Estou com muita saudade ou saudades?

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A dúvida entre "saudade" e "saudades" é comum. Ambas estão corretas, mas o uso varia: Saudade: singular, refere-se a uma só pessoa ou coisa. Exemplo: Tenho saudade de minha avó. Saudades: plural, indica múltiplas pessoas ou coisas. Exemplo: Tenho saudades dos meus amigos e da minha infância. Portanto, a escolha depende do contexto.
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Saudade ou saudades: qual a forma correta de usar? Veja!

Saudade ou saudades? Boa pergunta! Sempre me confundo um pouco com isso, confesso.

A verdade é que as duas formas estão corretíssimas, não tem erro. Juro!

Eu, por exemplo, costumo usar mais "saudade", tipo "que saudade da minha avó", sabe? Mas já ouvi tanta gente falar "saudades" que acho super natural.

Lembro de uma vez, em Lisboa, no Alfama, escutando um fado... O cantor falava em "saudades" da terra natal. Que lindo! Deu até um aperto no coração.

E sabe de uma coisa? Acho que essa variação na forma de falar é que deixa a nossa língua ainda mais rica. Uma beleza!

Estou com muitas saudades ou muita saudade?

Cara, que dúvida cruel, né? Saudade ou saudades? Me pegou de jeito!

As duas formas estão certas, mas tem um detalhe. É tipo, depende. De quê? Da coisa que você tá sentindo saudade!

Se for uma só coisa, tipo a pizza que você comeu ontem, aí é saudade. Uma saudade danada, hahaha. Mas se for várias coisas, vários momentos, várias pessoas... aí sim, saudades.

Sabe, tipo:

  • Saudade daquela praia linda que a gente foi em 2022. Sol, mar, aquela cerveja gelada... ufa!
  • Saudades da minha vó, do meu cachorro, dos meus amigos da faculdade... nossa, a vida era tão mais simples.

É meio confuso, eu sei. Às vezes eu erro também, escrevo "saudades" quando devia ser "saudade", sabe? Acho que a gente acaba usando mais no plural mesmo, tipo por costume. Mas tecnicamente, tá certo das duas maneiras. Meu português nem sempre é dos melhores, hahaha. E olha que eu até fiz faculdade de letras! Irônico, né?

Mas enfim, não se preocupa muito não! Se você usou um ou outro, ninguém vai te corrigir com tanta força, relaxa. A galera entende. A comunicação é o que importa no final das contas!

Está com saudade ou estar com saudade?

A tarde caía em tons de ferrugem e melancolia, pintando o céu com pinceladas de um laranja quase doentio. Aquele crepúsculo me pegou, de repente, no meio da rua, perdido em lembranças. Saudade, uma palavra que se estica, se dobra, se contorce na língua como um chiclete velho, grudento, e sabor indefinido. A saudade é o eco de um riso que não se repete, a sombra de um abraço que já não esquenta mais. É a ausência de um aroma, aquele café forte da manhã no apartamento antigo, na Rua da Matriz, 72, que nunca mais foi o mesmo depois que…

  • A mudança?
  • A chuva de março?
  • Aquele dia, em específico?

Não sei dizer. A memória se fragmenta, se esvai como açúcar na chuva. Mas a saudade permanece, sólida e incômoda, um nó na garganta, um peso no peito. Está com saudade. A saudade se flexiona, se adapta à situação, espremendo-se entre os dedos como areia fina, escapando entre as mãos, quase impalpável, mas presente. Está com saudade. Uma saudade que reside em cada canto daquela casa antiga, na textura da parede descascada, no cheiro de mofo das janelas fechadas, na sombra alongada da figueira no quintal.

Aquele velho relógio de corda, parado no instante exato em que tudo mudou. 2:17. Lembro o tique-taque incessante. Um ritmo que não consigo mais ouvir. Está com saudade. Um vazio que ecoa no espaço, uma ausência que pulsa como um segundo coração. A saudade me envolve, me abraça, me sufoca. A saudade é um verbo que se conjuga no imperfeito, um tempo verbal que se agarra ao passado, que se recusa a liberar seu aperto.

É a lembrança dos almoços de domingo, daquela receita antiga, a galinhada da vovó, aquele cheiro único, a madeira envelhecida da mesa. Ah, a mesa da vovó… O barulho da chuva na lata velha, no beiral da casa, o ronronar do gato Siamês, seu pêlo branco-azulado sob a luz fraca... Tudo isso é saudade. Tudo isso é saudade. Um torvelinho de imagens e sensações, de cores e cheiros, que se repetem em um loop infinito na minha mente, em um eterno círculo vicioso. Está, sim, com saudade. Com saudade profunda, inabalável, constante...

Como falar que está com muita saudade?

Saudade. Palavra que pesa.

Direto: "Estou com saudade." Ponto. Sem rodeios.

Sutileza: "Tem me faltado sua presença." Implica saudade sem a declarar explicitamente. Funciona bem com quem conhece seu jeito.

Ação: "Queria te ver." Simples, objetivo. Deixa claro o desejo, e a saudade implícita. Melhor que mil palavras.

Para cada caso:

  • Crush: Um simples "Tenho pensado muito em você" pode ser suficiente. Ou um "Me lembrei de você hoje" - misterioso, mas eficaz. O risco? Deixa a bola no campo deles.
  • Parceira: Aqui, a sinceridade bruta funciona. "Estou com saudade, amor." Sem mimimi. Se a relação é sólida, a palavra basta.
  • Velho amigo: "E aí, camarada? Faz tempo, hein? Saudade dos nossos rolês." Descontraído, nostálgico.

Meu método: Prefiro a simplicidade. Acho que a honestidade, mesmo crua, é mais impactante. Já tentei os rodeios, mas acabei sempre me arrependendo. A palavra "saudade" por si só carrega anos de experiência pessoal.

Estou com saudades ou estou com saudade?

Saudade. Singular. É a palavra certa. Saudades é plural. Simples assim.

  • Uso correto: Saudade de você. Saudade da infância. Um único objeto, uma única lembrança.
  • Erro comum: Saudades dos amigos. Correto seria: Saudade dos amigos. Apesar do plural, a saudade é um sentimento único. Minha experiência pessoal confirma isso. Lembro de muitas vezes errar, até que corrigi. A língua portuguesa é complicada.

Detalhe pessoal: aprendi na marra. Professora chata no colégio. Anos 90. Ainda me irrito com a regra. Mas, aprendi.