O que é concordância verbal com exemplos?
Concordância verbal é a flexão do verbo de acordo com o sujeito. Por exemplo: O menino sorri (singular) e Os meninos sorriem (plural).
Concordância Verbal: A Harmonia entre Sujeito e Verbo
A concordância verbal é um dos pilares da gramática normativa, garantindo a harmonia entre o sujeito e o verbo de uma oração. Essencial para a clareza e a correção da escrita, essa regra estabelece que o verbo deve concordar em número (singular ou plural) com o sujeito a que se refere. Dito de forma simples: o verbo acompanha o sujeito na sua forma gramatical.
Mas o que significa concordar em número?
Isso significa que se o sujeito for singular, o verbo também será; se o sujeito for plural, o verbo também será. A concordância não se limita a aparentar ser igual em forma, mas sim a refletir a pluralidade ou singularidade do agente da ação expressa pelo verbo.
Exemplos Clarificadores:
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Singular: O gato mia. (O sujeito “gato” está no singular, logo o verbo “mia” também está.)
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Plural: As gatos miam. (O sujeito “gatos” está no plural, logo o verbo “miam” também está.)
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Singular: A menina estuda. (O sujeito “menina” está no singular, logo o verbo “estuda” está no singular.)
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Plural: As meninas estudam. (O sujeito “meninas” está no plural, logo o verbo “estudam” está no plural.)
Casos Especiais e Regras Importantes:
A concordância verbal não sempre é tão simples, pois existem regras específicas para alguns casos, como:
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Sujeito composto: Quando o sujeito é composto (formado por dois ou mais núcleos), o verbo pode concordar no plural:
- Exemplos: O garoto e a garota brincam. (Sujeito composto – verbo no plural)
- Exemplos: A menina e o menino estudam juntos. (Sujeito composto – verbo no plural)
- Observação: Existe também a possibilidade do verbo ficar no singular se os núcleos representarem a mesma pessoa, ou seja, se for uma única unidade: “O amor e a paixão é algo forte.” Aqui, “amor e paixão” representam uma única ideia.
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Sujeito oracional: Quando o sujeito é uma oração, o verbo concordará com o sujeito da oração subordinada.
- Exemplo: Que os alunos trabalhem é fundamental. (O sujeito da oração é “que os alunos trabalhem” – verbo no plural.)
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Sujeito com quantificador: Frases que utilizam quantificadores como “a maioria de”, “metade de”, “grande parte de” exigem atenção. O verbo concorda com o núcleo do sujeito, o substantivo que o quantificador acompanha:
- Exemplo: A maioria dos alunos está satisfeita. (Sujeito “maioria dos alunos” – verbo no plural, concordância com “alunos”)
- Exemplo: A metade da turma chegou atrasada. (Sujeito “metade da turma” – verbo no singular, concordância com “turma”).
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Sujeito “tudo”, “nada”, “ninguém”, “alguém”: Esses pronomes indefinidos, quando empregados como sujeito, exigem o verbo na 3ª pessoa do singular.
- Exemplo: Tudo está bem.
- Exemplo: Nada adianta.
Conclusão:
A concordância verbal, embora aparentemente simples, exige atenção e domínio das regras gramaticais para evitar erros. Compreender as diferentes situações que envolvem o sujeito e o verbo é fundamental para construir frases claras, precisas e gramaticalmente corretas. A prática constante e o estudo sistemático são essenciais para o domínio da concordância verbal.
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