Quantos neurônios tem o cérebro?

19 visualizações

Neurocientistas revisaram a estimativa do número de neurônios no cérebro humano. Anteriormente acreditava-se serem 100 bilhões, porém estudos recentes apontam para aproximadamente 86 bilhões, dos quais cerca de 16 bilhões residem no córtex cerebral. Essa nova contagem refina nossa compreensão da complexidade cerebral.

Feedback 0 curtidas

A Nova Contagem de Neurônios: 86 Bilhões de Células Pensantes

Por muito tempo, o número mágico ecoou pelos corredores da neurociência: 100 bilhões de neurônios. Essa cifra, amplamente difundida e aceita como verdade inquestionável, representava a quantidade de células nervosas que compunham o cérebro humano, a sede da nossa consciência, memória e capacidade cognitiva. Entretanto, a ciência, em sua constante busca por precisão, revisou essa estimativa, revelando uma contagem mais refinada e, surpreendentemente, um pouco menor.

Estudos recentes, empregando metodologias mais avançadas de contagem e análise de tecidos cerebrais, apontam para um número aproximado de 86 bilhões de neurônios no cérebro humano. Embora a diferença possa parecer pequena em relação à estimativa anterior, a revisão é significativa. Ela demonstra o avanço das técnicas de pesquisa e a necessidade de constante revisão dos dados científicos, mesmo em áreas aparentemente bem estabelecidas.

Essa nova contagem não apenas altera um número em um livro didático; ela impacta nossa compreensão da complexidade do cérebro. A distribuição desses 86 bilhões de neurônios é igualmente fascinante. Cerca de 16 bilhões deles residem no córtex cerebral, a camada mais externa do cérebro, responsável por funções cognitivas de alto nível, como linguagem, raciocínio e tomada de decisão. A restante população neuronal distribui-se por outras regiões cerebrais, cada uma com suas funções especializadas e contribuindo para a orquestração da atividade cerebral como um todo.

A precisão na contagem de neurônios é crucial para o progresso em diversas áreas da pesquisa neurológica. Compreender o número e a distribuição neuronal permite avanços no estudo de doenças neurológicas, como o Alzheimer e o Parkinson, que afetam a população neuronal e suas conexões. Além disso, a nova estimativa pode influenciar modelos computacionais do cérebro, permitindo simulações mais precisas e realistas do funcionamento cerebral.

Em conclusão, a revisão da contagem de neurônios no cérebro humano, de 100 bilhões para aproximadamente 86 bilhões, representa um importante avanço na neurociência. Esse número mais preciso, junto com a compreensão da distribuição neuronal, abre novas perspectivas para a pesquisa e nos aproxima de uma compreensão mais completa da intrincada maquinaria que nos torna quem somos. A jornada de desvendar os segredos do cérebro continua, e cada pequena descoberta, como esta revisão numérica, nos aproxima do objetivo final.