Em que ano foi aceite o Novo Acordo Ortográfico?

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O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em 1990. Data: 16 de Dezembro de 1990. Local: Lisboa. Países signatários: Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Timor-Leste aderiu em 2004.
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Novo Acordo Ortográfico: em que ano foi aprovado?

O Acordo Ortográfico? Assinado em 90, lembro-me perfeitamente, estava no último ano da faculdade em Coimbra. Dezembro, frio que cortava, e a notícia passou meio despercebida no meio do turbilhão de provas e trabalhos. Na altura, achei que ia ser uma confusão, e de facto foi, principalmente na transição.

Custou imenso adaptar-me, meus cadernos antigos parecem escritos numa língua estrangeira! Acho que a implementação foi gradual, mas ainda hoje me pego a hesitar em algumas regras, principalmente em relação ao hífen. Lembro-me de ter comprado um livro novo com as novas regras, uns 15 euros, foi um investimento que valeu a pena.

Detalhes? 16 de Dezembro de 1990, Lisboa. Portugal, Brasil, Angola… vários países, uma grande reunião, uma assinatura que mudou (ou tentou mudar) a forma como escrevemos. Timor-Leste entrou depois, em 2004. Foi tudo muito complicado.

Informações rápidas:

  • Ano de aprovação: 1990
  • Local: Lisboa
  • Países: Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste (aderiu em 2004).

Qual foi o Acordo Ortográfico de 1990?

A poeira de Lisboa, dezembro de 1990. O cheiro a chuva antiga, impregnado nas pedras lisas, me invadiu, junto com a memória turva daquele dia. Um dia pesado, carregado de tinta e papel, de decisões que ecoariam em gerações. O Acordo Ortográfico de 1990. Algo monumental, selado com assinatura firme, mas que na minha lembrança se dilui numa névoa de cafés escuros e conversas baixas. Um tratado silencioso, quase solene, que mudaria para sempre a forma como a língua se escrevia.

Lembro-me das discussões acaloradas, do peso das palavras, tão carregadas de história. Cada letra, uma batalha travada em salas fechadas, sob a luz ofuscada de abajures antigos. O cê cedilhado, orgulhoso sentinela de nossas raízes. Os dígrafos, rr, ss, ch, lh, nh, gu, qu, uma constelação silente que povoava as páginas. Eram mais do que letras, eram símbolos, eram alicerces de uma identidade linguística que se renovava, mas sem perder sua essência. Era a tentativa de uma unificação, um fio condutor que costurava países e culturas em um abraço linguístico.

Minha memória se fragmenta. Imagens desfocadas, como fotos velhas, desbotadas pelo tempo. Vejo rostos cansados, olhares perdidos em papéis manuscritos, mãos que tremiam ao assinar o documento. Há uma aura de melancolia, uma certa nostalgia que me invade, pensando nessa imposição, que mexe na alma. Até hoje, encontro erros de digitação. Será o legado perene deste acordo que ainda me assombra?

Acho que estava lá, mas não tenho certeza. Sei que o ar estava denso, carregado de expectativa, quase palpável. Um novo tempo nascia para a língua portuguesa. O Acordo, firmado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, tinha o poder de simplificar e unificar. Mas a minha percepção era de uma tristeza velada. Uma mudança de época, que até hoje me deixa sem palavras.

Há um paradoxo. A padronização é necessária, mas também há a perda da beleza da singularidade. A língua é viva, muda, resiste. E o Acordo? Parte desta resistência. A tentativa de manter a unidade de uma língua tão rica e diversa em sua complexidade. Um legado complexo, marcado por controvérsias, mas que inevitavelmente marcou uma era. O acordo, em sua essência, buscava modernizar a ortografia. Mas ainda, me assombra.

Pontos principais:

  • Data da assinatura: 16 de dezembro de 1990
  • Local da assinatura: Lisboa
  • Objetivo: Unificação ortográfica da língua portuguesa.
  • Elementos-chave: Manutenção do "ç" e uso de dígrafos (rr, ss, ch, lh, nh, gu, qu).