Pode-se escrever estória?

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A palavra estória, embora não incorreta, tornou-se opcional. A forma recomendada atualmente é história, tanto para narrativas de ficção quanto para relatos de fatos reais. A uniformização do termo simplifica a escrita e a comunicação. Use história para evitar ambiguidades.

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Escrever “estória”… será que ainda se pode? Acho que sim, né? Pelo menos eu sempre escrevi assim, desde pequena, sabe? Lembro-me de ler os meus livros infantis, cheios de “estórias” mágicas e aventuras incríveis. Acho que aquele “ó” extra… dava um quê de magia, de algo especial. Mas agora, dizem que tá errado. Que a forma “correta” é “história”.

Sei lá… Me disseram que a gente tem que usar “história” pra tudo, né? Ficção, realidade, o que for. Simplifica, eles dizem. Evita ambiguidades. Tudo bonitinho, organizado. Mas será que a gente precisa de tanta organização assim? Às vezes, eu gosto daquela pequena rebeldia, daquela diferença. Aquele “ó” a mais, sabe? Me dava a sensação de que estava criando algo único, escrevendo algo meu, sabe?

Na faculdade, por exemplo, minha professora de português quase me matou quando eu usei “estória” numa redação. Ela disse que era arcaico, antiquado. Que eu tinha que me atualizar. Puxa, eu fiquei tão chateada! Me senti até um pouco boba, sabe? Como se eu estivesse cometendo um crime de lesa-pátria gramatical. Mas, ainda assim, às vezes… eu escrevo “estória”. Sei que não é o “certo”, mas é o que sai naturalmente, sabe?

E tem mais… uma vez, eu estava conversando com a minha avó, e ela contou uma “estória” tão linda sobre a infância dela… Com “estória”, a palavra soava mais acolhedora, mais caseira. Usar “história”, ali, parecia frio, impessoal.

Então… “história” é a regra, certo? Mas “estória”, pra mim… às vezes, é mais que uma palavra, é uma lembrança, uma sensação. E isso, ninguém consegue uniformizar, não é? Acho que vou continuar usando as duas, dependendo da situação. E quem sabe, né? Talvez um dia “estória” volte a ser a forma mais comum… A gente nunca sabe, né?