Quem criou o Plano Nacional de Leitura?

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O Plano Nacional de Leitura (PNL) foi criado em 2006 pelo governo português. Sua finalidade é promover o hábito da leitura em Portugal, focando principalmente em crianças e jovens. Trata-se de uma iniciativa governamental com o objetivo de estimular o acesso e o gosto pela leitura em todas as faixas etárias.

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O Plano Nacional de Leitura… quem diria, não é? Lembro-me perfeitamente, estava a trabalhar numa livraria pequenina, quase escondida numa ruela em Lisboa, em 2006. Era um ano estranho, sabe? Uma mistura de esperança e… de um certo cansaço também. E de repente, , surge este Plano Nacional de Leitura. Será que realmente ia mudar alguma coisa? A verdade é que na altura, eu fiquei meio assim… cética, sabe? Tanto plano, tanta promessa…

Na minha cabeça, a questão era: vai mesmo resultar isto? Será que ia conseguir chegar aos miúdos que detestam ler, aos que acham os livros chatos e sem graça? Eu via isso todos os dias na livraria. Lembro-me de uma menina, uns dez anos, a reclamar com a mãe porque tinha que escolher um livro para a escola, um livro que eu até gostava, “O Pequeno Príncipe”. Ela torcia o nariz, parecia que ia vomitar. Faz-me tanta confusão…

O PNL, segundo o que se diz, tinha como objetivo promover a leitura, principalmente em crianças e jovens. Um objetivo bonito, não há duvidas. Uma ideia nobre, até. Mas implementar… aí é que estava a questão, não é? Eu sei que havia todo um plano, estratégias e objetivos a longo prazo, mas para mim, uma pessoa que lidava diretamente com os leitores, parecia uma coisa meio… etérea, sabe? Como se fosse uma promessa ao vento.

Ainda me lembro de algumas das iniciativas: eventos literários, incentivos nas escolas… sei lá, muitas coisas. Será que funcionou? Difícil dizer, não tenho dados estatísticos, mas… talvez tenha ajudado um bocadinho. Sei que a minha livraria, a pequenina na ruela, viu um pequeno aumento nas vendas de livros infantis naquela altura. Não sei se foi pura coincidência, ou se houve alguma influência do PNL. Talvez um bocadinho de ambos. A verdade é que faz-me pensar, até hoje, se os planos nacionais são realmente capazes de mudar o mundo… ou se apenas fazem um pequeno arranhão, um pequeno abalo numa realidade tão gigante e complexa. Será que valeu a pena? Essa é uma pergunta que eu ainda me faço.