Quais são os grupos de imigrantes recentes no Brasil?

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Os principais grupos de imigrantes recentes no Brasil são: Latino-americanos (argentinos, bolivianos, colombianos, paraguaios); Africanos (angolanos, nigerianos, senegaleses, ganeses); Haitianos; Chineses. Observa-se um aumento significativo destes grupos desde a década de 1990.
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Quais grupos de imigrantes chegaram recentemente ao Brasil? Dados atuais!

Hummm... Recentemente no Brasil? Olha, eu vejo muita gente diferente por aqui. Argentino SEMPRE teve, né? Mas agora vejo mais paraguaio e boliviano... E colombiano! Acho que depois de 1990, bombou a vinda deles.

Africano também! Angolano, nigeriano... Senegaleses vendendo artesanato? Aos montes! Ganeses também dão as caras.

Chinatown aqui em Sampa tá cada vez maior. Aliás, fui comer um baozi lá semana passada, paguei uns 12 reais, valeu a pena.

Haitiano? Nossa, depois daquele terremoto, a gente via um monte em Curitiba procurando emprego. Difícil, viu?

Quais os principais grupos de imigrantes que vieram para o Brasil na última década?

Nossa, que pergunta difícil! Tenho que pensar um pouco... Em 2019, estava em São Paulo, trabalhando num projeto de pesquisa sobre imigração. Lembro daquela correria, relatórios pra entregar, entrevistas... A gente focou muito na imigração venezuelana, aquela crise toda, meu Deus! Era impressionante a quantidade de gente chegando.

Venezuelanos, a gente via por toda parte. Havia uma onda gigantesca deles chegando, principalmente na região Norte e Nordeste, buscando refúgio da crise política e econômica do seu país. Muita gente em situação irregular, sem documentos, vivendo em condições precárias. As entrevistas eram desgastantes. Lembro de uma mulher, chorando, contando sobre a perda de tudo, família, casa, trabalho... A gente quase não conseguia trabalhar de tanta emoção.

E os haitianos, não dá pra esquecer! Muitos deles vinham em busca de trabalho, especialmente no setor da construção civil no Rio de Janeiro e São Paulo. Vi muitos deles em obras, naquelas condições absurdas... A questão da língua era um problema sério, muitos não falavam português. Mas, eram super trabalhadores, isso eu posso afirmar.

A Bolívia também mandou muitos imigrantes, né? Principalmente pra São Paulo, buscando oportunidades de trabalho, muitas vezes em trabalhos informais. Conheci alguns bolivianos que trabalhavam em pequenas lojas, vendendo roupas... gente muito simpática, mas muitas vezes explorada.

Colombianos também tinham uma presença significativa, mas um pouco menos evidente que os venezuelanos e haitianos, pelo menos em minhas entrevistas. Imagino que fosse uma imigração mais dispersa pelo Brasil.

Os Estados Unidos, ainda que com menor número que os outros grupos citados, eram relevantes na análise. A migração estadunidense pra cá é mais complexa, envolvendo diferentes perfis, desde executivos até aposentados. No nosso estudo, eles estavam em menor escala. Era outra realidade, outras dificuldades pra pesquisar.

A verdade é que a imigração é um fenômeno complexo, e esse estudo de 2019 – só me baseio nele, tá? – mostrou só uma parte da história. A gente viu a ponta do iceberg, mas faltava muita coisa. É muito mais do que números, são pessoas com histórias reais, sofrimentos e esperanças. E olha, era muito desanimador ver tanta vulnerabilidade.