Como identificar um erro de concordância verbal?

8 visualizações

A concordância verbal exige que o verbo concorde em pessoa e número com o sujeito. Está correto dizer ele estuda, mas eles estudam ou ele estudam são incorretos. A falta de harmonia entre sujeito e verbo configura um erro.

Feedback 0 curtidas

Desvendando os Mistérios da Concordância Verbal: Como Identificar Erros

A concordância verbal, a harmonia entre o verbo e seu sujeito, é uma pedra angular da gramática portuguesa. Quando essa harmonia se quebra, surge o erro, muitas vezes sutil, mas capaz de comprometer a clareza e a correção de um texto. Mas como identificar esses deslizes? Este artigo oferece algumas dicas e estratégias para detectar e corrigir erros de concordância verbal, focando em casos que frequentemente geram dúvidas.

1. Identificando o Sujeito: A Base da Concordância

O primeiro passo crucial para verificar a concordância verbal é identificar corretamente o sujeito da oração. O sujeito é o termo sobre o qual o verbo declara algo. Observe que o sujeito pode ser simples (um único núcleo) ou composto (dois ou mais núcleos). Aqui reside uma fonte comum de erros:

  • Sujeito Simples:A aluna estudou muito para a prova.” O verbo “estudou” concorda em número e pessoa com o sujeito “a aluna” (3ª pessoa do singular).

  • Sujeito Composto:O professor e os alunos participaram da palestra.” O verbo “participaram” concorda com o sujeito composto no plural (3ª pessoa do plural). Atenção: Se os núcleos do sujeito composto forem unidos por “ou” ou “nem”, o verbo concordará com o núcleo mais próximo, ou irá para o plural se a ideia for de adição ou reciprocidade. Ex: “Nem o pai nem os filhos foram à festa.” / “Tanto o pai como os filhos foram à festa.”

2. Casos Especiais que Demandam Atenção:

Certos casos exigem atenção redobrada:

  • Sujeito Coletivo: Coletivos (ex: grupo, equipe, multidão) podem levar o verbo para o singular ou para o plural, dependendo da ênfase: “O grupo de alunos participou da atividade.” (ênfase no grupo como unidade) / “O grupo de alunos participaram da atividade.” (ênfase nos alunos individualmente).

  • Expressões Quantitativas: Expressões como “a maioria de”, “a metade de”, “uma porcentagem de” seguidas de um substantivo plural podem levar o verbo ao singular ou ao plural. A concordância com o substantivo mais próximo geralmente é preferível, mas a concordância com o numeral pode ser usada dependendo do contexto. Ex: “A maioria dos alunos aprovaram na prova.” / “A maioria dos alunos aprovou na prova”.

  • Verbos Impessoais: Verbos impessoais, como “haver” (no sentido de existir) e “fazer” (indicando tempo), permanecem sempre na terceira pessoa do singular. Ex: “Havia muitas pessoas na festa.” / “Faz dois anos que não o vejo.”

  • Pronomes de tratamento: Os pronomes de tratamento (você, Vossa Senhoria, etc.) são tratados como terceira pessoa do singular, mesmo que o sentido seja de plural. Ex: “Vossa Excelência está satisfeito com os resultados?”.

3. A Concordância com o Sujeito Oracional:

Quando o sujeito é uma oração subordinada substantiva, o verbo principal concorda com essa oração, considerando-a como um todo (singular). Ex: “É importante que todos colaborem.”

4. Dicas Práticas para a Detecção de Erros:

  • Sublinhe o sujeito: Essa simples ação auxilia na identificação do núcleo da concordância.

  • Leia a frase em voz alta: A sonoridade pode revelar a desarmonia entre sujeito e verbo.

  • Utilize diferentes formulações: Reformular a frase pode facilitar a identificação do erro.

A prática constante é fundamental para dominar a concordância verbal. A leitura atenta de textos bem escritos e a busca por feedback em suas próprias produções contribuem significativamente para o aprimoramento da escrita. Dominar a concordância verbal é essencial para uma comunicação clara, concisa e eficaz.