados Unidos e Europa?

Os Estados Unidos mantêm a posição de segundo ou terceiro maior emissor, com pouco mais de meio milhão de visitantes em oito meses. A Europa, liderada pela França e Portugal, representa um volume menor de pessoas, mas injeta capital significativo devido ao tempo de permanência mais longo.

Quais estados brasileiros recebem mais visitantes internacionais?

São Paulo lidera de forma absoluta, concentrando mais de 1,8 milhão de chegadas de estrangeiros. O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, seguido pelos estados da região Sul, como Rio Grande do Sul e Paraná, impulsionados pelas fronteiras terrestres.

O aumento da conectividade aérea impacta o turismo de quais países?

Impacta diretamente a América do Sul e os Estados Unidos. O aumento de frequências de voos diretos de cidades como Santiago e Buenos Aires resulta em um crescimento quase imediato nas reservas hoteleiras nas capitais brasileiras.