Quais são os países da União Europeia que não usam o euro?

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A lista de países da união europeia que não usam euro inclui: Dinamarca utiliza a Coroa dinamarquesa (DKK) Bulgária mantém o Lev búlgaro (BGN) Polónia utiliza moeda própria República Checa mantém sua divisa Hungria não adotou o euro Suécia utiliza moeda nacional Roménia mantém sua própria moeda
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Países da União Europeia que não usam euro: 7 nações

Entender quais são os países da união europeia que não usam euro é essencial para viajantes e investidores que buscam evitar perdas cambiais. Algumas nações mantêm moedas independentes com valores vinculados à moeda única para garantir estabilidade financeira. Conhecer essas distinções ajuda a planejar melhor suas finanças internacionais e evitar surpresas.

A Europa Além do Euro: Quem são os 7 países que mantêm a moeda própria?

Atualmente, sete países da união europeia que não usam euro como moeda oficial, optando por manter as suas divisas nacionais por razões económicas, políticas ou históricas. Sete países. Nem mais, nem menos. Embora a maioria das pessoas associe automaticamente a União Europeia (UE) à moeda única, a realidade é mais fragmentada: Bulgária, Chéquia, Dinamarca, Hungria, Polónia, Roménia e Suécia continuam a operar com as suas próprias notas e moedas.

Esta distinção é fundamental para quem viaja ou faz negócios entre os países ue fora da zona euro. Enquanto a maioria destes Estados tem a obrigação legal de adotar o euro no futuro, a Dinamarca é a única exceção permanente devido a uma cláusula de isenção (opt-out) negociada no passado. Para os outros seis, o caminho é uma questão de quando - e não de se - embora a vontade política e o cumprimento de metas financeiras rigorosas ditem ritmos muito diferentes entre Varsóvia e Sófia.

Dinamarca e Bulgária: As moedas que 'imitam' o euro

Nem todas as moedas independentes flutuam livremente. A Dinamarca e a Bulgária mantêm sistemas que vinculam diretamente o valor das suas divisas ao euro, proporcionando uma estabilidade que quase elimina o risco cambial para empresas e turistas. É uma espécie de euro disfarçado. A Dinamarca mantém a Coroa dinamarquesa (DKK) ligada ao euro com uma paridade central de 7,46038 coroas por cada euro, [1] permitindo apenas flutuações mínimas.

Já a Bulgária está num processo muito mais avançado de integração. O Lev búlgaro (BGN) está fixado em 1,95583 Lev por 1 Euro desde a criação da moeda única. [2] Na prática, se for à Bulgária em 2026, verá que os preços em Leva são quase o dobro dos preços em euros, de forma constante. O país já integra o Mecanismo de Taxas de Câmbio II (ERM II) e tem como meta a adesão plena à zona euro até ao final de 2026, dependendo apenas da estabilização da inflação nos níveis exigidos pelo Banco Central Europeu.

Polónia, Hungria e Chéquia: O triângulo da resistência monetária

No coração da Europa Central, a resistência ao euro é tanto económica como uma afirmação de soberania. Na Polónia, cerca de 45% da população mostra-se favorável à adoção do euro em sondagens recentes de 2025, [3] mas o governo mantém-se cauteloso. O Złoty polaco (PLN) permite ao país ajustar a sua própria política monetária, o que é um fator central quando discutimos a polónia moeda euro e sua autonomia. Já estive em Varsóvia e, honestamente, a facilidade de pagar tudo com cartão faz com que quase esqueçamos que a moeda é outra - até vermos a taxa de conversão no extrato bancário.

Quanto à moeda hungria e república checa, ambos seguem caminhos semelhantes com o Forint (HUF) e a Coroa checa (CZK). Em Budapeste, a volatilidade do Forint é um tema constante de conversa nos cafés. Enquanto a Chéquia cumpre muitos dos critérios económicos, a falta de apoio político interno trava o processo. Nestes países, o euro é frequentemente aceite em hotéis ou grandes lojas turísticas, mas a taxas de câmbio que eu considero quase punitivas. O conselho é simples: use sempre a moeda local.

Suécia: O caso da obrigação sem pressa

A Suécia representa um caso curioso. Legalmente, o país é obrigado a adotar o euro porque não negociou uma isenção como a Dinamarca. No entanto, os suecos utilizam um atalho técnico: para adotar o euro, é necessário aderir primeiro ao ERM II por dois anos. Como a adesão a este mecanismo é voluntária, a Suécia simplesmente opta por não entrar. Simples e eficaz. A Coroa sueca (SEK) continua a ser um símbolo de orgulho e estabilidade para muitos.

Mas o vento está a mudar ligeiramente. O apoio ao euro na Suécia subiu para os 39% em 2025, o nível mais alto em quase duas décadas,[4] impulsionado pela desvalorização da coroa face às moedas fortes. Ainda assim, um novo referendo parece distante. Os suecos valorizam o controlo sobre as suas taxas de juro, especialmente num mercado imobiliário tão sensível como o de Estocolmo. É uma questão de conforto versus integração total.

Roménia: Um horizonte que continua a recuar

A Roménia é, talvez, o país com maior vontade política de aderir, mas com maiores dificuldades técnicas. O Leu romeno (RON) deveria ter sido substituído há anos, mas a meta oficial de adesão foi sucessivamente adiada. Atualmente, a previsão mais realista aponta para 2029. O país enfrenta desafios significativos no cumprimento dos critérios de défice orçamental e estabilidade de preços, agravados pela conjuntura regional.

Se você planeja viajar por essa região em breve, vale a pena descobrir: Pode usar euro na Hungria?

Guia Rápido das Moedas da UE fora da Zona Euro

Se está a planear uma viagem ou transação nestes países, aqui está o que precisa de saber sobre as divisas e a facilidade de utilização do euro.

Bulgária (Lev - BGN)

  • Taxa fixa (1,95 BGN = 1 EUR). Risco de câmbio inexistente.
  • Baixa em lojas pequenas, mas hotéis aceitam. Preços muitas vezes exibidos em ambos.
  • Crescente, mas o numerário ainda é rei fora de Sófia e zonas costeiras.

Polónia e Chéquia (Złoty/Coroa)

  • Flutuação livre. O câmbio varia diariamente conforme o mercado.
  • Comum em zonas turísticas, mas com taxas de conversão desfavoráveis.
  • Excelente. Pode atravessar estes países apenas com o telemóvel ou cartão.

Suécia e Dinamarca (Coroas)

  • Dinamarca fixa; Suécia variável. Moedas historicamente fortes.
  • Muito rara. Quase tudo é processado na moeda nacional ou digitalmente.
  • Líderes mundiais. Muitos estabelecimentos nem aceitam dinheiro físico.
Para o viajante moderno, a regra de ouro é: pague sempre com cartão e escolha a opção 'moeda local' no terminal. A Bulgária é o país onde se sentirá mais perto da zona euro devido à taxa fixa, enquanto na Hungria e Polónia a atenção ao câmbio deve ser redobrada.

A armadilha do câmbio em Praga: O erro de Ricardo

Ricardo, um designer de Lisboa, viajou para Praga para um fim de semana prolongado. Habituado à facilidade do euro em Espanha e França, ele assumiu que poderia levantar dinheiro em qualquer lugar sem grandes custos, ignorando que a Chéquia usa a Coroa (CZK).

Ao chegar à estação de comboios, Ricardo usou o primeiro multibanco azul e amarelo que viu para levantar o equivalente a 100 euros. Ele não reparou na taxa de conversão dinâmica proposta pelo ecrã e aceitou a transação rapidamente para sair do frio.

Mais tarde, ao verificar a aplicação do banco, Ricardo percebeu o erro: tinha pago uma comissão oculta de 15% devido à taxa de câmbio péssima do terminal. Ele sentiu-se frustrado - tinha acabado de perder o valor de um bom jantar em taxas desnecessárias.

O momento de clareza veio quando um lojista local lhe explicou que devia usar apenas caixas de bancos oficiais e sempre recusar a conversão automática. Nos dias seguintes, Ricardo pagou tudo com o cartão Revolut em coroas, poupando cerca de 45 euros em comparação com o primeiro levantamento.

Principais lições

Sete países mantêm a soberania monetária

Bulgária, Chéquia, Dinamarca, Hungria, Polónia, Roménia e Suécia são os únicos estados da UE fora da zona euro em 2026.

A Dinamarca é a única com isenção oficial

Todos os outros países têm o dever legal de aderir ao euro assim que cumprirem os critérios de convergência económica.

Cuidado com a conversão dinâmica

Ao usar cartões nestes países, escolha sempre 'cobrar em moeda local' no terminal para evitar taxas de câmbio bancárias abusivas que podem chegar aos 10-15%.

Mais discussão

Posso usar notas de euro na Polónia ou na Hungria?

Embora alguns hotéis e lojas turísticas aceitem notas de euro, elas aplicam quase sempre uma taxa de câmbio muito pior do que a oficial. O troco será quase certamente dado na moeda local (Zloty ou Forint), por isso o ideal é usar cartão ou levantar moeda local num banco oficial.

Porque é que a Suécia ainda não adotou o euro se é obrigada?

A Suécia utiliza uma lacuna legal. Para adotar o euro, um país deve pertencer ao mecanismo ERM II por dois anos, mas a entrada nesse mecanismo é voluntária. Como a maioria dos suecos votou 'Não' num referendo e o apoio público só agora começou a subir, o governo evita dar esse passo.

Qual é o país mais próximo de adotar o euro em 2026?

A Bulgária é a candidata mais próxima. Com a moeda já indexada ao euro e uma forte vontade política, o país está a finalizar os ajustes técnicos e legislativos. A expectativa é que a Bulgária se torne o 21.º membro da zona euro algures entre 2025 e o final de 2026.

Materiais de Origem

  • [1] Bpstat - A Dinamarca mantém a Coroa dinamarquesa (DKK) ligada ao euro com uma paridade central de 7,46038 coroas por cada euro.
  • [2] Learning-corner - O Lev búlgaro (BGN) está fixado em 1,95583 Lev por 1 Euro desde a criação da moeda única.
  • [3] Reuters - Na Polónia, cerca de 45% da população mostra-se favorável à adoção do euro em sondagens recentes de 2025
  • [4] Reuters - O apoio ao euro na Suécia subiu para os 39% em 2025, o nível mais alto em quase duas décadas