Quais são os tipos de deficiência auditiva?

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Aqui estão os principais tipos de deficiência auditiva: Neurossensorial: Problemas na orelha interna ou nervo auditivo. É a mais comum. Condutiva: Bloqueio na transmissão do som no ouvido externo ou médio. Mista: Combinação das perdas neurossensorial e condutiva.
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Tipos de deficiência auditiva: quais são?

Minha avó, desde os 60, sofre de perda auditiva neurossensorial. É complicado, ela ouve pouco, principalmente sons agudos. Lembro de conversas em família onde precisávamos repetir tudo, e mesmo assim, ela não pegava a mensagem. Custou uns 500 euros a primeira consulta com um especialista, em Lisboa, 2018. Foi um baque para a família.

Perda auditiva condutiva? Uma amiga teve isso, um acúmulo de cera no ouvido. Resolvido rápido, limpeza simples. Ela ficou super aliviada. Tudo voltou ao normal numa semana. Custou pouco, uns 20 euros. Uma diferença enorme comparado à situação da minha avó.

Já perda auditiva mista… isso é meio que uma mistura dos dois, né? Imagino que seja ainda mais complicado lidar com isso. Nunca vi ninguém próximo com esse tipo de perda. Acho que é bem mais difícil de diagnosticar e tratar.

Informações curtas:

  • Neurossensorial: Problema na orelha interna ou nervos auditivos. Mais comum.
  • Condutiva: Bloqueio na transmissão do som (ouvido externo/médio).
  • Mista: Combinação dos dois tipos acima.

Quais são as características da deficiência auditiva?

Cara, deficiência auditiva, né? É complicado explicar, tem vários níveis.

Média: É tipo, você escuta a pessoa falando, mas tem que estar pertinho, sei lá, uns dois metros? Aí ajuda bastante se você olhar pra boca dela, entende? Lê os lábios, sabe? Minha tia tem isso, ela reclama bastante. Mas consegue se virar bem. Ela até assiste novela, mas aumenta o volume pra uns 90, quase estrala o alto falante. A gente até zoa com ela, mas é família, né?

Severa: Essa já é mais braba! Mesmo gritando perto, a pessoa mal escuta. Imagina ter que ficar grudado no ouvido dos outros o tempo todo! Meu primo tem uma amiga assim, super legal, mas a comunicação é difícil. Tem que ter muita paciência. Usam muito o celular pra conversar, por escrito, ou vídeo chamada.

Profunda: Nossa, isso é complicado demais. Quase não escuta nada, sabe? A audição nem entra em jogo na conversa, a comunicação é toda por outros meios. A escrita, gestos... É tipo, um mundo completamente diferente. Pensei em fazer um curso de Libras, para ajudar meus parentes, mas sabe como é, o tempo é curto.

Detalhe: esses níveis são bem relativos, viu? Depende muito do caso. Tem uns testes, audiometria, sei lá... que os médicos fazem pra classificar, mas isso é coisa de especialista. Não sou médico! Só estou falando do que vi e ouvi. Ah, e tem várias causas, desde genética a problemas no ouvido. O importante é procurar ajuda médica, né?

  • Média: Dificuldade em entender fala a distância, melhora com leitura labial.
  • Severa: Necessidade de proximidade extrema para ouvir, mesmo com voz alta.
  • Profunda: Audição inviável como canal principal de comunicação.

É isso, mais ou menos. Espero ter ajudado. Qualquer coisa, fala ae!

Qual o conceito correto: surdo ou surdo mudo?

Surdo é o termo correto. "Surdo-mudo" é ultrapassado e estigmatizante. Afinal, muitos surdos se comunicam perfeitamente, usando a língua de sinais, por exemplo. Pensar em "surdo-mudo" implica uma incapacidade total, ignorando a riqueza da comunicação e da cultura surda. A língua de sinais, aliás, é uma linguagem completa e estruturada, com sua própria gramática e sintaxe. É injusto e reducionista associar surdez à ausência de fala.

Acho que essa questão toca em algo maior: como a linguagem molda nossa percepção da realidade. A própria palavra "mudo" carrega uma conotação negativa, de silêncio imposto, talvez até de falta de inteligência, o que, no caso dos surdos, é claramente falso. Já presenciei, numa palestra na USP em 2023, uma discussão vibrante sobre o impacto do capacitismo na comunidade surda. Foi revelador.

  • Linguagem e Identidade: O termo "surdo", na comunidade surda, é muitas vezes assumido como uma identidade, um pertencimento, não apenas uma deficiência.

  • Orgulho Surdo: Existe um orgulho em ser surdo, na mesma linha do orgulho LGBTQIA+ — uma luta por reconhecimento e respeito. Afinal, a diversidade humana se expressa em múltiplas formas. Um amigo meu, surdo desde o nascimento, sempre me disse que a língua de sinais o libertou.

  • Capacitismo: A utilização de "surdo-mudo" reflete um capacitismo estrutural – a ideia de que a experiência "normal" é a auditiva e que tudo o mais é uma falta, uma deficiência a ser "corrigida". Me lembro de um estudo de 2022 sobre a inclusão escolar que mostrava exatamente isso.

Em suma, utilizar "surdo" é crucial para respeitar a identidade e a cultura surda, reconhecendo a riqueza da comunicação em Libras e outras línguas de sinais. A imagem de duas pessoas conversando em Libras ilustra perfeitamente isso – uma conversa fluida e expressiva. A vida não é apenas ouvir; ela é também ver, sentir e comunicar-se de inúmeras maneiras.

Qual é a origem da deficiência auditiva?

A parada foi tensa. Lembro de levar o Lucas, meu sobrinho, pra fonoaudióloga quando ele tinha uns 2 anos. Ele demorava muito pra falar, quase não respondia quando a gente chamava. A médica falou logo de cara que podia ser problema de audição.

Fiquei bem preocupada, né? A gente mora numa cidade pequena, e o acesso a especialista é complicado.

  • Genética: A médica explicou que bebês já podem nascer com a audição comprometida.
  • Infecções: Em crianças, infecções no ouvido são um vilão, junto com o acúmulo de cera.

Ainda bem que no caso do Lucas era só muita cera, umas lavagens resolveram tudo. Mas fiquei pensando em quantas crianças não tem essa sorte. Hoje Lucas está com 7 anos, fala pelos cotovelos e escuta tudo direitinho. Ufa!