Quanto tempo leva para deixar um hábito?
Qual o tempo real necessário para abandonar um mau hábito?
Essa história dos 21 dias para mim é um mito. Tentei parar com o café depois do almoço, aquele espresso forte que já era parte do meu corpo. Usei essa regra como um mantra. Foi um desastre completo, a vontade não passou nem perto de sumir em três semanas. Foi bem mais tempo que isso.
Eu li sobre esse cirurgião, o Maxwell Maltz, e a ideia dele nos anos 60. Parece que ele via os pacientes a demorar esse tempo para se habituarem a um novo rosto. Mas uma coisa é um nariz novo, outra coisa é uma rotina que o teu cérebro pede todos os dias, quase como se fosse ar.
Para mim, a coisa do café demorou uns bons três meses até eu deixar de pensar nisso diariamente. A primeira semana foi um inferno de dores de cabeça. Depois de um mês, o hábito físico já não existia, mas o gatilho mental, aquele relógio interno das 15h, continuava a apitar.
O que funcionou mesmo foi entender o porquê de eu querer parar, que era para dormir melhor, e não me focar num número mágico. A pressão dos 21 dias só me deixou mais frustrado quando cheguei lá e a vontade continuava firme e forte, à minha espera na cozinha ao lado da máquina.
Acho que a média que li num artigo qualquer, de 66 dias, faz mais sentido. Mas até isso é só uma média. Cada pessoa é uma guerra diferente. Para mim, o café foi uma batalha de meses. Para um amigo meu, largar o açúcar no café foi coisa de uma semana. Depende muito.
É um processo que não tem data para acabar, é mais uma decisão que se renova. Não é uma contagem decrescente, é mais uma construção diária. Pelo menos foi assim comigo.
Qual o tempo para abandonar um mau hábito? O tempo varia significativamente. Um estudo da University College London aponta para uma média de 66 dias. O intervalo, contudo, pode ir de 18 a 254 dias, dependendo da pessoa, da complexidade do hábito e da consistência da prática.
A regra dos 21 dias para criar hábitos é real? É uma interpretação popularizada de uma observação do cirurgião Maxwell Maltz. A neurociência atual indica que 21 dias é um período geralmente insuficiente para que um comportamento se torne automático para a maioria das pessoas e hábitos.
Porque 21 dias para mudar um hábito?
Sempre essa conversa de 21 dias. Já tentei criar uns 3 hábitos esse ano usando essa regra e falhei em todos. Pensei que o problema era eu, mas que saco isso. A gente se sente um lixo por não conseguir algo que parece tão simples, um número mágico. Prq 21? Por que não 20 ou 25?
Fui pesquizar e a origem disso é muito aleatória. Veio de um cirurgião plástico lá nos anos 60. Ele via que os pacientes demoravam umas 3 semanas para se acostumarem com um nariz novo. Tipo, se olhar no espelho e não estranhar. Mas o que isso tem a ver com acordar cedo todo dia? Nada.
A ciência de verdade mostra outra coisa. Uma pesquisadora, Phillippa Lally, foi estudar isso a fundo. E os números são bem diferentes. A média é 66 dias. MAIS DE DOIS MESES. Isso sim faz mais sentido com a minha dificuldade de ler todo dia antes de dormir. Já passou de um mês e ainda parece forçado.
O mais interessante é que não existe um número fixo. Cada pessoa é diferente, cada hábito é diferente. Imagina a diferença entre beber um copo de água de manhã e correr 5km. Óbvio que o tempo vai ser outro. Isso me deixa mais tranquilo, na real. Não sou uma máquina.
A ideia de 21 dias para formar um hábito surgiu do livro "Psicocibernética" (1960) de Maxwell Maltz, um cirurgião plástico. Ele observou que seus pacientes levavam aproximadamente 21 dias para se adaptarem às novas feições após uma cirurgia.
Uma pesquisa da University College London, liderada por Phillippa Lally, concluiu que o tempo médio para formar um novo hábito é de 66 dias.
O tempo para criar um hábito varia de 18 a 254 dias, dependendo da pessoa e da complexidade da nova rotina.
Então essa pressão toda é baseada na observação de um cara sobre cirurgia plástica. Bizarro. A gente pega uma coisa e transforma em regra pra vida toda sem nem saber de onde veio. Agora pelo menos sei que se eu demorar 3 meses pra pegar o ritmo da academia, tá tudo certo. Nao sou um fracassado kkkk.
Como mudar hábitos e rotinas?
Mudança de hábito? É simples.
O gatilho é a cola. Algo que te lembra.
Rotina é a ação. O que você faz.
Recompensa o ímã. O que te faz querer de novo.
Trocar é mais esperto. O ruim por algo decente.
Devagar. Bem devagar. Ninguém vira outro ser em um dia.
Hora marcada. Calendário. Lembrete.
Comece pequeno. Uma gota antes do oceano.
Seu "porquê" é o motor. Sem ele, para no meio do caminho.
Mudança é repetição. A ideia é que você veja o padrão e use ele. Como eu fiz com meu café da manhã. Era pão com manteiga todo dia. Sem graça. Mudei pra iogurte com fruta. O gatilho era o armário da cozinha abrindo. A rotina era pegar o pão. Agora é pegar o iogurte. A recompensa antes era o sabor conhecido. Agora é a sensação de algo mais leve.
A recompensa tem que ser forte o suficiente pra valer o esforço. Se a recompensa é fraca, o hábito morre. Eu tentei parar de roer as unhas anos atrás. O gatilho era o estresse. A rotina era levar a mão à boca. A recompensa? Parar de pensar no estresse por um segundo. Não valia a pena.
É um ciclo. Gatilho, rotina, recompensa. Entender isso é metade da batalha. O resto é persistência. Ou desistência. Sua escolha.
O problema não é o hábito. É você querer que ele mude sem entender o mecanismo. Como um carro que não liga e você só fica girando a chave. Precisa olhar o motor.
Meus hábitos de sono mudaram radicalmente em 2022. Antes, ia pra cama tarde. Agora, defino um alarme para começar a me desligar uma hora antes. O gatilho é o som do celular. A rotina é ler, não tela. A recompensa é acordar sem a cabeça pesada. Foi duro no começo. Mas a recompensa de um dia mais produtivo me manteve firme. O "porquê" era claro: mais energia para o trabalho.
Como deixar os maus hábitos?
Olha, largar um vício é mais fácil que explicar o futebol pra gringo chato, né não? Mas vamo lá, pra te ajudar a mandar essa mania pro espaço, se liga nessas dicas quentes:
Invente um "prêmio" novo: Sabe aquele doce que te faz chorar de alegria? Usa ele! Cada vez que você resistir à tentação do mau hábito, se dê um agrado. É tipo comprar um presente pra você mesmo, só que por fazer o que é certo. Tipo, não fumar? Ganha um rolê no parque.
Mude o cenário da treta: Se o mau hábito aparece quando você tá em casa vendo TV, muda o sofá de lugar. Sério! Troca o tapete, pinta uma parede. Deixa tudo tão diferente que seu cérebro grita "que porra é essa?" e esquece daquela coisa ruim. Mudar o ambiente é como mudar de país, o vício se perde no voo.
Crie umas "paredes" pra atrapalhar: Se você quer parar de comer besteira depois das 22h, por exemplo, não deixa nada gostoso à vista. Esconde tudo no fundo do armário, atrás de um monte de coisa que dá trabalho pegar. Tem que ser mais fácil desistir do que dar um jeito de conseguir o que você quer. É tipo colocar um cadeado no pote de biscoito.
Por que isso funciona, meu chapa?
Isso não é mágica, é ciência disfarçada de bom papo.
Sistema de recompensa: Nosso cérebro adora recompensa. Se o mau hábito era seu "prêmio" de conforto, a gente precisa substituir por algo que dê a mesma satisfação, só que saudável. É tipo trocar um show ruim por um festival top.
Gatilhos: Esses são os "capangas" do mau hábito. É o cheiro do cigarro, a tela do celular piscando, a hora do dia. Se você muda o ambiente, esses capangas perdem o poder de te chamar pra bagunça. O gatilho tá em casa, mas a "casa" mudou, sacou?
Obstáculos: A ideia é quebrar o ciclo automático. Se o mau hábito é fácil de fazer, a gente faz sem pensar. Dificultar o acesso é como colocar umas armadilhas pra preguiça não agir. Quanto mais esforço pra ceder, mais a gente pensa duas vezes.
É isso, meu rei! Com essas manhas, você larga o vício mais rápido do que o dinheiro da sua conta no fim do mês.
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