Como identificar voz passiva e ativa?

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A voz ativa destaca o agente da ação como sujeito: O cachorro comeu a comida. Na voz passiva, o sujeito sofre a ação: A comida foi comida pelo cachorro. A diferença crucial reside em quem executa e quem recebe a ação verbal.

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Ação e Reação: Desvendando a Voz Ativa e a Voz Passiva

A distinção entre voz ativa e voz passiva é fundamental para a clareza e o impacto de qualquer texto. Embora aparentemente simples, a compreensão completa dessa diferença vai além da simples memorização de regras gramaticais e envolve uma análise mais profunda da estrutura da frase e do papel dos seus componentes. Este artigo se propõe a elucidar esse tema, utilizando exemplos práticos e abordando nuances que frequentemente geram dúvidas.

A chave para identificar a voz verbal reside em identificar quem pratica a ação (agente) e quem a recebe (paciente). Na voz ativa, o agente é o sujeito da oração, desempenhando a ação verbal diretamente. Já na voz passiva, o paciente – aquele que sofre a ação – ocupa o lugar de sujeito, enquanto o agente, se presente, geralmente aparece numa expressão preposicionada (por, por meio de, etc.).

Voz Ativa: A Ação em Primeiro Plano

Na voz ativa, a ênfase recai sobre o agente da ação. Observe os exemplos:

  • O padeiro assou o pão. (Agente: padeiro; Ação: assou; Paciente: pão)
  • Maria escreveu um poema. (Agente: Maria; Ação: escreveu; Paciente: poema)
  • O vento quebrou a janela. (Agente: vento; Ação: quebrou; Paciente: janela)

Note que nesses exemplos, o sujeito realiza a ação verbal. A frase é direta e objetiva, transmitindo a ideia de ação de forma clara e concisa.

Voz Passiva: O Paciente no Centro das Atenções

Na voz passiva, o foco se desloca para o paciente, que agora assume a posição de sujeito. A ação é sofrida por ele. Observe a transformação dos exemplos anteriores para a voz passiva:

  • O pão foi assado pelo padeiro. (Paciente: pão; Ação: foi assado; Agente: pelo padeiro)
  • Um poema foi escrito por Maria. (Paciente: poema; Ação: foi escrito; Agente: por Maria)
  • A janela foi quebrada pelo vento. (Paciente: janela; Ação: foi quebrada; Agente: pelo vento)

Observe o uso de verbos auxiliares (“ser” ou “estar”) + particípio. A presença do agente, embora possível, não é obrigatória na voz passiva. Podemos ter frases como: “O pão foi assado.” Neste caso, o agente da ação fica implícito.

Identificando a Voz: Uma Abordagem Prática

Para identificar a voz, pergunte-se:

  1. Quem pratica a ação?
  2. Quem recebe a ação?

Se a resposta à primeira pergunta for o sujeito da oração, a voz é ativa. Se a resposta à segunda pergunta for o sujeito da oração, a voz é passiva.

Importância da Escolha:

A escolha entre a voz ativa e a passiva não é arbitrária. A voz ativa geralmente confere mais dinamismo e objetividade ao texto. Já a voz passiva pode ser utilizada para:

  • Desviar a atenção do agente: “Erros foram cometidos.” (O agente dos erros não é especificado)
  • Dar ênfase ao paciente: “A cidade foi devastada pelo terremoto.” (O foco está na cidade e seus danos)
  • Tornar o texto mais formal: A voz passiva é frequentemente empregada em textos científicos e jurídicos.

Em resumo, a distinção entre voz ativa e passiva é fundamental para uma escrita precisa e eficaz. Compreender a estrutura das frases e o papel dos seus componentes permite dominar essa ferramenta estilística e usar cada voz com propósito e clareza.