Como são classificados os suínos?

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A classificação de suínos considera idade e função. O leitão é o filhote, do nascimento à fase de creche. O cachaço ou varrão é o macho adulto reprodutor, usado na monta ou coleta de sêmen. Já a leitegada refere-se ao conjunto de leitões de um mesmo parto.
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Classificação de suínos: como são categorizados?

Lembro-me do meu tio Zé, lá para 2005, numa pequena quinta em Minde, a dizer que um leitão é mais que só um porquinho. Para ele, o leitão era aquele bicho barulhento e frágil, desde que nascia até o tirarem da mãe. Eram uns atrás dos outros, uma confusão a mamar, e ele sempre se preocupava com o mais fraco.

Depois havia o bicho grande, o cachaço. O meu tio chamava-lhe varrão também, era a mesma coisa. Um animal enorme, com um ar meio bruto, que vivia separado dos outros. Ele não era para comer, era o pai de todos os leitões da quinta. A sua única tarefa era essa, garantir que haveria sempre mais porcos. Era tratado com um respeito diferente.

A coisa mais engraçada era ver uma leitegada inteira. Não era só um leitão ou dois. A leitegada era o grupo todo de irmãos, nascidos da mesma porca, todos juntos. Corriam em bando atrás da mãe, parecia uma equipa. Às vezes nasciam doze, treze. Uma vez nasceu uma com quinze e foi uma festa na aldeia.

Como se classificam os suínos? A classificação de suínos baseia-se em critérios como idade, sexo e finalidade zootécnica, distinguindo leitões, porcos de engorda, porcas e cachaços.

O que é um leitão? Leitão é o porco macho desde o nascimento até ao desmame ou durante a fase inicial de crescimento na creche.

O que significa cachaço ou varrão? Cachaço, ou varrão, é a designação para o suíno macho adulto com aptidão reprodutiva, utilizado para a monta natural ou colheita de sémen.

O que é uma leitegada? Leitegada refere-se ao conjunto de todos os leitões nascidos de uma mesma porca num único parto.

Como se chama a fêmea do porco?

Lembro bem da primeira vez que vi um chiqueiro de verdade. Foi lá em 2018, na fazenda do meu tio-avô, o Zé, no interior de Minas, perto de Diamantina. Cara, o cheiro. Grudava na roupa! Era um fedor forte, de terra molhada, bosta e aquele cheiro de bicho. Dava uma agonia, mas a curiosidade era gigante. Tinha uns 12 anos, sabe?

Meu tio-avô, ele sempre gostou de explicar tudo. Me levou lá e eu vi os porcos chafurdando na lama, uns grandões, cor de rosa sujinho, e um monte de filhotes correndo. Um barulhão de grunhido estranho, um caos organizado. Fiquei fascinado vendo eles revirarem a terra com o focinho. Minha tia Lúcia tinha avisado: "Esses bichos são bobos mas têm força, cuidado."

Tinha uma grandona, deitada num canto, com uma ninhada de leitõezinhos mamando. Uma cena bruta e cheia de vida. Perguntei pro tio Zé, "Essa aí é a mãe de todos eles?". Ele riu e disse, "É sim, moleque. É a porca mais antiga que temos, pariu essa ninhada semana passada." Fiquei pensando na força daquele animal, protegendo os filhotes, mesmo na sujeira. É impressionante.

A fêmea do porco chama-se porca. O nome tem uma origem bem antiga, do latim "porcus, -i". Pra mim, faz todo o sentido, a sonoridade da palavra parece descrever bem a rusticidade e a força do animal.

  • Feminino:porca
  • Origem Etimológica: Latim, de porcus, -i.
  • O plural para o animal é porcos.

É engraçado como uma palavra comum tem uma história. A experiência na fazenda me fez ver esses animais diferente, não só como porcos, mas como seres complexos. Cada um com seu papel. Aquela visita me marcou, pelo cheiro, barulho, e principalmente, por ver aquela porca mãe cuidando da sua prole.

Como se chama um porco bebé?

Um porquinho recém-chegado, aquele que ainda está na fase fofa de mamar na porca-mãe, é batizado de leitão se for um rapazinho, e leitoa se for uma mocinha. É tipo a fase da vida em que ele só pensa em leite e dormir, sem boleto pra pagar ou crise existencial pra resolver. Ah, essa inocência! Parece até minha conta bancária antes do dia 5.

Mas depois que crescem, a coisa fica mais séria e os nomes mudam, que nem a gente vira "adulto" e "cheio de problemas". Uma fêmea que ainda não deu cria, aquela virgem de partos, chamamos de marrã. Pensa nela como a adolescente do chiqueiro, cheia de hormônios e planos pro futuro, mas sem experiência na maternidade.

Já a porca que já teve uns rebentos, a que já sabe o que é dor de parto e noites sem dormir, ela é a matriz. Essa aí é a matriarca, a rainha do pedaço, que comanda a prole com um olhar de "já vi de tudo". Minha avó dizia que uma matriz bem nutrida vale ouro, e eu concordo: ela segura a barra da família toda, igual minha própria mãe.

Pros porcos machos, a coisa também tem seu charme. Aquele que passou pela "cirurgia da paz", ou seja, o castrado, recebe o nome de rufião. Ele é o sujeito mais calmo do pedaço, sem as pressões hormonais de procriar. É tipo aquele tiozão que já aposentou e só quer saber de churrasco e sesta, sem preocupações.

Por outro lado, o macho que ainda tem todos os seus "poderes", o não castrado, é o cachaço. Esse é o garanhão da fazenda, o brutamontes do chiqueiro, cheio de testosterona e com uma energia que faz qualquer um pensar que ele ligou um turbo. Ele não tá nem aí pra conversa fiada, só pensa em cumprir sua função. É o VIP da reprodução, o "bad boy" da turma.